Guindaste de Pórtico 40t para Portos Costeiros

Visão geral do projeto

Setor: Logística portuária (pátio de contêineres) | Configuração: 4 pórticos sobre trilhos (RMG) de 40 t | Vão: 35 m (8 fileiras internas + via para caminhões) | Cantiléver: 8 m em cada lado | Classe de Funcionamento: A6~A7 | Classe de resistência ao vento: operação ≤20 m/s (nível 8), ancoragem ≤55 m/s (nível 16)

Pórtico portuário de 40 t: vão e design resistente ao vento

Os pátios de contêineres em portos costeiros estão entre os ambientes mais dependentes do clima para guindastes — entre junho e outubro, durante a temporada de tufões, ventos acima do nível 8 exigem parada e ancoragem, e cada dia parado representa perdas de centenas de milhares. Como prolongar o tempo operacional sem comprometer a segurança contra ventos? Quatro pórticos sobre trilhos (RMG) de 40 t em um porto costeiro do sul da China oferecem uma resposta comprovada.

Seleção do vão: nem sempre maior é melhor

O vão de um pórtico de contêineres determina a capacidade de armazenamento — quantas fileiras de contêineres cabem sob o vão e se há via para caminhões atravessar. Neste porto, cada RMG empilha 8 fileiras de contêineres (contêineres padrão de 20 ft) mais 1 via para caminhões, com vão de 35 m. Somados aos cantiléveres de 8 m em cada lado, a cobertura total ultrapassa 50 m de largura. Mas aumentar o vão tem seu custo:

① O peso da estrutura de aço cresce de forma não linear. Ao aumentar o vão de 30 m para 35 m, a altura da seção da viga principal passa de 2,2 m para 2,8 m, elevando o Peso Próprio em cerca de 25%. Cada metro adicional de vão corresponde a um custo incremental de aproximadamente 30 a 50 mil euros em material para a viga principal. Conforme os requisitos de Rigidez da norma ISO 4301 (deflexão no meio do vão ≤ L/800), quanto maior o vão, maior a demanda por momento de inércia da seção, que cresce cubicamente.

② Concentração da Carga por roda. Com vão de 35 m, a Carga Máxima por Roda do bogie de 8 rodas já se aproxima de 350 kN, atingindo o limite de capacidade da fundação do trilho e do piso do cais. Se o vão fosse ampliado para 40 m, a Carga por roda poderia ultrapassar 400 kN, exigindo mais rodas por bogie (de 8 para 12), com aumento adicional de 15% a 20% no custo.

③ Maior complexidade no Controle de Sincronização da Translação da Ponte. Quanto maior o vão, mais evidente a dessincronização entre os Estabilizadores nas duas laterais (causada por irregularidades no Trilho e diferenças de velocidade do vento). Este porto adota um esquema de sincronização com Encoder mestre-escravo e Medição a laser de distância, alinhado à mesma abordagem técnica usada no controle de elevação em tandem em estaleiros.

Design resistente ao vento: estratégia em camadas para operar e resistir

classe de proteção contra o ventoVelocidade do ventoEscala de Beaufort correspondenteEstadoMedida
Operação normal≤20m/s≤8Escala de Beaufort correspondenteOperação normalgrampo de trilho Não fixado(Manual Liberação), guindaste Movimento livre
alerta precoce20~25m/s8~10Escala de Beaufort correspondenteOperação com velocidade reduzidavelocidade de deslocamento Limitado à capacidade nominal50%, Carroe Elevação / Içamento Sem limitação.Operador recebe alerta de ventoalerta precoce
Parada e ancoragem>25m/s>10Escala de Beaufort correspondenteInterrupção da operaçãoguindaste Deslocamento automático para ancoragem Posicionamentoposição, grampo de trilho Não fixado+Cabo antivento Ancoragem
Ancoragem de limite extremo≤55m/s≤16Escala de Beaufort correspondenteLimite de projetogrampo de trilho+Cabo antivento+Âncora de Solo+Proteção de quatro níveis com calços de roda, Estrutura sem tombamento

Estratégia central: resposta automática por níveis através de anemómetro + CLP, em vez de depender de avaliação humana. 30 minutos antes da chegada do tufão, o operador recebe o alerta e posiciona o guindaste no ponto de ancoragem; o CLP executa automaticamente o aperto dos grampos de trilho e a fixação dos cabos — eliminando o risco de ancoragem tardia por falta de pessoal.

Três detalhes na seleção do guindaste de pórtico

① Trilho P50 ou P60? Com carga por roda ≤350 kN, o trilho P50 é suficiente, mas em portos costeiros recomenda-se o P60 — a secção do P60 é 20% maior que a do P50, oferecendo maior margem de desgaste. Num porto, o custo de paragem para substituir um trilho com esmagamento ou desgaste lateral é muito superior à diferença de preço entre os dois perfis (cerca de 80 CNY/m a mais pelo P60).

② Pré-carga dos cabos antivento. Se os cabos estiverem frouxos (sem pré-carga), em rajadas de vento o guindaste desliza antes de o cabo ser tensionado, e a carga de impacto pode romper o cabo ou arrancar o ponto de ancoragem. O procedimento correto é aplicar uma pré-carga de 5~10 kN, eliminando a folga antes de fixar o esticador.

③ Necessidade de freio no motor de translação da ponte. Alguns projetos de RMG não equipam o mecanismo de translação da ponte com freio (dependendo apenas da frenagem elétrica do inversor de frequência) — um risco em ambiente portuário: em caso de corte de energia durante um tufão, a frenagem elétrica falha e os grampos de trilho sozinhos não garantem segurança. Neste projeto, cada roda motriz da ponte é equipada com freio a disco hidráulico independente.

Perguntas frequentes sobre o RMG

P: Por que não usar guindaste de pórtico sobre pneus (RTG)?

R: O RMG sobre trilhos tem um nível superior de resistência ao vento em comparação ao RTG sobre pneus — o RTG, apesar do peso próprio elevado, não tem restrição de trilho e pode deslizar com ventos de força 15. Em portos costeiros com tufões frequentes, o RMG é mais seguro. O RTG é adequado para portos interiores ou regiões com menos de 2 tufões por ano.

P: O vão de 35 m é suficiente? Quantas camadas podem ser empilhadas?

R: Com 35 m de vão, cabem 8 fileiras de contêineres de 20 ft (espaçamento de 3,6 m entre fileiras) + 5 m para via de caminhão = 33,8 m, com margem de 1,2 m. Quanto à altura de empilhamento, este RMG tem elevação de 18 m acima do trilho, permitindo empilhar 6 sobre 7 (6 camadas de contêineres com passagem de 1 camada por cima). Para empilhar 7 sobre 8, seria necessária elevação de 22 m+, o que aumenta significativamente o custo devido à altura da estrutura.

P: Qual o retorno do investimento na modernização não tripulada do RMG?

R: Com 4 RMG, o método tradicional exige 12 operadores (3 turnos); após a modernização não tripulada, o número cai para 2 operadores de sala de controle, economizando cerca de 100~120 mil CNY/ano em mão de obra. O custo da modernização é de aproximadamente 80~120 mil CNY por unidade (incluindo sensores + sistema de despacho ACS), com retorno em 3~4 anos — um pouco mais longo que no armazém de bobinas de aço (2~3 anos), mas ainda com retorno positivo.

P: Como definir o comprimento do balanço?

R: Sob o balanço normalmente circulam caminhões (largura de 3 m + margem de segurança = 5 m), além de 1~2 fileiras de contêineres temporários (3,6 m por fileira). Com 8 m de balanço de cada lado, é possível cobrir 5 m de via de caminhão + 1 fileira de contêineres. Quanto maior o balanço, maior o momento fletor na raiz da viga principal; não é recomendado exceder 10 m (caso contrário, a altura da seção da viga principal precisaria mudar de nível, elevando o custo drasticamente).

Fonte do caso: pesquisa de mercado | Normas de referência: ISO 4301 / FEM 1.001 · ISO 4301 / FEM 1.001 · FEM 1.001

Artigos relacionados

contact

contact us

phone:
+86 13903802779

mail:3915269@qq.com

Working hours: Monday to Friday

Wechat
Wechat
SHARE
TOP