Normas de segurança para guindastes: operação e certificação

A norma GB/T 25849-2010 «Guindastes — Utilização segura» é a norma geral para a utilização segura de guindastes. Adota de forma equivalente a ISO 12480-1 e estabelece o sistema de gestão de segurança, os requisitos de qualificação para operadores e sinaleiros, os procedimentos de operação segura e as proibições aplicáveis.

A norma GB/T 25849-2010 «Guindastes — Utilização segura — Parte 1: Princípios gerais», publicada e implementada em 2010, constitui a norma geral para a utilização segura de todos os tipos de guindastes. Abrange a Ponte Rolante, o Guindaste de Pórtico, a Grua de Torre, o guindaste móvel e o Guindaste ferroviário, fornecendo às unidades usuárias um enquadramento completo e detalhado para a implementação de um sistema de gestão de segurança. A Kelude Indústrias Pesadas elabora, de acordo com esta norma, manuais de operação segura para os seus clientes e realiza formação de segurança para os operadores.

Princípios gerais de utilização segura de guindastes GB/T 25849


Sistema de gestão de segurança

A norma exige que a unidade usuária estabeleça um sistema de gestão de segurança completo, que inclua, no mínimo, procedimentos de operação, um sistema de inspeção diária, um sistema de Manutenção e um plano de emergência. Os procedimentos de operação devem definir os fluxos de trabalho padrão para cada tipo de guindaste, as ações proibidas e os métodos de resposta de emergência. O sistema de inspeção deve especificar os itens, a periodicidade e os modelos de registo para as Inspeções Diárias e periódicas. O sistema de Manutenção deve definir a periodicidade, o âmbito e a Norma de Aceitação para cada nível de manutenção. O plano de emergência deve abranger a resposta de emergência e as medidas de salvamento para acidentes comuns, como ferimentos por guindaste, quedas em altura, choques elétricos e Tombamento.

Cada guindaste deve ter uma documentação técnica que registe informações sobre o fabricante, a Aceitação da Instalação, a inspeção periódica, a manutenção, a Reforma e o tratamento de acidentes. A documentação técnica é um elemento fundamental para a gestão do ciclo de vida completo do equipamento e serve de base para a Rastreabilidade de acidentes e a análise de riscos. Deve incluir o Certificado de Fábrica do equipamento, os certificados de material dos principais componentes estruturais, os registos de autoinspeção da instalação, o relatório de inspeção de supervisão, os relatórios de inspeção periódica anteriores, os registos de Manutenção e os registos de acidentes. A unidade usuária deve designar um responsável pela gestão da documentação técnica, garantindo a sua integridade, continuidade e Rastreabilidade.

A norma exige igualmente que a unidade usuária defina claramente as responsabilidades de segurança. O responsável máximo da empresa é o primeiro responsável pela utilização segura dos guindastes, devendo estabelecer uma estrutura organizacional de gestão de segurança e designar gestores de segurança, a tempo inteiro ou parcial. Os gestores de segurança devem organizar a elaboração dos procedimentos de operação e dos sistemas de inspeção, supervisionar o comportamento diário dos operadores, realizar regularmente inspeções e formações de segurança e ser responsáveis pelos exercícios e pela revisão do plano de emergência. Deve ser realizado, pelo menos uma vez por ano, um exercício prático do plano de emergência para testar a sua operacionalidade e a capacidade de resposta do pessoal.


Requisitos para operadores e sinaleiros

Os operadores devem ser aprovados numa avaliação de treinamento profissional e possuir o certificado de operador de equipamento especial para poderem exercer funções. Os que estiverem afastados por mais de 6 meses devem ser submetidos a uma nova avaliação. Os operadores devem dominar os parâmetros de desempenho, o Modo de operação, as funções dos dispositivos de segurança e os métodos de resposta de emergência do guindaste que operam, e devem participar em, pelo menos, 24 horas de formação contínua em segurança por ano. Os sinaleiros devem usar um distintivo de identificação visível e dar instruções através de sinais manuais padronizados ou dispositivos de intercomunicação, garantindo que os sinais são claros, precisos e inequívocos. Os operadores têm o direito de recusar a execução de sinais de comando ambíguos e devem confirmar imediatamente o seu significado com o sinaleiro.

Os sinaleiros e operadores devem ser submetidos a exames de saúde regulares, devendo o seu estado de saúde satisfazer os requisitos da função. A norma especifica que pessoas com doenças que possam interferir com a operação segura não podem exercer funções de operação ou sinalização de guindastes, nomeadamente hipertensão, doenças cardíacas, epilepsia, vertigens, daltonismo e deficiências auditivas. Os operadores devem confirmar o seu estado de saúde antes de iniciar o trabalho e não devem operar o guindaste se se sentirem indispostos ou fatigados. É estritamente proibido operar guindastes após consumir álcool ou medicamentos que afetem o sistema nervoso. Deve ser estabelecida uma comunicação fiável entre sinaleiros e operadores; em situações de visibilidade reduzida ou ruído elevado, devem ser utilizados dispositivos de comunicação bidirecional, como rádios.

Em termos de gestão de pessoal, a unidade usuária deve manter um registo dinâmico dos operadores e sinaleiros, documentando o número do certificado, o período de validade, os registos de avaliação de treinamento, os exames de saúde e as infrações disciplinares. O pedido de renovação ou revalidação do certificado deve ser apresentado até três meses antes do termo do período de validade. O registo deve ser atualizado sempre que um trabalhador seja transferido ou saia da empresa, garantindo que todo o pessoal em funções possui certificação válida. A unidade usuária não pode designar pessoal não certificado para operar ou sinalizar guindastes, sob pena de responsabilização nos termos da lei.


Procedimentos de operação segura e ações proibidas

Antes de iniciar a operação, deve ser realizada uma Inspeção Diária para confirmar que o Freio, o Fim de Curso, o Cabo de Aço, o Spreader (espalhador de elevação) e todos os dispositivos de segurança estão em condição de trabalho normal. Antes do Içamento, deve ser realizado um Içamento de Teste, elevando a carga a cerca de 200 mm do solo, para verificar a fiabilidade da Frenagem e a estabilidade da carga. Os mecanismos de Içamento e de deslocação não devem ser operados simultaneamente. Durante a operação, o operador deve manter a concentração, observando constantemente o estado da carga e o ambiente circundante, e parar imediatamente em caso de anomalia. Após a conclusão dos trabalhos, o Gancho deve ser elevado até ao limite superior e a Alimentação Elétrica principal deve ser desligada; a Manopla de Controle ou o Controlo Remoto devem ser guardados em local seguro.

A norma proíbe expressamente as seguintes ações: sobrecarga — o trabalho deve ser realizado dentro da Capacidade Nominal, sendo estritamente proibida a sobrecarga (incluindo o peso do Moitão e do Spreader); Içamento oblíquo — o cabo de suspensão deve estar vertical em relação ao centro de gravidade da carga, pois o Içamento oblíquo gera forças horizontais que podem causar sobrecarga; Içamento de objetos de peso desconhecido — é proibido içar objetos enterrados ou congelados; utilização do Fim de Curso como meio normal de paragem — o Fim de Curso é um dispositivo de proteção de segurança e não deve substituir os componentes de operação normais; passagem de cargas por cima de pessoas — a trajetória da carga deve evitar áreas com aglomeração de pessoas. Estas proibições constituem a base de segurança consolidada ao longo de anos de prática; a sua violação é a causa direta da grande maioria dos acidentes com guindastes.

A norma também determina que o operador não pode abandonar o posto de trabalho durante o Içamento, devendo permanecer sempre na posição de operação. É proibida a presença de pessoas sob a carga suspensa, devendo a área sob a carga ser delimitada com sinalização de aviso. Durante o trabalho noturno, a área de operação deve ter iluminação adequada, com iluminância não inferior a 50 lx. Em condições meteorológicas adversas, como vento forte, chuva intensa ou nevoeiro, as operações com guindastes devem ser suspensas. Quando vários guindastes operam na mesma área, deve ser elaborado um plano de coordenação específico para evitar colisões e interferências. Na troca de turno, o operador que sai deve informar claramente o estado do equipamento e as precauções a ter; o operador que entra deve realizar a Inspeção Pré-Turno de confirmação, e a transferência só é válida após a assinatura de ambos.


Sistema de gestão
Procedimentos de operação / Sistema de inspeção / Sistema de Manutenção / Plano de emergência
Certificação do pessoal
O operador possui certificado de equipamentos especiais; o sinaleiro usa identificação visível.
Proibições
Proibido sobrecarga, içamento oblíquo ou de cargas não identificadas.
Condições ambientais
Com vento superior a 6 graus, a grua torre é desativada; iluminação noturna suficiente.
Troca de turno
Transmitir claramente o estado do equipamento; ambos os turnos assinam a confirmação.
Requisitos de treinamento
Operadores: mínimo de 24 horas de formação contínua em segurança por ano.

Troca de turno e coordenação de múltiplos guindastes

A norma estabelece requisitos para o sistema de troca de turno: antes da entrega, o operador do turno de saída deve elevar o gancho até o limite superior, desligar a alimentação elétrica principal e limpar a área de operação. A entrega deve incluir o estado de funcionamento do equipamento durante o turno, eventuais anomalias ocorridas, as medidas corretivas adotadas e os aspetos de segurança a observar no turno seguinte. O operador do turno de entrada deve comparecer 10 a 15 minutos antes do início, consultar o registro de operação, realizar a inspeção pré-turno e só assumir após confirmar que o equipamento está em condições normais. Ambas as partes devem assinar o registro de operação para validar a transferência. Não é permitido iniciar o turno seguinte sem uma entrega clara; se necessário, o responsável pelo equipamento deve ser chamado para coordenar.

Quando vários guindastes operam na mesma via ou na mesma área, a unidade usuária deve elaborar um plano de coordenação das operações. O plano deve definir o âmbito de cobertura de cada guindaste, os percursos de deslocamento e as regras de prioridade de passagem. Deve ser mantida uma distância de segurança não inferior a 1 m entre guindastes adjacentes; em circulação no mesmo sentido, o guindaste de trás deve manter uma distância mínima de 2 m. Em operação cruzada de múltiplos guindastes, deve haver comando unificado por pessoa designada, e todos os operadores devem manter comunicação permanente. Na disposição de múltiplas gruas de torre, deve ser verificado o alcance da lança para evitar interferência entre lanças ou cargas, instalando batentes ou dispositivos de limitação de área quando necessário.


Tabela comparativa do sistema de gestão de segurança para uso seguro de guindastes

A tabela comparativa seguinte resume o conteúdo principal e os requisitos de execução de quatro categorias de sistema de gestão de segurança — procedimentos de operação, sistema de inspeção, sistema de manutenção e plano de emergência — que a unidade usuária pode adotar como referência para estabelecer e aperfeiçoar o seu próprio sistema de gestão de segurança.

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Categoria de Regulamento Conteúdo Principal executor Frequência
procedimentos de operaçãoNorma Procedimentos Operacionais e ProibiçõesoperadorExecução por Turno
inspeção RegulamentoInspeção Diáriae Inspeção Periódica Métodos e ItensOperador/Técnico de ManutençãoPor Turno/Mensal
Sistema de ManutençãoTodos os Níveis Manutenção Ciclo e ConteúdoTécnico de ManutençãoConforme Ciclo
plano de emergênciaQueda/Tombamento/Procedimento de Emergência para Choque ElétricoTodo o PessoalSimulação Anual

Perguntas Frequentes

P: Qual é o aspeto mais negligenciado na operação segura?

R: O aspeto mais negligenciado é utilizar o Fim de Curso como substituto da paragem normal, o que acelera a fadiga e a Falha do dispositivo. Além disso, a troca de turno meramente formal é outro problema comum — não comunicar o estado do equipamento na entrega representa um risco de segurança.

P: A partir de que velocidade do vento as operações devem ser interrompidas?

R: Para Grua de Torre, as operações devem ser interrompidas quando a velocidade do vento exceder o nível 6 (10.8~13.8m/s). Para pontes rolantes e pórticos, as operações devem ser interrompidas acima do nível 12, devendo o equipamento ser fixado com o Dispositivo Anti-Vento.

P: Após quanto tempo de afastamento o operador necessita de nova avaliação?

R: Se o operador estiver afastado por mais de 6 meses consecutivos, deve ser submetido a uma nova avaliação antes de retomar funções. A avaliação abrange três vertentes: conhecimentos de segurança, habilidades operacionais e resposta de emergência.

P: Quais são os Sinais de Comando utilizados pelo Sinaleiro de guindaste?

R: A recomendação da norma prevê três formas: sinal manual, sinal com bandeira e comunicação por rádio ou apito. Independentemente do método, o significado dos sinais deve ser previamente combinado com o operador para garantir uma comunicação eficaz.

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