Cargas e combinações em guindastes móveis conforme GB/T 22437.2-2010

A norma GB/T 22437.2-2010 "Guindastes — Cargas e combinações de cargas — Parte 2: Guindastes móveis" é a norma básica para a análise de cargas no projeto estrutural de guindastes móveis. A norma especifica os vários tipos de cargas e as suas combinações a considerar no cálculo de projeto de guindastes móveis, tais como guindautos, guindastes de esteiras e guindastes todo-terreno, correspondendo à norma ISO 8686-2:2004 (IDT). A aplicação correta das combinações de cargas é um pré-requisito para garantir a segurança estrutural e a viabilidade económica dos guindastes móveis.

A norma GB/T 22437.2-2010 é a Parte 2 da série de normas sobre cargas e combinações de cargas em guindastes, especificamente desenvolvida para definir as regras de classificação e combinação de cargas para guindastes móveis. Os guindastes móveis apresentam casos de carga específicos, como reações de apoio e deformações da lança, cujas combinações de cálculo são mais complexas do que as de guindastes convencionais. Este artigo apresenta uma interpretação sistemática da norma.

Norma GB/T 22437.2-2010 — Cargas e combinações de cargas para guindastes móveis


Posicionamento da norma e campo de aplicação

A norma GB/T 22437.2-2010 é a Parte 2 da série de normas sobre cargas e combinações de cargas em guindastes, elaborada especificamente para o cálculo de cargas no projeto estrutural de guindastes móveis (incluindo guindautos, guindastes de esteiras, guindastes todo-terreno, guindastes todo-terreno com cabine única e guindastes de esteiras com lança telescópica). A norma especifica os vários tipos de cargas que um guindaste móvel pode suportar durante a sua vida útil de projeto, define os coeficientes de combinação e os métodos de combinação para diferentes condições de operação, e fornece uma base de cargas uniforme para o cálculo de resistência, rigidez e estabilidade dos componentes estruturais. A norma é aplicável a guindastes móveis com capacidade nominal não inferior a 1t e, em conjunto com a GB/T 22437.1 (princípios gerais) e a GB/T 3811 (especificação de projeto de ponte rolante), constitui o sistema completo de cargas para o projeto estrutural de guindastes.

Sistema de classificação de cargas para guindastes móveis

A norma classifica as cargas suportadas pelos guindastes móveis nas seguintes categorias principais:

Cargas principais (P) — incluem a carga de elevação (capacidade nominal, peso do spreader, massa da parte suspensa do cabo de aço, etc.), o peso próprio (massa da estrutura, mecanismos, contrapeso, cabine do operador e acessórios do guindaste), a carga de impacto de elevação (ação dinâmica vertical adicional sobre a estrutura durante o arranque e a frenagem do mecanismo de elevação) e as cargas fixas em condição fora de serviço (como contrapeso e lastro).

Cargas adicionais (A) — incluem a carga de vento (em condição de trabalho e em condição de tempestade), a carga de temperatura (tensão térmica na estrutura de aço devido a diferenças de temperatura ambiente; deve ser considerada quando a diferença de temperatura entre componentes estruturais exceder 25°C), a carga de neve e gelo (a considerar em guindastes utilizados em regiões sujeitas a formação de gelo) e a carga de inclinação (componentes de carga resultantes do estacionamento ou operação do guindaste em terreno irregular).

Cargas especiais (S) — incluem a carga de teste (ensaio de carga estática com 1,25 vezes a carga nominal; ensaio de carga dinâmica com 1,1 vezes a carga nominal), a carga de colisão (força de impacto nos amortecedores), as cargas de montagem e desmontagem (cargas geradas durante a montagem e desmontagem do guindaste) e as cargas de transporte (forças de inércia e vibrações suportadas durante o transporte do guindaste).

Coeficientes dinâmicos e coeficiente de impacto — dado que os guindastes móveis operam com mudanças frequentes de condição e movimentos repetidos de elevação e variação de alcance, a norma especifica o coeficiente dinâmico de elevação (φ₂=1,0~1,4, selecionado de acordo com a classe de velocidade de elevação), o coeficiente de impacto de translação (φ₃=1,0~1,4, selecionado de acordo com a classe do piso e a velocidade de translação) e o método de determinação do coeficiente dinâmico de variação de alcance.

Coeficiente dinâmico de elevação
φ₂=1,0~1,4
Conforme classe de velocidade de elevação
Coeficiente de impacto de translação
φ₃=1,0~1,4
Conforme classe do piso
Velocidade de vento de trabalho
≤7 (≤17m/s)
Tempestade conforme região
Carga de teste
Estática 1,25×nominal
Dinâmica 1,10×nominal
Tensão térmica
Diferença >25°C
Incluir no cálculo
Ângulo de inclinação
≤3° em trabalho
Transporte ≤5°

Tipos de combinação de cargas e definição de casos de carga

A norma define três casos de carga básicos para guindastes móveis e as respetivas combinações de cargas:

Caso A — Condição de trabalho normal (sem vento): a combinação de cargas é P, incluindo o peso próprio e a carga de elevação em estado de movimento estável, bem como as cargas de inércia considerando os coeficientes dinâmicos de arranque e frenagem. Este caso é utilizado para a verificação da resistência estrutural de guindastes móveis em condição fora de serviço (estacionamento) ou em condições de vento fraco. O fator de segurança é n≥1,22 (em relação ao limite de escoamento).

Caso B — Condição de trabalho com vento: a combinação de cargas é P+A, adicionando a carga de vento em estado de trabalho às cargas principais. A velocidade de vento de trabalho admissível para guindastes móveis é geralmente inferior a 7 (17m/s); acima desta velocidade, as operações devem ser interrompidas e a lança deve ser retraída. Este caso é o espectro de cargas mais frequente para guindastes móveis e é utilizado para o cálculo de resistência dos principais componentes estruturais, como o sistema de lança, a coroa de giro, os estabilizadores e o chassi. O fator de segurança é n≥1,22.

Caso C — Condição fora de serviço com tempestade: a combinação de cargas é P + A de tempestade, utilizada para verificar a capacidade do guindaste de resistir a tempestades em condição fora de serviço (após retração da lança e fixação adequada). A velocidade do vento de tempestade é determinada de acordo com a região de utilização do guindaste, geralmente calculada com base na velocidade máxima do vento com período de retorno de 50 anos. Em condições de tempestade, é permitida a deformação elástica recuperável dos componentes estruturais do guindaste móvel, mas não é permitida a deformação permanente ou a perda de estabilidade. O fator de segurança é n≥1,10 (em relação ao limite de escoamento).

Estrutura e Funcionalidade do Guindaste Kelude

O guindaste industrial Kelude é projetado para operações de elevação pesada em ambientes exigentes. A sua estrutura de viga dupla garante estabilidade superior e distribuição eficiente de carga, enquanto o mecanismo de elevação de baixo perfil otimiza o espaço vertical da oficina. Este modelo integra componentes de alta resistência e um sistema de travamento automático que previne o deslocamento involuntário da carga, assegurando operações previsíveis e seguras.

O sistema de controlo eletrónico permite uma regulação precisa da velocidade e da posição da carga, adaptando-se a diferentes ciclos de trabalho. A estrutura modular facilita a manutenção preventiva e a substituição de peças, reduzindo o tempo de inatividade. Além disso, o design anti-oscilação incorporado minimiza o balanço da carga durante os movimentos de translação e rotação, um fator crítico para a precisão na montagem de componentes de grande porte.

Parâmetro TécnicoValor / Especificação
Capacidade de Carga32 t (modelo QD32/5t)
Tipo de VigaDupla, perfil laminado a quente
Altura de ElevaçãoPadrão: 9 m (configurável até 16 m)
Classe de UtilizaçãoISO 4301 / FEM 1.001 (equivalente a GB/T 3811)
Proteção ElétricaIEC 60204-32 (equivalente a GB/T 24810 e GB/T 5226)

Segurança e Conformidade Normativa

A conformidade com as normas internacionais é um pilar do design do guindaste Kelude. A estrutura segue os requisitos de cálculo e segurança da ISO 4301, assegurando que todos os componentes mecânicos suportam as cargas nominais com margens de segurança adequadas. O sistema elétrico, por sua vez, está em conformidade com a IEC 60204-32, garantindo a proteção contra contactos diretos e indiretos, bem como a compatibilidade eletromagnética em ambientes industriais.

Os dispositivos de segurança incluem limitadores de carga e de momento, finais de curso ajustáveis e um sistema de travagem redundante. Estes elementos são testados individualmente e em conjunto, de acordo com os procedimentos da ISO 12480, que define os requisitos para a utilização segura de aparelhos de elevação. A documentação técnica fornecida inclui o manual de operação e o plano de manutenção, ambos elaborados segundo as diretrizes da ISO 4306 para a terminologia e classificação.

Manutenção Preventiva e Assistência Técnica

A estratégia de manutenção do guindaste Kelude é orientada para a máxima disponibilidade operacional. O acesso facilitado aos pontos de lubrificação e a utilização de componentes padronizados simplificam as intervenções periódicas. Recomenda-se uma inspeção visual mensal e uma revisão completa semestral, conforme o plano de manutenção fornecido. Para assistência técnica especializada, a equipa Kelude está disponível através do contacto servico@kelude.pt ou pelo telefone +351 21 000 0000.

Em caso de dúvidas sobre a operação ou a manutenção, consulte o manual do utilizador. Para questões relativas a peças de reposição, indique sempre o número de série da máquina e o modelo (QD32/5t) para garantir a compatibilidade. A Kelude oferece ainda um serviço de diagnóstico remoto para auxiliar na resolução de problemas complexos, minimizando a necessidade de intervenção no local.

Perguntas Frequentes

P: Qual é o período de garantia do guindaste Kelude?
R: A garantia padrão é de 24 meses a partir da data de instalação, cobrindo defeitos de fabrico e de materiais. A garantia não cobre danos resultantes de utilização incorreta ou de manutenção inadequada.

P: É possível adaptar o guindaste a uma oficina com pé-direito baixo?
R: Sim, o design de baixo perfil (low-headroom) é especialmente adequado para instalações com restrições de altura. A altura de elevação pode ser ajustada entre 6 m e 16 m, dependendo da configuração escolhida.

P: Que normas internacionais são aplicáveis a este equipamento?
R: O guindaste é projetado de acordo com a ISO 4301 para o cálculo de estruturas, a IEC 60204-32 para os sistemas elétricos e a ISO 12480 para a segurança na operação. Estas normas substituem as antigas referências chinesas GB/T 3811, GB/T 24810 e GB/T 6067, respetivamente.

condições de operação grupo de cargaformação carga de ventocondição Fator de segurança aplicávelverificação
A | sem vento normal P(cargas principais) sem vento normal n≥1.22 estacionamento estático/brisa
B | com vento em operação P+A(incluindocarga de vento) ≤7classe(17m/s) n≥1.22 Lança/Rotação/Estabilizador
C | tempestade fora de operação P+tempestade A conforme50recorrência anual n≥1.10 resistência ao tombamento/resistência à instabilidade
especial | Ensaio P×Ensaio Coeficiente ≤5classe de vento n≥1.05 Ensaio de Tipo

Condições de Carga Especiais em Guindastes Móveis

R: Em comparação com as pontes rolantes, os guindastes móveis apresentam condições de carga significativamente mais diversificadas:

Reação de Apoio dos Estabilizadores — O guindaste móvel transmite o seu peso próprio e a carga ao solo através dos estabilizadores. O cálculo da reação de apoio deve considerar a variação da posição da carga durante o movimento de rotação, adotando-se a posição mais desfavorável do estabilizador para determinar a pressão máxima, utilizada no dimensionamento estrutural dos estabilizadores e do sistema hidráulico. A norma especifica os coeficientes de combinação de cargas para este cálculo.

Momento de Tombamento — Esta é a combinação de cargas mais crítica para guindastes móveis. A relação entre o momento de carga e o momento estabilizante do peso próprio determina a resistência ao tombamento do equipamento. A norma especifica que, nas condições de operação A e B, o momento estabilizante deve ser superior ao momento de tombamento em 1,25 vezes (sem considerar o lastro) ou 1,15 vezes (considerando o lastro). Para guindastes de esteiras, deve-se ainda considerar a influência da pressão de contato com o solo na estabilidade.

Carga de Oscilação da Lança Telescópica — Os segmentos telescópicos da lança sofrem deformação por flexão sob carga, fazendo com que a carga suspensa se desvie do eixo central da lança e gerando um momento de oscilação adicional. A norma especifica que o desvio horizontal na extremidade da lança deve ser incluído na combinação de cargas, sendo este desvio geralmente de 1% a 2% do comprimento da lança.

Cargas de Transporte e Deslocamento — Durante o modo de deslocamento, o guindaste móvel está sujeito a cargas de impacto e vibração provenientes do piso. A norma especifica um coeficiente de impacto de 1,3 a 1,5 (dependendo da classe do piso). Para guindastes sobre pneus, deve-se considerar também o efeito de amortecimento de vibrações dos pneus. A Kelude Indústrias Pesadas elabora rigorosamente o espectro de carga de acordo com a ISO 4301 no projeto estrutural dos seus guindastes móveis, realizando a verificação por análise de elementos finitos para cada condição de operação antes de definir a configuração estrutural.


Tabela Comparativa de Combinações de Carga para Guindastes Móveis

A tabela comparativa seguinte apresenta os parâmetros principais das combinações de carga para guindastes móveis, para referência do pessoal de seleção e uso.

← Deslize a tabela para vê-la completa →
combinação de cargas Cargafator Coeficientevalor adotado condições de trabalho aplicáveis
combinaçãoⅠ Peso Próprio+carga nominal+carga de vento φ=1.0 operação normal
combinaçãoⅡ Peso Próprio+carga de teste+carga de vento φ=1.25 Ensaio de Tipo
combinaçãoⅢ Peso Próprio+carga de vento(condição de trabalho) pressão de vento regional condição de trabalho
combinaçãoⅣ Peso Próprio+carga de vento(condição fora de serviço) conforme50recorrência anual condição fora de serviço

Perguntas Frequentes

P: Qual a relação entre as disposições de carga da norma GB/T 22437.2 e da norma GB/T 3811?
R: A norma GB/T 3811-2008, "Especificação de projeto de ponte rolante", é a norma geral de projeto para guindastes, estabelecendo os princípios gerais de classificação e combinação de cargas. A norma GB/T 22437.2, por sua vez, é a norma específica de cargas para guindastes do tipo móvel, com disposições mais detalhadas e específicas, particularmente para casos de carga como reação de apoio dos estabilizadores, momento de tombamento, deflexão da lança e impacto durante deslocamento. No projeto prático, as duas normas devem ser usadas em conjunto: a GB/T 22437.2 define os tipos de carga e os coeficientes de combinação, enquanto a GB/T 3811 é aplicada ao cálculo de resistência estrutural.
P: Como calcular a carga de vento num guindaste móvel?
R: A carga de vento é calculada pela fórmula F_w = C · p · A, em que C é o coeficiente de força do vento (entre 1,2 e 1,8, conforme a forma da seção transversal), p é a pressão do vento (em condição de trabalho, p = 250 N/m², correspondente a vento força 7; em condição de tempestade, p = 500 a 1500 N/m², conforme a região) e A é a área exposta ao vento (a área real da lança pode ser aproximada a 0,4–0,6 vezes a área do contorno). No caso de estrutura treliçada da lança, a área exposta ao vento deve ser calculada com base na projeção real de cada elemento estrutural.
P: O que é o coeficiente dinâmico de elevação φ₂? Como é determinado?
R: O coeficiente dinâmico de elevação φ₂ considera o efeito dinâmico vertical adicional que a carga exerce sobre a estrutura durante o arranque e a frenagem do mecanismo de elevação. φ₂=1+0.35v_h, onde v_h é a Velocidade de Elevação (m/s). Quando a Velocidade de Elevação é ≤0.5m/s, φ₂ assume o valor 1.0; quando v_h>1.0m/s, φ₂ assume o valor máximo de 1.4. Para guindastes do tipo móvel, a velocidade da Elevação principal situa-se normalmente entre 0.1~0.3m/s, pelo que φ₂ assume geralmente valores entre 1.0~1.15.
P: O coeficiente de segurança n≥1.10 na condição de operação C (condição fora de serviço com vento de tempestade) é suficientemente seguro?
R: O coeficiente de segurança da condição C é inferior ao valor de 1.22 das condições A e B, porque a condição de vento de tempestade é um evento de probabilidade extremamente baixa e, nesta condição, é permitido que a estrutura desenvolva tensões próximas do limite de cedência, desde que não ocorra deformação permanente nem perda de estabilidade global. Nesta condição de operação, o guindaste deve permanecer na condição fora de serviço, com a lança recolhida e bloqueada, e o pessoal já deve ter sido evacuado. A segurança é garantida em conjunto pelo cálculo de resistência ao tombamento e pelas medidas de aterramento e ancoragem ao solo.

Artigos relacionados

contact

contact us

phone:
+86 13903802779

mail:3915269@qq.com

Working hours: Monday to Friday

Wechat
Wechat
SHARE
TOP