Norma GB/T 24817.1-2009: Controles e Operação

A norma ISO 7752-1:1983 (MOD) — correspondente à GB/T 24817.1-2009 — é a norma básica de referência para o projeto ergonómico de gruas. A norma especifica os princípios de disposição dos dispositivos de controle (joysticks, botões, pedais, etc.), as características da direção de operação e os requisitos básicos da força de acionamento, sendo aplicável ao projeto, fabricação e aceitação dos sistemas de controle de todos os tipos de equipamentos de elevação.

A GB/T 24817.1-2009 é o documento normativo de referência para a série de normas sobre a disposição dos dispositivos de controle em gruas, estabelecendo os princípios de disposição, as características da direção de operação e os requisitos de marcação de identificação para todos os tipos de guindastes. Uma disposição padronizada dos dispositivos de controle reduz erros de operação e aumenta a segurança no trabalho. Este artigo apresenta uma análise detalhada dos requisitos principais desta norma.

Princípios gerais de disposição dos dispositivos de controle — GB/T 24817.1-2009


Campo de aplicação e importância da norma

A GB/T 24817.1-2009 é o documento normativo de referência para a série de normas sobre a disposição dos dispositivos de controle em gruas, correspondendo à ISO 7752-1:1983 (MOD). A norma é aplicável ao projeto dos dispositivos de controle de todos os tipos de equipamentos de elevação, incluindo Ponte Rolante, Guindaste de Pórtico, Grua de Torre, guindaste móvel, guindaste de lança e Guindaste ferroviário. Como primeira parte desta série, os princípios gerais estabelecem os princípios básicos da disposição dos dispositivos de controle, a coordenação da direção de operação e o sistema de classificação da força de acionamento, fornecendo orientação normativa unificada para as normas específicas de cada tipo de máquina. Publicada em 2009 e implementada em 2010, esta norma é amplamente referenciada pelas demais partes da série GB/T 24817 e pelas normas de segurança para guindastes, como a GB/T 23723 e a GB/T 31052. A norma contém 8 capítulos, abrangendo campo de aplicação, referências normativas, termos e definições, requisitos gerais, características da direção de operação, identificação e marcação dos dispositivos de controle, requisitos da força de acionamento e requisitos para dispositivos de controle especiais. A implementação desta norma é uma medida fundamental para melhorar a segurança operacional das gruas e reduzir acidentes causados por erros de operação.

Princípios básicos da disposição dos dispositivos de controle

A norma define seis princípios básicos para a disposição dos dispositivos de controle em gruas:

  • Princípio da acessibilidade — todos os dispositivos de controle devem estar ao alcance natural dos braços do operador, sentado ou em pé na posição normal de operação. Os dispositivos de uso frequente devem ser colocados na zona de acesso mais fácil, e o dispositivo de parada de emergência deve estar localizado diretamente à frente da posição de operação, sem qualquer obstrução.
  • Princípio da consistência — a direção de operação e a disposição do mesmo tipo de dispositivo de controle devem ser consistentes em todas as gruas. Por exemplo, em todos os modelos, a elevação do mecanismo de elevação deve ser acionada puxando o joystick para trás ou movendo o controlador para cima, e a descida empurrando o joystick para a frente ou movendo o controlador para baixo.
  • Princípio da distinção — dispositivos de controle com funções semelhantes, mas resultados de operação diferentes, devem ser diferenciados por forma, tamanho, cor ou posição. Por exemplo, o Botão de parada de emergência deve ser visivelmente maior do que os outros botões e apresentar design de cabeça de cogumelo vermelha.
  • Princípio da segurança — a disposição dos dispositivos de controle deve evitar acionamentos acidentais que possam causar operações incorretas. Deve haver espaçamento suficiente entre os dispositivos de controle críticos, e a direção de operação deve ser logicamente consistente com a direção de movimento do mecanismo controlado.
  • Princípio da ergonomia — o projeto dos dispositivos de controle deve considerar adequadamente os dados antropométricos. O diâmetro do punho do joystick deve ser de 30~50mm, a força de acionamento deve ser controlada na faixa de 20~60N; os pedais devem ser antiderrapantes e a força no pedal não deve exceder 150N.
  • Princípio da adaptabilidade ambiental — a disposição dos dispositivos de controle deve considerar o Ambiente de Trabalho real da grua, incluindo vibração, temperatura, umidade, poeira e interferência eletromagnética. Os dispositivos de controle de gruas utilizadas ao ar livre devem ter medidas À prova de poeira e À prova d'água.
Curso do joystick
Para a frente/trás
30°~60°
Faixa de força de acionamento
20~60N
(controlador principal)
Força de parada de emergência
≤300N
(cabeça de cogumelo vermelha)
Força no pedal
≤150N
(design antiderrapante)
Espaçamento entre botões
≥50mm
(prevenção de acionamento acidental)
Marcação de identificação
Texto/símbolo gráfico
claro e durável

Requisitos da direção de operação

A norma define rigorosamente a direção de operação dos dispositivos de controle de cada mecanismo da grua, garantindo uma correspondência intuitiva entre a direção de operação e a direção de movimento real do mecanismo controlado:

Mecanismo de elevação — puxar o joystick para trás (em direção ao operador) aciona a elevação; empurrar para a frente aciona a descida. Esta convenção de direção segue a intuição humana: puxar para trás significa "puxar em direção a si" — ou seja, elevar a carga; empurrar para a frente significa "afastar de si" — ou seja, baixar a carga. Para controles de elevação com volante, a rotação no sentido horário aciona a elevação e no sentido anti-horário a descida.

Mecanismo de translação — a direção de movimento do joystick deve corresponder à direção de translação da grua. Translação da Ponte: empurrar o joystick para a esquerda move a ponte para a esquerda; empurrar para a direita move para a direita. Translação do Carro: empurrar o joystick para a frente move o carro para longe do operador; puxar para trás move o carro em direção ao operador.

Mecanismo de giro — empurrar o joystick para a esquerda aciona a rotação à esquerda; empurrar para a direita aciona a rotação à direita (ambos referenciados à orientação da Cabine do Operador). Mecanismo de variação do alcance: puxar o joystick para trás reduz o alcance (elevação da lança); empurrar para a frente aumenta o alcance (abaixamento da lança). As características de direção acima se aplicam a todos os tipos de gruas.

Guindaste Industrial Kelude: Soluções de Elevação para a Indústria

A Kelude é especializada no fabrico de guindastes industriais e equipamentos de elevação, oferecendo uma gama abrangente de soluções para diversos setores. O nosso compromisso centra-se em fornecer produtos fiáveis, eficientes e seguros, apoiados por engenharia de precisão e rigoroso controlo de qualidade.

Engenharia de Precisão e Conformidade com Normas Internacionais

O desenvolvimento dos nossos equipamentos segue rigorosamente os mais recentes padrões internacionais de segurança e design. As nossas pontes rolantes e guindastes são projetados e fabricados de acordo com os requisitos das normas ISO 4301, ISO 12480 e ISO 4306, assegurando desempenho e segurança de alto nível. A conformidade com estas diretrizes garante que cada solução da Kelude opera com a máxima eficiência e fiabilidade, mesmo nas condições mais exigentes.

Portfólio de Produtos para Diversas Aplicações

Compreendemos que cada operação industrial é única. Por isso, oferecemos uma vasta gama de equipamentos, desde pontes rolantes de baixa altura até guindastes de pórtico de alta capacidade. As nossas soluções são ideais para setores como a indústria metalúrgica, construção naval, parques eólicos e centrais de tratamento de resíduos, onde a movimentação de cargas pesadas é crítica.

CategoriaAplicações TípicasCapacidade
Pontes RolantesOficinas, armazéns, linhas de produçãoAté 100 toneladas
Guindastes de PórticoEstaleiros, terminais de contentores, parques eólicosAté 300 toneladas
Guindastes de LançaÁreas de manutenção, operações ao ar livreAté 50 toneladas

Personalização e Suporte Técnico Especializado

Para além do portfólio standard, a Kelude oferece serviços de engenharia personalizada. A nossa equipa técnica colabora diretamente com o cliente para desenvolver soluções à medida, otimizando o design para requisitos específicos de espaço, capacidade e funcionalidade. Este acompanhamento próximo garante que o equipamento final se integra perfeitamente no fluxo de trabalho do cliente, maximizando a produtividade.

Garantia de Qualidade e Assistência Pós-Venda

A qualidade é um pilar fundamental na Kelude. Implementamos um sistema de gestão de qualidade abrangente, que abrange todas as fases, desde a seleção de materiais até à inspeção final. O nosso compromisso com a excelência é evidenciado pela conformidade com os padrões IEC 60204-32 para sistemas elétricos. Além disso, a nossa assistência pós-venda dedicada assegura suporte técnico contínuo, manutenção preventiva e fornecimento rápido de peças de reposição, garantindo a longevidade e o desempenho consistente do seu investimento.

Contacte-nos para uma Consultoria

Está à procura de uma solução de elevação fiável e eficiente? Fale com os nossos especialistas. A equipa da Kelude está pronta para o aconselhar e fornecer a melhor solução técnica e económica para o seu projeto.

P: Qual é a capacidade de elevação máxima dos vossos guindastes de pórtico?
R: A nossa linha de guindastes de pórtico pode ser projetada para capacidades até 300 toneladas, dependendo das especificações e necessidades da aplicação.

P: Os equipamentos podem ser personalizados para ambientes específicos, como atmosferas explosivas?
R: Sim, oferecemos opções de personalização para ambientes especiais, incluindo configurações à prova de explosão, de acordo com os requisitos de segurança aplicáveis.

P: Que normas de segurança os vossos guindastes seguem?
R: Os nossos produtos são projetados e fabricados em conformidade com as normas internacionais ISO 4301, ISO 12480, ISO 4306 e IEC 60204-32, garantindo elevados padrões de segurança e desempenho.

mecanismo Tipo dispositivo de controle Movimento de operação mecanismo Movimento Referência Norma
mecanismo de elevação joystick Puxar para trás Elevação / Içamento(Elevar) §6.1
mecanismo de elevação joystick Empurrar para frente Descida(Abaixar) §6.1
Translação da Ponte joystick/placa de piso Empurrar para a esquerda Deslocar para a esquerda §6.2
Translação da Ponte joystick/placa de piso Empurrar para a direita Deslocar para a direita §6.2
Translação do Carro joystick Empurrar para frente Afastar do operador §6.2
Translação do Carro joystick Puxar para trás Aproximar do operador §6.2
mecanismo de giro joystick Empurrar para a esquerda Pararotação à esquerda §6.3
mecanismo de variação do alcance joystick Puxar para trás Alcance Reduzir §6.4

Identificação e Marcação dos Dispositivos de Controle

R: Os requisitos da norma estabelecem que todos os dispositivos de controle devem possuir marcação de identificação clara e duradoura, podendo esta ser efetuada através de etiquetas de texto, símbolos gráficos ou uma combinação de ambos. A marcação deve ser aplicada no próprio dispositivo ou nas suas imediações, garantindo que o operador a possa identificar sem movimentos significativos da cabeça, dentro do seu campo de visão normal durante a operação.

Requisitos para Etiquetas de Texto — As etiquetas devem indicar a função do dispositivo de controle, como "Elevação principal", "Elevação auxiliar", "Ponte para a esquerda", "Paragem de Emergência", entre outras. O tamanho do tipo de letra deve ser suficientemente grande para ser legível a partir da posição de operação, sob condições de iluminância normal na cabine do operador. As etiquetas devem estar firmemente fixadas, resistindo à remoção acidental e ao desgaste.

Requisitos para Símbolos Gráficos — Recomenda-se a utilização de símbolos gráficos padronizados conforme a recomendação da norma, tais como os que representam elevação, descida e translação da ponte. Os símbolos devem ser simples e intuitivos, compreensíveis por operadores de diferentes origens culturais. A codificação por cores deve seguir as convenções estabelecidas: vermelho para funções de emergência e paragem, amarelo para funções de aviso e atenção, verde para funções de arranque e segurança, e azul para indicações informativas.

Luz indicadora e Monitores — A luminosidade das luzes indicadoras deve ser claramente percetível tanto sob a luz ambiente normal da cabine como sob a luz externa máxima. As luzes de alarme devem, preferencialmente, utilizar um modo de intermitência para captar a atenção do operador. A altura dos caracteres nos monitores não deve ser inferior a 4mm, e o contraste deve assegurar a legibilidade em diversas condições de iluminação.

Classificação da Força de Acionamento e Características de Controle

A norma classifica a força de acionamento com base no tipo de dispositivo de controle e na frequência de utilização:

Força de Acionamento para Controladores Manuais — A força de acionamento para o controlador principal (joystick) varia entre 20~60N, sendo o valor recomendado de 30~40N para um melhor feedback tátil. Forças demasiado baixas podem levar a uma perceção imprecisa e aumentar o risco de operação acidental; forças excessivamente altas aceleram a fadiga do operador. A resistência do joystick deve ser uniforme em todas as direções, sem variações percetíveis de peso ou leveza.

Força de Acionamento para Controladores de Pedal — A força de acionamento para os pedais não deve exceder 150N, com uma faixa recomendada de 30~80N. O pedal deve ter uma área de superfície generosa (não inferior a 80mm×50mm) com tratamento antiderrapante. O curso do pedal não deve exceder 70mm e deve possuir uma mola de retorno que o reposicione automaticamente na posição central quando não estiver a ser acionado.

Força de Acionamento para Botões e Interruptores — A força de acionamento para botões deve ser de 2~10N, com um curso de operação de 2~6mm. O torque de acionamento para interruptores rotativos deve ser de 0,2~1,0N·m. O Botão de parada de emergência deve ser do tipo de pressão, que trava ao ser pressionado e só pode ser rearmado através de rotação ou tração. A Kelude Indústrias Pesadas segue rigorosamente este sistema de classificação de força de acionamento no projeto do sistema de controle de seus guindastes, assegurando consistência tátil e segurança operacional em todos os equipamentos.


Tabela Comparativa: Princípios Gerais da Disposição dos Dispositivos de Controle

A tabela comparativa seguinte apresenta os parâmetros principais para a configuração da disposição dos dispositivos de controle em guindastes, para referência do pessoal de seleção e uso.

← Deslize a tabela para vê-la completa →
Tipo de dispositivo características de operação princípios de disposição requisitos de segurança
Comando Principal Retorno automático ao zero Disposição simétrica esquerda-direita Proteção de Posição Zero
Pedal antiderrapante Superfície Posição natural de apoio do operador Acionamento acidentalproteções
Paragem de Emergência Botão cogumelo vermelho Alcance imediato do operador Travamento automático+rearme manual
Alarme/indicador Alarme sonoro e visual Afastar do operadorcampo de visão Interno Autodiagnóstico de falhas

Perguntas frequentes

P: Os princípios gerais da Norma GB/T 24817.1 são aplicáveis a todos os tipos de guindastes?
R: Sim. A Norma GB/T 24817.1-2009, enquanto documento programático da série de normas, estabelece o princípio fundamental — consistência da direção de operação, acessibilidade, distinção e segurança — aplicável a diversos tipos de equipamentos de elevação, incluindo guindastes de tipo ponte, tipo pórtico, tipo torre, tipo móvel, de lança e ferroviários. No entanto, para cada modelo específico, a quantidade de dispositivos de controle, a sua disposição e os requisitos especiais devem ser detalhados em conformidade com as normas setoriais correspondentes.
P: As características da direção de operação do dispositivo de controle podem ser personalizadas pelo usuário?
R: Não. As características da direção de operação são requisitos obrigatórios definidos pela norma, com o objetivo de garantir a consistência operacional — qualquer operador deve conseguir operar instintivamente qualquer guindaste do mesmo tipo, independentemente do fabricante, sem risco de confusão. Personalizar a direção de operação não só viola a norma, mas também representa um sério risco de segurança.
P: A força de acionamento exigida inclui o atrito do joystick?
R: A força de acionamento referida na norma corresponde à força aplicada pelo operador no punho do joystick, englobando a soma da resistência de atrito das peças móveis, da resistência de retorno da mola e da força de amortecimento do mecanismo de transmissão. A norma exige que a força de acionamento seja uniforme ao longo de todo o curso, sem variações bruscas ou engripamentos. Caso se verifique uma força irregular, devem ser inspecionadas as condições de lubrificação do mecanismo de transmissão do joystick e o estado da mola.
P: Como devem ser tratadas as marcações de identificação dos dispositivos de controle em ambientes de trabalho multilingues?
R: A Norma recomenda o princípio da prioridade aos símbolos gráficos. Os símbolos gráficos ultrapassam as barreiras linguísticas, sendo adequados a ambientes de trabalho com operadores de várias nacionalidades. Quando for indispensável o uso de etiquetas textuais, recomenda-se a adoção de legendas bilingues, com o texto em chinês na linha superior e em inglês na linha inferior. Para funções que já disponham de símbolos internacionais normalizados, estes devem ser utilizados preferencialmente, sem necessidade de acrescentar etiquetas textuais.

Artigos relacionados

contact

contact us

phone:
+86 13903802779

mail:3915269@qq.com

Working hours: Monday to Friday

Wechat
Wechat
SHARE
TOP