Norma GB/T 5972-2016 para Cabo de Aço em Guindastes
A norma ISO 4309 — Norma de Inspeção de Cabos de Aço — é a referência dedicada à gestão do ciclo de vida completo dos cabos de aço em guindastes.A norma especifica os procedimentos de inspeção diária, métodos de inspeção periódica, critérios de rejeição e requisitos de manutenção, constituindo a referência mais importante para o uso seguro de cabos de aço em guindastes.
A norma ISO 4309:2010, adotada integralmente pela norma chinesa GB/T 5972-2016, estabelece os requisitos gerais para operação e manutenção, inspeção e sucateamento de cabos de aço em guindastes. O cabo de aço é o componente de segurança mais crítico e suscetível ao desgaste no mecanismo de elevação — suporta diretamente o peso da carga e está sujeito a flexões repetidas e desgaste contínuo durante a operação. A ruptura de cabo de aço representa um dos acidentes mais graves em guindastes. A norma é aplicável à inspeção diária, inspeção periódica e critérios de descarte de cabos de aço em todos os tipos de guindastes, sendo uma norma básica que operadores e equipes de manutenção devem dominar. A Kelude Indústrias Pesadas aplica esta norma na seleção e configuração dos cabos de aço dos seus guindastes de fábrica e oferece treinamento de manutenção para o uso adequado dos cabos.
Inspeção Diária do Cabo de Aço
A norma especifica que a inspeção diária do cabo de aço deve ser realizada pelo operador antes de cada turno de trabalho. O método de inspeção combina observação visual com verificação tátil para confirmar o estado da superfície do cabo. O conteúdo da inspeção inclui: o assentamento ordenado do cabo no tambor — um assentamento irregular provoca atrito entre espiras e acelera o desgaste. Verificação de ruptura de fio visível — se forem detetados fios rompidos num comprimento de passo de torção, deve-se marcar a posição com caneta oleosa e registar o número de fios. Verificação de desgaste e corrosão na superfície — a medição do diâmetro do cabo deve ser feita com paquímetro a pelo menos 2 m da extremidade do cabo. Estado da graxa na superfície — graxa ressequida ou ausente indica lubrificação insuficiente, exigindo reposição. Alinhamento de eixos do cabo na garganta da polia — um cabo desalinhado em relação à garganta da polia provoca desgaste nas paredes laterais do canal e deformação por compressão do cabo. Se a inspeção diária revelar um aumento rápido do número de fios rompidos num curto período ou uma redução súbita do diâmetro do cabo, deve ser agendada de imediato uma inspeção detalhada.
A manutenção de lubrificação do cabo de aço é igualmente um conteúdo essencial da inspeção diária. A norma exige lubrificação regular do cabo com base na frequência de utilização e nas condições ambientais — geralmente uma vez por semana ou a cada 100 horas de trabalho; em ambientes de alta temperatura, poeirentos ou corrosivos, a frequência de lubrificação deve ser aumentada para 2 a 3 vezes por semana. Antes da lubrificação, devem ser removidos a sujidade e os resíduos de graxa antiga da superfície do cabo. O lubrificante deve ser uma graxa específica para cabos de aço, com desempenho compatível com o produto recomendado pelo fabricante do cabo, apresentando boa penetração e adesividade, sem componentes corrosivos. Durante a lubrificação, a graxa deve penetrar adequadamente no interior do cabo, preenchendo a alma do cabo e os espaços entre cordoalhas. Os métodos de lubrificação podem incluir aplicação com pincel, pulverização ou gotejamento. Após a lubrificação, deve verificar-se se a película de óleo na superfície do cabo é uniforme e sem falhas. É proibido o uso de lubrificantes com teor ácido ou alcalino, para evitar a aceleração da corrosão do cabo.
Critérios de Rejeição do Cabo de Aço
O conteúdo principal da norma são os critérios de avaliação para o sucateamento do cabo de aço. O cabo deve ser sucateado quando ocorrer qualquer uma das seguintes situações: ruptura de fio — quando o número de fios rompidos num comprimento de passo de torção excede 10% do número total de fios (por exemplo, numa construção 6×19, mais de 6 fios rompidos num passo de torção). Redução de diâmetro — quando o diâmetro real medido é inferior ao diâmetro nominal em mais de 7% (mais de 3% para cabos anti-torção). Corrosão — corrosão visível na superfície, picagens ou corrosão interna que provoque redução uniforme do diâmetro do cabo. Deformação — deformação plástica como ondulação, formação em lanterna, torção, achatamento ou exposição da alma do cabo. Dano térmico — queimaduras por alta temperatura ou arco elétrico com alteração da cor do cabo. A norma também especifica que, se a ruptura de fio se concentrar numa zona localizada de uma cordoalha (concentração local de fios rompidos) na região da garganta da polia, o cabo deve ser sucateado mais cedo do que no caso de fios rompidos distribuídos uniformemente. Nas zonas próximas do tambor e das polias, onde a fadiga por flexão é mais intensa e os fios rompidos tendem a concentrar-se, recomenda-se a redução do intervalo de inspeção.
Os indicadores quantitativos para cada critério de descarte são detalhados em tabelas na norma. Na avaliação de fios rompidos, deve distinguir-se entre fios rompidos visíveis (extremidades que se projetam da superfície do cabo) e fios rompidos ocultos (extremidades não projetadas, detetáveis apenas por detector de falhas eletromagnético). A medição do diâmetro do cabo deve ser efetuada sem carga, a pelo menos 2 m da extremidade, em duas direções perpendiculares entre si, registando-se o valor médio. A redução de diâmetro resulta do efeito combinado do desgaste externo e interno. A avaliação do grau de corrosão exige a abertura das cordoalhas para observar o estado da superfície dos arames internos — a corrosão interna é mais perigosa que a corrosão superficial por ser difícil de detetar visualmente. O registo de utilização do cabo deve documentar, em cada inspeção, o número de fios rompidos, os valores de medição do diâmetro e as principais ocorrências, permitindo a análise de tendências. Após o sucateamento e substituição do cabo, devem ser registados o modelo, a especificação, o fabricante e a data de instalação do novo cabo.
Armazenamento e instalação do cabo de aço
A norma estabelece igualmente requisitos para o armazenamento e a instalação do cabo de aço. O cabo de aço deve ser armazenado em armazém seco e ventilado, evitando o contacto direto com o solo e as paredes para prevenir a humidade e a corrosão. Durante o armazenamento, deve ser verificada periodicamente a integridade da embalagem; qualquer sinal de corrosão deve ser tratado de imediato. O tambor de cabo de aço deve ser colocado horizontalmente numa superfície plana, sem empilhamento. Na instalação, deve ser cortada uma extensão de 1~2 m na extremidade do cabo de aço antes de o ligar ao tambor do guindaste, uma vez que essa secção pode ter sofrido danos durante o transporte e o armazenamento. A fixação do cabo de aço no tambor deve cumprir os requisitos do fabricante, utilizando placa de fixação ou cunha, com resistência de fixação não inferior a 80% da força de ruptura do cabo de aço. Após a instalação, o novo cabo de aço deve ser submetido a vários ciclos de funcionamento em carga leve para permitir uma distribuição uniforme da tensão pelos fios. A norma recomenda ainda que, para cabos de aço de aplicações críticas (como o cabo de elevação de pontes rolantes metalúrgicas), seja realizado um ensaio de amostragem da força de ruptura antes da instalação, de modo a verificar que a força de ruptura real não é inferior ao valor nominal.
Intervalos de inspeção e registos do cabo de aço
A norma define diferentes intervalos de inspeção consoante as condições de operação e a classe de funcionamento do cabo de aço. A inspeção diária é executada pelo operador em cada turno. A inspeção periódica é realizada pelo pessoal de manutenção, com intervalos determinados pela classe de funcionamento: A1~A4 mensalmente; A5~A6 quinzenalmente; A7~A8 semanalmente. Em ambientes de alta temperatura ou corrosivos, o intervalo de inspeção deve ser reduzido para metade do intervalo normal. Os resultados de cada exame minucioso devem ser registados no cartão de registo do cabo de aço, incluindo: designação do equipamento, modelo e especificação do cabo de aço e fabricante, data de instalação e data de sucateamento, data de inspeção, número de fios rompidos e respetiva distribuição, medição do diâmetro e percentagem de desgaste, estado de corrosão e deformação, registo de lubrificação e assinatura do inspetor. O cartão de registo deve ser conservado no arquivo do equipamento durante, pelo menos, um ano após o sucateamento do cabo de aço. A análise de tendências dos dados registados permite prever a vida residual do cabo de aço, planear a substituição de forma adequada e evitar ruturas súbitas.
Tabela comparativa dos critérios de descarte do cabo de aço
A tabela comparativa seguinte apresenta os parâmetros principais dos critérios de descarte do cabo de aço, para referência do pessoal de seleção e uso.
| Cabo de Aço Tipo | critérios de descarte Condição | métodos de inspeção | critérios de avaliação |
|---|---|---|---|
| cabo de torção cruzada | Mesma direçãoruptura de fio≥4Raiz(10d)/≥8Raiz(30d) | Inspeção visual+ruptura de fiodetector | GB/T 5972-2016 |
| cabo de torção paralela | Mesma direçãoruptura de fio≥2Raiz(10d)/≥4Raiz(30d) | Inspeção visual+ruptura de fiodetector | GB/T 5972-2016 |
| diâmetro do cabo de aço Redução | Redução de diâmetro≥diâmetro nominal7% | paquímetro Medição | GB/T 5972-2016 |
| Cabo de Aço Corrosão | Camada externa Arame de aço Corrosão Evidente+ruptura de fio | inspeção visual+Medição dimensional | GB/T 5972-2016 |
| Cabo de Aço Deformação | Torção/Achatamento/Nó/Núcleo exposto | inspeção visual | Imediatamentesucateamento |
Perguntas Frequentes
P: Quantas rupturas de fio num passo de torção do cabo de aço exigem o sucateamento?
R: De acordo com a norma ISO 4309, se o número de fios rompidos num passo de torção exceder 10% do total de fios, o cabo deve ser sucateado. Por exemplo, num cabo de aço de estrutura 6×19 (114 fios), mais de 11 fios rompidos num passo de torção exigem o sucateamento.
P: Como medir corretamente o diâmetro do cabo de aço?
R: Utilize um paquímetro para medir o diâmetro em duas direções perpendiculares entre si, a pelo menos 2 m da extremidade do cabo, sem carga aplicada, e calcule a média dos valores. As mandíbulas do paquímetro devem assentar no ponto de diâmetro máximo do cabo (sobre o topo dos cordões opostos).
P: Qual é a função da lubrificação do cabo de aço?
R: A lubrificação do cabo de aço reduz o atrito e o desgaste entre os arames, previne a corrosão interna, protege a alma do cabo contra o ressecamento e prolonga a vida útil do cabo. A aplicação de graxa específica para cabos de aço garante os melhores resultados.
P: A ondulação do cabo de aço exige sucateamento obrigatório?
R: Sim. A ondulação indica que a estrutura interna do cabo sofreu danos permanentes e a sua continuação em serviço pode provocar a fratura súbita do cabo durante a operação. O critério de avaliação para ondulação é o sucateamento quando a altura da crista da onda for inferior a 1/3 do diâmetro do cabo.