Interpretação da norma KS B 6220 «Requisitos técnicos de segurança para guindastes elétricos»

📋 Resumo das normas:A presente norma estabelece os requisitos técnicos gerais para a operação segura de gruas, abrangendo elementos essenciais de segurança, tais como a configuração dos dispositivos de segurança do equipamento, as qualificações dos operadores, as inspeções diárias e as inspeções periódicas, constituindo uma parte importante do sistema de regulamentação de segurança das gruas do país/região em questão.

KS B 6220《电动葫芦安全技术要求》标准解读

A essência da gestão da segurança das gruas reside na ”proteção redundante” — qualquer medida de segurança isolada pode falhar; só através da sobreposição de várias camadas de proteção de segurança é que se consegue reduzir a probabilidade de acidentes para um nível aceitável. A presente norma tem como estrutura central as três camadas de proteção: ”dispositivos de segurança — normas de operação — regime de inspeção”.

I. Configuração dos dispositivos de segurança

A norma exige que os guindastes estejam equipados, no mínimo, com: limitador de carga (alerta e corte da direção de elevação em caso de sobrecarga ≥ 100%), limitador de momento (tipo braço), limitador de altura de elevação (limite de desaceleração + limite máximo, com dupla redundância), limitador de profundidade de descida (para evitar o enrolamento inverso do cabo de aço), dispositivo de paragem de emergência (botão em forma de cogumelo vermelho ≥ 40 mm, reinicialização rotativa com autobloqueio, ≥ 1 por posto de comando). Caso qualquer uma das funções dos dispositivos de segurança deixe de funcionar, a máquina deve ser imediatamente parada para reparação — não é permitido ”operar com avarias”.

II. Normas operacionais

Os operadores devem ter recebido formação específica e ter sido aprovados num exame. Antes da operação, deve ser realizada uma inspeção pré-turno — teste funcional de cada um dos dispositivos de segurança, verificação do aspeto dos cabos de aço, verificação da abertura do gancho e verificação de que não existem objetos estranhos nos carris. Durante a operação, devem ser respeitadas as ”dez proibições de elevação”: Não elevar cargas em excesso da capacidade, não elevar se os sinais forem ambíguos, não elevar se a amarração não estiver segura, não elevar se houver pessoas em cima da carga, não elevar se os dispositivos de segurança estiverem avariados, não elevar objetos enterrados, não elevar em ângulo ou de forma inclinada, não elevar objetos com arestas ou bordas sem proteção, não elevar se a iluminação for insuficiente, não elevar com ventos de força 6 ou superior.

III. Sistema de inspeção

Inspeção de nível 3: Diariamente — Inspeção visual e funcional pelo operador, com registo no diário de funcionamento. Mensalmente — O técnico de manutenção verifica o binário dos elementos de fixação, realiza testes de isolamento e calibra os limitadores, registando os dados no registo de manutenção. Anualmente — Um inspetor certificado realiza ensaios de carga estática 125%, ensaios de carga dinâmica 110%, inspeções por ensaios não destrutivos (NDT) em soldaduras críticas e a verificação do funcionamento de todo o equipamento, emitindo um relatório de inspeção oficial.

Ciclo Executante Conteúdo Registo
Diariamente Operador Aspecto/Funcionalidade/Ruídos anormais Registo de funcionamento
mensalmente Técnico de manutenção Binário/Isolamento/Limite Manutenção de arquivos
Todos os anos Inspetor Ensaios de carga + NDT Relatório de análise

Perguntas frequentes

P: O limitador de sobrecarga ainda pode ser utilizado mesmo que o erro seja elevado?

Resposta: Não. O erro de movimento deve estar dentro de ±5%. Efetue a calibração aplicando sucessivamente as cargas nominais de 50%/75%/100%/110%, utilizando pesos ou sensores de tração, e trace a curva. Verificação simples de rotina: gancho vazio ≈ 0; efetue a verificação no ponto de carga de 50% utilizando um peso-padrão de massa conhecida; se o desvio for ≤ ±5%, considera-se normal.

P: Um guindaste pode funcionar ”com avarias”?

Resposta: A falha de qualquer dispositivo de segurança = avaria → parar imediatamente a máquina. Dispositivos não relacionados com a segurança (luz avariada, vidro rachado, tinta descascada) → pode-se agendar uma reparação programada. Critérios de avaliação: se envolver a segurança pessoal → parar imediatamente; se afetar o desempenho mas não envolver a segurança → continuar a utilizar e agendar a reparação; se for apenas uma questão de aspeto e limpeza → agendar a reparação, sem urgência. O operador tem o direito de decidir pela paragem — ”Se a avaliação estiver errada, qual será o pior cenário possível?” → Se houver risco de ferimentos ou mortes, deve parar a máquina.

P: O que é mais importante: registar ou verificar?

Resposta: Ambos são importantes, mas têm objetivos diferentes. A inspeção é um meio — só uma inspeção rigorosa resulta em registos fiáveis. Os registos são provas legais — uma inspeção sem registo equivale, do ponto de vista legal, a não ter sido realizada. Um registo válido deve incluir: problemas detetados, classificação da gravidade, medidas a tomar (imediatas/planeadas/em observação) e verificação da aplicação dessas medidas. Se, após várias inspeções consecutivas, ”não forem detetadas anomalias”, mas o equipamento apresentar problemas evidentes → isso comprova que a inspeção foi uma mera formalidade.

P: Como se aplicam as normas de segurança aos guindastes não normalizados?

Resposta: Adota-se o método de análise de riscos da norma ISO 12100. O projetista enumera todos os riscos previsíveis (mecânicos/elétricos/térmicos/ruído/radiação/materiais/ergonomia), avalia o nível de risco (gravidade × probabilidade) e toma medidas para o reduzir a um nível aceitável. Todo o processo é documentado — trata-se do documento técnico fundamental para que as gruas não normalizadas sejam aprovadas na inspeção de segurança prevista na lei.

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