Norma KS B 6240: Requisitos de Segurança para Pontes Rolantes

Visão geral da norma: Esta norma define os requisitos técnicos gerais para a operação segura de guindastes, abrangendo a configuração de dispositivos de segurança, a qualificação do operador, a inspeção diária e a inspeção periódica — elementos essenciais do sistema regulatório de segurança para guindastes no respetivo país/região.

A gestão da segurança de guindastes assenta no princípio da proteção redundante — qualquer medida de segurança isolada pode falhar; só a sobreposição de múltiplas camadas de proteção de segurança reduz a probabilidade de acidentes para níveis aceitáveis. Esta norma estrutura-se em três níveis de proteção: dispositivos de segurança, normas de operação e sistema de inspeção.

Configuração de Dispositivos de Segurança

A norma exige que o guindaste esteja equipado, no mínimo, com: limitador de carga (alarme e corte da elevação em sobrecarga ≥100%), limitador de momento de carga (para estruturas de lança), limitador de altura de elevação (fim de curso de desaceleração + fim de curso, com redundância dupla), fim de curso de descida (para evitar o enrolamento inverso do cabo de aço) e dispositivo de parada de emergência (botão tipo cogumelo vermelho ≥40mm, com rearme por rotação e autoblocante, pelo menos 1 por posto de operação). A falha de qualquer dispositivo de segurança exige paragem imediata e reparação — não é permitido operar com equipamento defeituoso.

Normas de Operação

Os operadores devem receber formação específica e ser aprovados em avaliação. Antes de iniciar o turno, deve ser realizada a Inspeção Pré-Turno: teste funcional de cada dispositivo de segurança, inspeção visual do cabo de aço, verificação da abertura do gancho e ausência de obstáculos no trilho. Durante a operação, aplicam-se as Dez Regras de Proibição de Içamento: não içar em sobrecarga; não içar com sinalização pouco clara; não içar carga mal fixada; não içar com pessoas sobre a carga; não içar com dispositivos de segurança inoperantes; não içar objetos enterrados; não içar com puxo oblíquo; não içar objetos com arestas vivas sem proteção; não içar com iluminação insuficiente; não içar com vento superior a 6 graus na escala de Beaufort.

Sistema de Inspeção

A inspeção é realizada em três níveis: Diária — o operador efetua a inspeção visual e funcional e regista no registro de operação. Mensal — o técnico de manutenção verifica o aperto dos elementos de fixação, o isolamento e a calibração dos fins de curso, registando no arquivo de manutenção. Anual — um inspetor certificado realiza o teste de carga estática a 125%, o teste de carga dinâmica a 110%, a amostragem por END de cordões de solda críticos e a verificação funcional de todos os dispositivos, emitindo o relatório de inspeção oficial.

PeriodicidadeResponsávelConteúdoRegistro
DiárioOperadorInspeção Visual/Funcionamento/Ruído anormalregistro de operação
MensalManutenção TrabalhoTorque/isolamento/Fim de Cursoarquivo de manutenção
AnualInspeção Operadorteste de carga+ENDrelatório de inspeção

Perguntas Frequentes

P: O limitador de sobrecarga ainda pode ser utilizado se o desvio for elevado?

R: Não. O erro de atuação deve estar dentro de ±5%. A calibração é feita com pesos de teste ou sensores de força, aplicando cargas progressivas de 50%/75%/100%/110% da carga nominal, e registando a curva correspondente. Verificação diária simplificada: com o gancho vazio, o valor deve ser ≈0; com um bloco de teste de peso conhecido no ponto de 50% da carga, o desvio ≤±5% indica funcionamento normal.

P: O guindaste pode operar com falhas?

R: A falha de qualquer dispositivo de segurança implica paragem imediata. Falhas em equipamentos não relacionados com a segurança (iluminação avariada, vidro partido, pintura degradada) podem ser reparadas de forma programada. Critérios de avaliação: risco para a integridade física — paragem imediata; afeta o desempenho sem comprometer a segurança — continuar a operar e agendar reparação; questões estéticas — reparação sem urgência. O operador tem autoridade para decidir a paragem — se a dúvida for "qual o pior cenário possível em caso de erro de avaliação" e envolver risco de ferimentos ou fatalidades, deve parar.

P: O que é mais importante: o registo ou a inspeção?

R: Ambos são importantes, mas com finalidades distintas. A inspeção é o meio — uma inspeção rigorosa gera registos fiáveis. O registo é a prova legal — uma inspeção sem registo é, juridicamente, como se não tivesse sido realizada. Um registo adequado deve incluir: o problema identificado, a classificação do grau de gravidade, as medidas adotadas (imediata / programada / observação) e a verificação da eficácia. Registos consecutivos de "sem anomalias" quando o equipamento apresenta problemas evidentes demonstram que a inspeção é meramente formal.

P: Como aplicar as normas de segurança a um guindaste não padronizado?

R: Utilizar o método de análise de riscos conforme a ISO 12100. O projetista deve identificar todos os perigos previsíveis (mecânicos, elétricos, térmicos, ruído, radiação, materiais, ergonomia), avaliar o grau de risco (gravidade × probabilidade) e implementar medidas para reduzir o risco a um nível aceitável. Todo o processo deve ser documentado — este dossiê técnico é o documento central para a revisão de segurança legal do guindaste não padronizado.

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