Guindaste móvel: manual de operação conforme norma GB/T 17909.2-2010

A norma GB/T 17909.2-2010 «Guindastes — Manual de Operação — Parte 2: Guindastes móveis» é a norma específica para a elaboração de manuais de operação de guindastes móveis. A norma especifica o âmbito do conteúdo, a estrutura de organização e as regras de redação dos manuais de operação para guindastes móveis, incluindo guindautos, guindastes de esteiras e guindastes todo-terreno, correspondendo à ISO 9928-2:2007 (IDT). Um manual de operação normalizado é a primeira linha de defesa para garantir o uso seguro.

A norma GB/T 17909.2-2010 é a Parte 2 da série de normas para manuais de operação de guindastes, especificamente dedicada à regulamentação do conteúdo, formato e requisitos dos manuais de operação para guindastes móveis. Um manual de operação normalizado é um dossiê técnico essencial para garantir a operação segura de guindastes móveis. Este artigo apresenta uma análise detalhada dos requisitos de redação estabelecidos pela norma.

Norma GB/T 17909.2-2010 para manuais de operação de guindastes móveis


Posicionamento da norma e princípios de elaboração do manual

A norma GB/T 17909.2-2010 corresponde à ISO 9928-2:2007 (IDT) e é uma norma específica para a elaboração de manuais de operação de guindastes móveis, com base nos princípios gerais da GB/T 17909.1. A norma é aplicável à redação de manuais de operação para todos os tipos de guindastes móveis, visando uniformizar a estrutura de conteúdo e a linguagem técnica dos manuais, garantindo que manuais de diferentes fabricantes e modelos apresentem uma estrutura de informação consistente, facilitando o acesso rápido do operador às informações críticas. A elaboração do manual deve seguir quatro princípios fundamentais: precisão, completude, clareza e operacionalidade. Todos os parâmetros técnicos e métodos de operação devem ser validados na prática.

Estrutura básica do conteúdo do manual

A norma especifica que o manual de operação de guindastes móveis deve incluir os seguintes capítulos (de acordo com a ordem de apresentação recomendada pela norma):

Capítulo 1 — Visão geral — identificação completa do modelo do produto, informações do fabricante, número de série do equipamento e data de saída de fábrica; campo de aplicação e limitações de uso do guindaste; número da versão e histórico de revisões do manual.

Capítulo 2 — Parâmetros técnicos — tabela de capacidade nominal e diagramas de alcance de trabalho (devem incluir todas as condições de operação dos estabilizadores e combinações de telescopagem da lança); dimensões estruturais principais e peso; parâmetros técnicos do motor de combustão/motor elétrico; parâmetros do sistema hidráulico (pressão do sistema, caudal da bomba hidráulica, capacidade do reservatório de óleo); especificações dos pneus e pressão de contato com o solo; parâmetros de deslocamento (velocidade de deslocamento, capacidade de inclinação, raio de viragem).

Capítulo 3 — Transporte e instalação — dimensões de transporte e peso; requisitos de fixação para transporte; procedimentos de montagem no local e comissionamento; procedimentos de extensão e retração da lança.

Capítulo 4 — Instruções de operação — lista de verificação de itens de inspeção de segurança antes da operação; procedimentos de arranque e pré-aquecimento; procedimentos de operação de deslocamento; procedimentos de operação de içamento (elevação, rotação, variação de alcance, telescopagem da lança); procedimentos de operação dos estabilizadores; procedimentos de operação de emergência (métodos de operação de emergência em caso de falha do motor de combustão ou do sistema hidráulico).

Capítulo 5 — Dispositivos de segurança — instruções de operação do limitador de momento de carga (LMI) e significado dos alarmes; funções e método de ensaio de cada fim de curso (limitador de altura de elevação, limitador de alcance, limite de giro); valores de configuração do anemômetro e do alarme de inclinação; localização e método de utilização do botão de parada de emergência.

Capítulo 6 — Manutenção — itens de inspeção diária (inspeção pré-turno); plano de manutenção periódica e itens de manutenção (com base nas horas de funcionamento do motor de combustão ou no tempo de calendário); tabela de lubrificação e especificações dos óleos lubrificantes; intervalo de substituição e capacidade do óleo hidráulico, óleo do motor de combustão e líquido de arrefecimento.

Capítulo 7 — Solução de problemas — tabela comparativa de falhas comuns, causas prováveis e métodos de solução. Capítulo 8 — Transporte e armazenamento — requisitos de transporte do guindaste e condições de armazenamento de longo prazo. Capítulo 9 — Sucateamento e eliminação — critérios de descarte para os principais componentes estruturais.

Tabela de capacidade nominal
Todas as combinações de condições de operação
Estabilizadores/lança/ângulo de giro
Diagrama de alcance de trabalho
Comprimento da lança/alcance/altura
Gráfico de curvas
Dispositivos de segurança
Limitador de momento de carga + fins de curso
Valores de configuração e ensaios
Manutenção
Plano diário + periódico
Tabela de lubrificação
Solução de problemas
Sintomas/causas/soluções
Tabela comparativa
Formato da tabela de capacidade
Gráficos + texto
Bilingue

Requisitos de elaboração da tabela de capacidade nominal

A norma estabelece requisitos detalhados para a elaboração da tabela de capacidade nominal, o elemento mais crítico do manual de operação: a tabela de capacidade deve apresentar a capacidade nominal para cada combinação de estabilizadores totalmente estendidos, estabilizadores parcialmente estendidos, diferentes comprimentos de lança telescópica, diferentes alcances e diferentes ângulos de giro. O formato da tabela deve adotar a correspondência ”alcance — capacidade de elevação”, com a coluna de alcance como primeira coluna (em incrementos de 0,5 m ou 1 m, do alcance mínimo ao alcance máximo), e diferentes comprimentos de lança e condições de estabilizadores em colunas separadas. O intervalo de validade da tabela de capacidade deve cobrir do alcance mínimo ao alcance máximo nominal. A tabela de capacidade deve indicar ”os valores desta tabela já incluem o peso do gancho e do spreader” ou especificar separadamente o método de dedução do peso do gancho. A tabela de capacidade deve considerar as limitações da capacidade de carga do solo sob os estabilizadores (por exemplo, redução da carga quando a resistência do solo for insuficiente). A tabela de capacidade deve ocupar uma página independente no manual, com caracteres legíveis e dimensões não inferiores a A4.

Diagrama de alcance de trabalho

O diagrama de alcance de trabalho deve apresentar graficamente o intervalo de altura de elevação do guindaste móvel para diferentes comprimentos de lança e alcances. O diagrama deve indicar: a posição do centro de rotação do guindaste, as curvas de relação alcance-altura para cada comprimento de lança, a capacidade nominal assinalada nos pontos correspondentes das curvas, a posição dos estabilizadores e a área de contato dos estabilizadores com o solo, e o intervalo de trabalho após a instalação da lança auxiliar (se aplicável). A escala do diagrama de alcance de trabalho deve ser claramente legível — uma escala ilegível é mais perigosa do que a ausência de escala. O método de leitura do diagrama de alcance de trabalho deve ser explicado com um exemplo nos anexos do manual.

Pontos essenciais das instruções de segurança de operação

O Manual de Operação destaca os seguintes pontos críticos para uma operação segura: é proibida a sobrecarga (os valores indicados na Tabela de capacidade representam a capacidade nominal de carga máxima, não a carga de trabalho recomendada); os Estabilizadores devem estar totalmente estendidos e assentes em terreno firme e nivelado antes de qualquer Içamento; a velocidade do vento em condição de trabalho não pode exceder o valor especificado (geralmente ≤7, conforme a regulamentação do fabricante); é proibido permanecer sob a Lança; durante a Operação de içamento, são proibidas acelerações ou parada de emergência bruscas; é proibida a operação em inclinações (se o Nivelamento da máquina exceder 1%, é necessário efetuar o ajuste antes de operar); durante a Rotação, deve-se observar atentamente a distância entre a Lança e obstáculos; qualquer ruído anormal, vibração ou inclinação exige a parada imediata da operação para investigação. O Manual de Operação entregue com o equipamento pela Kelude Indústrias Pesadas é elaborado rigorosamente de acordo com esta Norma, em versão bilingue (português/chinês), incluindo a Tabela de capacidade completa e diagramas de área de trabalho.


Tabela comparativa para elaboração do Manual de Operação de guindaste móvel

A tabela comparativa abaixo apresenta os principais Parâmetros e configuração para a elaboração do Manual de Operação de guindaste tipo móvel, servindo de referência para seleção e utilização.

← Deslize a tabela para vê-la completa →
Elaboração de Projetorequisitos de conteúdoModelos AplicáveisInstruções de Elaboração
Parâmetros TécnicosCapacidade de Elevação/Alcance/Principalcomprimento da lança GrauCaminhão/Esteira/Guindaste sobre PneusIncluindo Tabela de cargas
instruções de operaçãoCadamecanismo Procedimentos OperacionaisDescrição Individual por ModeloIncluindoprecauções de segurança
manutençãoDiário/Mensal/Anual ManutençãoListagem por ModeloIncluindo Manutenção Tabela de Periodicidade
regulamento de segurançaCondições de Operação Proibida/plano de emergênciaComum a Todos os ModelosIncluindo Carga Instruções de Segurança

Perguntas frequentes

P: Porque é que o Manual de Operação do guindaste móvel dá tanta ênfase à Tabela de capacidade?
R: A Capacidade Nominal de um guindaste móvel varia drasticamente consoante as condições de operação. Tomando como exemplo um Guindauto de 50t: com os Estabilizadores totalmente estendidos, comprimento da lança de 10,5m e Alcance de 3m, a Capacidade de Elevação pode atingir 50t; no entanto, com os Estabilizadores semi-estendidos, comprimento da lança de 42m e Alcance de 12m, a Capacidade de Elevação pode ser de apenas 3t. Se o operador não consultar a Tabela de capacidade e operar apenas com base na experiência, o risco de sobrecarga e Tombamento é extremamente elevado. Por esta razão, a Tabela de capacidade é a página mais consultada do Manual de Operação, e os requisitos da norma exigem que seja clara, completa e afixada na Cabine do Operador, num local de fácil acesso para o operador.
P: Quais são os requisitos de idioma para a redação do Manual de Operação?
R: A norma exige que o Manual de Operação seja redigido em chinês e inglês (para equipamentos utilizados no mercado interno, a versão chinesa prevalece; para equipamentos exportados, deve ser fornecida uma tradução no idioma do país de destino). A terminologia técnica deve seguir os termos definidos pelas normas nacionais (série GB/T 6974), evitando expressões coloquiais ou jargão interno. As unidades de medida devem ser as unidades legais (kg, m, N·m, MPa, etc.). As figuras e tabelas devem apresentar linhas nítidas e tamanho de fonte adequado, sendo o tamanho mínimo de fonte no texto principal de 8pt e o mínimo na Tabela de capacidade de 10pt.
P: Que disposições existem para o gerenciamento de revisões do Manual de Operação?
R: A norma exige que o Manual de Operação adote um sistema de gerenciamento de versões. Após cada alteração técnica, o manual deve ser atualizado em conformidade, indicando o número da versão e a data de revisão, bem como um resumo das alterações efetuadas na página de rosto. O fabricante deve fornecer proativamente a nova versão do manual aos utilizadores dos equipamentos já vendidos. O manual deve acompanhar o equipamento durante toda a sua vida útil e, após o sucateamento do equipamento, deve ser conservado por pelo menos mais 2 anos para consulta. Em caso de extravio do manual, o utilizador deve solicitar imediatamente uma segunda via ao fabricante, não sendo permitido substituir o manual encadernado oficial por uma impressão da versão eletrónica.
P: O Manual de Operação do guindaste móvel inclui os critérios de substituição do cabo de aço?
R: Sim. A norma especifica que o Manual de Operação deve incluir a especificação e o modelo do cabo de aço, o comprimento nominal, os critérios de substituição e os critérios de rejeição. Os critérios de rejeição do cabo de aço seguem a norma ISO 4309 (número de fios rompidos, redução de diâmetro, corrosão, desgaste e deformação, entre outros). O manual deve também descrever o método de instalação do cabo de aço, os requisitos de pré-tensionamento (para eliminar o alongamento estrutural do cabo novo) e os métodos de inspeção diária em serviço. O manual deve indicar a força mínima de ruptura do cabo de aço e o fator de segurança em relação à carga nominal (para guindastes móveis, geralmente ≥3,5 vezes).

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