Ensaios Não Destrutivos em Estruturas de Aço de Guindastes

Os cinco métodos de ensaio não destrutivo para estruturas de aço de guindastes (VT — Ensaio Visual, MT — Ensaio por Partículas Magnéticas, UT — Ensaio por Ultrassom, PT — Ensaio por Líquido Penetrante, RT — Ensaio Radiográfico) constituem o núcleo da garantia de segurança estrutural de guindastes. Cada método apresenta diferentes cenários de aplicação, sensibilidades e normas de aceitação; a seleção correta e a combinação adequada desses métodos são essenciais para assegurar a qualidade do cordão de solda e a integridade estrutural.

Durante a fabricação e a vida útil de estruturas de aço de guindastes, o cordão de solda e o metal base podem desenvolver diversos defeitos, como trincas, porosidade, inclusão de escória e falta de fusão. Se não forem detectados em tempo hábil, esses defeitos podem se propagar sob cargas alternadas, levando à falha estrutural e até a acidentes de segurança. Este artigo sistematiza os princípios técnicos, cenários de aplicação, normas de aceitação e critérios de seleção dos cinco métodos — Ensaio Visual (VT), Ensaio por Partículas Magnéticas (MT), Ensaio por Ultrassom (UT), Ensaio por Líquido Penetrante (PT) e Ensaio Radiográfico (RT) — fornecendo uma referência para a escolha de métodos END tanto para fabricantes de estruturas de aço de guindastes quanto para órgãos de inspeção de equipamentos em serviço. O projeto e o cálculo seguem os requisitos essenciais da norma ISO 4301 (equivalente à ISO 4301 / FEM 1.001) — Guindastes — Classificação — e do TSG 51-2023Regulamento Técnico de Segurança de Equipamentos Especiais.

Cinco métodos de ensaio não destrutivo para estruturas de aço de guindastes


Ensaio Visual (VT) — a base de todos os métodos END

O Ensaio Visual (VT) é o método de ensaio não destrutivo mais básico e mais amplamente utilizado. O inspetor observa e avalia diretamente a condição superficial da estrutura de aço a olho nu ou com o auxílio de lupas (×2~×10), endoscópios, réguas de inspeção de solda e outras ferramentas auxiliares. O VT é eficaz na detecção de defeitos superficiais visíveis, como trincas abertas (abertura ≥ 0,1 mm), mordedura, excesso de solda, crateras, respingos, deformação e corrosão. Conforme o requisito da cláusula 5.5 da norma ISO 4301, todos os cordões de solda devem ser submetidos a 100% de Ensaio Visual após o resfriamento até a temperatura ambiente, com iluminância mínima de 350 lx na superfície inspecionada.

A limitação do Ensaio Visual reside no fato de que ele apenas detecta defeitos abertos na superfície, não sendo capaz de identificar defeitos internos ou trincas superficiais fechadas. No entanto, como primeira etapa do END, o VT fornece os critérios fundamentais para a seleção dos métodos subsequentes — MT, UT, PT ou RT: após a identificação de um defeito superficial suspeito, recorre-se ao MT ou PT para quantificação e qualificação precisas. As normas de referência para VT incluem a ISO 17637:2016 — Ensaio não destrutivo de soldas — Ensaio visual de juntas soldadas — e a norma GB/T 32259-2015.


Ensaio por Partículas Magnéticas (MT) — método preferencial para trincas superficiais em materiais ferromagnéticos

O Ensaio por Partículas Magnéticas (MT) baseia-se no princípio de que, quando um material ferromagnético é magnetizado, os defeitos geram campos de fuga que atraem as partículas magnéticas aplicadas na superfície (pelo método seco ou úmido), formando indicações visíveis. O MT é extremamente sensível a defeitos lineares superficiais e subsuperficiais (profundidade ≤ 2 mm), como trincas, rechupes, dobras e flocos, podendo detectar microtrincas com abertura de 0,001 mm e profundidade de 0,01 mm. Os métodos de magnetização incluem o método do ímã em Y (portátil), o método de contato (localizado) e o método de bobina (para peças eixos); em campo, o método do ímã em Y é o mais utilizado.

A norma de aceitação para MT em estruturas de aço de guindastes segue a ISO 17638:2016 — Ensaio não destrutivo de soldas — Ensaio por partículas magnéticas. As soldas de topo da viga principal, as soldas de filete das cabeceiras e as soldas críticas da estrutura do carrinho, por serem áreas de alta complexidade de tensões, devem ser submetidas a 100% de MT após 24 horas da conclusão da soldagem (48 horas para aço liga de baixa liga, para observação de trincas retardadas). As indicações são classificadas em lineares (trincas, falta de fusão) e arredondadas (porosidade); indicações lineares com comprimento ≥ 1,5 mm são consideradas reprovadas. A limitação do MT é sua inaplicabilidade a materiais não ferromagnéticos, como o aço inoxidável austenítico.


Ensaio por Ultrassom (UT) — método principal para localização em profundidade de defeitos internos

O Ensaio por Ultrassom (UT) utiliza a propagação de ondas ultrassônicas no material, que sofrem reflexão, refração e atenuação ao encontrar interfaces de defeitos, para detectar defeitos internos. O UT é capaz de detectar trincas, falta de fusão, falta de penetração, inclusão de escória e porosidade na direção da espessura, com penetração que pode atingir vários metros no aço. O UT por pulso-eco (modo A) avalia a posição e o tamanho equivalente do defeito por meio da forma de onda do eco; o TOFD (Técnica de Difração por Tempo de Voo) e o PAUT (Ensaio por Ultrassom com Phased Array) oferecem quantificação e imagem mais precisas dos defeitos. Em juntas em T entre a alma e a flange da viga principal, bem como em soldas de reforços internos de vigas caixão, onde MT ou RT não são viáveis, o UT é o único meio eficaz de detecção de falhas internas.

O ensaio UT é executado conforme a ISO 17640:2018 — Ensaio não destrutivo de soldas — Ensaio por ultrassom — Técnicas, níveis de ensaio e avaliação. Antes do ensaio, a base de tempo e a sensibilidade do instrumento devem ser calibradas com blocos de teste padrão (CSK-IA/CSK-IIIA). As frequências de transdutor mais comuns são de 2 a 5 MHz, com dimensões de cristal de 9 a 20 mm e ângulos de refração de 45° a 70°. Critério de aceitação: um defeito individual cuja amplitude de eco exceda a curva de avaliação (curva DAC a -12 dB) e cujo comprimento ultrapasse o valor permitido para o nível de avaliação é considerado reprovado. O Anexo A do TSG 51-2023 exige 100% de UT nas soldas críticas da viga principal de guindastes com Classe de Funcionamento A6 ou superior. As limitações do UT incluem a necessidade de acoplante (óleo, pasta química) e a redução da capacidade de penetração em materiais de granulação grossa (aço fundido, soldas austeníticas).


Ensaio por Líquido Penetrante (PT) — solução para defeitos superficiais em materiais não ferromagnéticos

O Ensaio por Líquido Penetrante (PT) baseia-se no princípio da capilaridade: um penetrante contendo corante é aplicado na superfície da peça, penetrando em defeitos abertos na superfície; após a remoção do excesso, um revelador é aplicado, e o penetrante retido nos defeitos é absorvido, formando uma indicação ampliada no revelador. O PT é capaz de detectar defeitos superficiais abertos extremamente finos, com largura da ordem de 0,5 μm, sem limitações relacionadas à magneticidade do material. É aplicável a todos os materiais não porosos, incluindo aço inoxidável, ligas de alumínio, ligas de titânio e cerâmicas. Para componentes de aço inoxidável de guindastes (como guindastes para indústrias alimentícia e farmacêutica) e acessórios de metais não ferrosos (polias de liga de alumínio, buchas de liga de cobre), o PT é o método preferencial para inspeção de superfície.

O ensaio PT é executado conforme a ISO 3452-1:2021 — Ensaio não destrutivo — Ensaio por líquido penetrante — Parte 1: Princípios gerais. Os penetrantes são classificados em coloridos (vermelho, observado sob luz natural) e fluorescentes (observado sob luz ultravioleta), com níveis de sensibilidade que variam do nível 1/2 (padrão) ao nível 3/4 (ultra-alto). Na fabricação de estruturas de aço de guindastes, o penetrante colorido é o mais comum, com tempo de penetração de 5 a 30 minutos (temperatura de 15 a 50 °C) e tempo de revelação de 10 a 30 minutos. Indicações lineares ≥ 1,5 mm ou indicações arredondadas com diâmetro ≥ 3 mm são consideradas reprovadas. A limitação do PT é sua inaplicabilidade a materiais porosos (fundidos, metalurgia do pó) e a necessidade de limpeza completa da superfície da peça antes do ensaio (remoção de óleos, graxas e revestimentos).


Ensaio Radiográfico (RT) — método de arbitragem para defeitos volumétricos

O Ensaio Radiográfico (RT) utiliza a atenuação diferencial de raios X ou raios gama ao atravessar o material: na região do defeito, a atenuação difere da região íntegra, formando imagens com diferentes densidades em filme ou detector digital. O RT é particularmente sensível a defeitos volumétricos, como porosidade, inclusão de escória e rechupes; a taxa de detecção de defeitos planares, como trincas e falta de fusão, depende do ângulo entre a direção do feixe de radiação e o plano do defeito (a sensibilidade cai drasticamente quando o ângulo é superior a 10°~15°). Na estrutura de aço de guindastes, o RT é utilizado principalmente para inspeção por amostragem de soldas críticas (como soldas de topo da viga principal e juntas soldadas do tambor) e como método de arbitragem para confirmar defeitos suspeitos identificados por UT.

O ensaio RT é executado conforme a ISO 17636-1:2022 — Ensaio não destrutivo de soldas — Ensaio radiográfico — Parte 1: Técnicas de filme e raios X ou raios gama. Os requisitos de sensibilidade do indicador de qualidade de imagem (IQI) são: Classe A (padrão) ≥ 2,0%; Classe B (elevada) ≥ 1,4%. Raios X são aplicáveis a espessuras de aço ≤ 100 mm (420 kV); raios gama (Ir192/Co60) são aplicáveis a espessuras de 30 a 200 mm. Critérios de aceitação: não são permitidas trincas, falta de fusão ou falta de penetração; defeitos arredondados (porosidade/inclusão de escória) são avaliados conforme a tabela de classificação da região de avaliação. O TSG 51-2023 exige uma proporção mínima de 20% de inspeção por amostragem com RT nas soldas críticas de guindastes de Classe A7 a A8. As limitações do RT incluem o alto custo do ensaio, a necessidade de proteção radiológica (radiação ionizante) e a inadequação para inspeção in situ em certas geometrias (como juntas em T).


Comparação técnica dos cinco métodos END e decisão de seleção

As duas tabelas comparativas a seguir sistematizam os principais parâmetros técnicos dos cinco métodos e o mapeamento dos cenários de aplicação em estruturas de aço de guindastes, servindo como referência para a seleção de métodos END pelos departamentos de controle de qualidade de fabricantes e órgãos de inspeção de equipamentos em serviço.

Pontes Rolantes Industriais Kelude

As pontes rolantes industriais Kelude são concebidas para operações de elevação exigentes em ambientes fabris, armazéns e estaleiros. Combinam robustez estrutural, tecnologia de controlo de precisão e normas de segurança internacionais, garantindo desempenho contínuo e fiável nas condições de trabalho mais severas.

Configurações de ponte rolante para aplicações específicas

Disponibilizamos uma gama completa de pontes rolantes, adaptadas a diferentes necessidades operacionais e capacidades de carga. A seleção da configuração correta otimiza a eficiência logística e reduz custos de ciclo de vida.

ModeloCapacidadeAplicação típica
Ponte de vão único1t – 20tOficinas de manutenção, linhas de montagem ligeira
Ponte de vão duplo5t – 100tProcessos industriais pesados, movimentação de contentores
Ponte de baixo perfil1t – 10tNaves com pé-direito reduzido, otimização de espaço vertical

Para ambientes com risco de explosão ou atmosferas corrosivas, a Kelude fornece versões especializadas com proteção IP65 e componentes certificados ATEX, garantindo operação segura em refinarias, indústria química e plataformas offshore.

Sistema de travagem e controlo de oscilação de carga

A segurança operacional é reforçada por um sistema de travagem de emergência de alta resposta e por um controlador anti-oscilação que estabiliza a carga durante movimentos de translação e elevação. Este sistema reduz significativamente o risco de colisão e melhora a precisão de posicionamento, mesmo com cargas suspensas de grande inércia.

O variador de frequência vetorial de malha fechada permite acelerações e desacelerações suaves, prolongando a vida útil dos componentes mecânicos e evitando tensões desnecessárias na estrutura da ponte.

Normas de segurança e certificações internacionais

Todas as pontes rolantes Kelude são projetadas e fabricadas em conformidade com as normas internacionais mais relevantes, incluindo ISO 4301 (classificação de mecanismos), ISO 12480 (utilização segura) e IEC 60204-32 (equipamento elétrico). A conformidade é verificada por ensaios de carga e inspeções de qualidade em cada fase de produção.

Os dispositivos de segurança incluem limitadores de carga, proteção contra sobrevelocidade, interruptores de fim de curso e sistemas de bloqueio de elevação, todos testados individualmente antes da expedição.

Manutenção preventiva e assistência técnica especializada

A Kelude oferece contratos de manutenção preventiva personalizados, com planos de inspeção periódica que minimizam paragens não programadas. A nossa equipa técnica, certificada e sediada em Portugal, garante tempos de resposta rápidos e disponibilidade de peças de reposição originais.

Para operações críticas, dispomos de um serviço de monitorização remota que analisa dados de funcionamento em tempo real, permitindo antecipar falhas e otimizar a programação de manutenção.

Perguntas frequentes sobre pontes rolantes industriais

P: Qual é o prazo de entrega típico para uma ponte rolante de vão duplo de 20t?
R: O prazo padrão é de 8 a 12 semanas, dependendo da configuração exata e das opções personalizadas. Projetos com requisitos especiais podem necessitar de planeamento adicional.

P: As pontes Kelude podem ser instaladas em edifícios existentes?
R: Sim, realizamos um estudo de viabilidade técnica e adaptamos a solução às condições estruturais do edifício, incluindo reforços de viga de rolamento se necessário.

P: Que tipo de garantia é fornecida?
R: A garantia padrão é de 24 meses, cobrindo defeitos de fabrico e materiais. Extensões de garantia estão disponíveis mediante contrato de manutenção.

P: É possível integrar controlo remoto ou automação?
R: Sim, oferecemos opções de controlo por rádio frequência, bem como interfaces para integração em sistemas de automação industrial (PLC, SCADA).

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Para mais informações técnicas ou para solicitar um orçamento adaptado ao seu projeto, contacte a nossa equipa comercial. Fornecemos consultoria especializada e suporte completo, desde o dimensionamento até à instalação e comissionamento.

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Método de detecção AplicaçãoDefeitoTipo DetecçãoProfundidade Sensibilidade Materiais Aplicáveis
Ensaio Visual (VT) VT SuperfícieTrinca,Deformação,Corrosão,Mordedura Somente Superfície ≥0.1mmAberturaDefeito Todos os Materiais
Ensaio por Partículas Magnéticas (MT) MT Superfície e SubsuperfícieTrinca,Dobramento Subsuperfície≤2mm 0.001mmLargura×0.01mmProfundidade Materiais Ferromagnéticos
Ensaio por Ultrassom (UT) UT InternoTrinca,Falta de Fusão,Inclusão de Escória Alcance de Vários Metros Φ2mmEquivalente a Furo de Fundo Plano Materiais Metálicos de Grão Fino
Ensaio por Líquido Penetrante (PT) PT Abertura SuperficialTrinca,Porosidade Somente Abertura Superficial 0.5μmlarguraAbertura Materiais Não Porosos
Ensaio Radiográfico (RT) RT Porosidade,Inclusão de Escória,Tipo Volumétrico (Rechupe, etc.) Aço≤100mm(XRadiografia) Sensibilidade do Indicador de Qualidade de Imagem≥1.4% Todos os Materiais Metálicos
Combinação Recomendada por Kelude VT(100%)+MT(100%CríticoCordão de Solda)+UT(Topo a Topo/TForma) Cobertura Total ConformeNormaAceitação Aço Carbono/BaixoAço LigaEstrutura
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DetecçãoRegião RecomendadoNDTMétodo DetecçãoProporção Norma de Aceitação Observações
Viga PrincipalSolda de Topo UT+MT+RTInspeção por Amostragem 100%UT+100%MT+20%RT GB/T 11345+JB/T 8468+GB/T 3323 A6Inspeção Obrigatória Acima do Nível
Cabeceirasolda de filete MT+VT 100%MT JB/T 8468 Atenção Especial à Abertura do Arco/Ponto de Extinção do Arco
Estrutura do carrinhoCríticoCordão de Solda MT+UT 100%MT+≥50%UT JB/T 8468+GB/T 11345 TFormaJuntaUTPredominantemente
TamborsoldagemJunta UT+MT 100%UT+100%MT GB/T 11345+JB/T 8468 Pós-Soldagem24hRetardadoDetecção
Aço Inoxidável/Componentes Não Ferrosos PT+RT 100%PT+Conforme NecessidadeRT JB/T 9218+GB/T 3323 MTNão Aplicável
Aço FundidoComponentes Não Ferrosos/Forjados UT+MT 100%UT+SuperfícieMT GB/T 6402+JB/T 8468 Baixa Frequência para Fundidos de Grão GrossoUT

Sistema de Normas de Aceitação para Ensaios Não Destrutivos em Estruturas de Aço de Guindastes

O sistema de normas de aceitação para ensaios não destrutivos (END) em estruturas de aço de guindastes é estruturado em três níveis. O primeiro nível é o regulamentar nacional: o regulamento TSG 51-2023 — Regulamento Técnico de Segurança de Equipamentos Especiais — impõe requisitos obrigatórios para os itens de inspeção END, proporções e critérios de avaliação durante a fabricação e instalação de guindastes. O Anexo A especifica os métodos e as proporções de inspeção de acordo com a Classe de Funcionamento (A3~A8) e a classificação da importância do Cordão de Solda. O segundo nível abrange as normas nacionais e industriais, incluindo os requisitos de qualidade de fabricação da norma ISO 4301 / FEM 1.001, a norma GB/T 11345-2013 para Ensaio por Ultrassom (UT) de soldas, a norma GB/T 3323.1-2019 para Ensaio Radiográfico (RT) de soldas, e a norma JB/T 8468-2014 para Ensaio por Partículas Magnéticas (MT) em peças forjadas de aço. O terceiro nível é o padrão empresarial: alguns fabricantes adotam normas internas de inspeção mais rigorosas do que as normas nacionais, podendo aumentar a proporção de amostragem por RT em soldas críticas para 30% (acima dos 20% exigidos pelo TSG 51-2023) e adicionar registros de imagem por PAUT (Phased Array Ultrasonic Testing) ao ensaio ultrassônico.

Todos os relatórios de inspeção END devem incluir as seguintes informações: data da inspeção, qualificações do inspetor (pessoal de UT/RT deve possuir certificado de nível II ou superior emitido pela autoridade nacional competente para ensaio não destrutivo de equipamentos especiais), modelo do instrumento e registros de calibração, método de ensaio e parâmetros (frequência/ângulo/sensibilidade da sonda), diagrama da área inspecionada com Posicionamento do Defeito, resultados da avaliação com referência à Norma de Aceitação, e conclusão da inspeção (aprovado/reprovado/necessita re-inspeção). Os registros e relatórios de inspeção devem ser arquivados por um período não inferior à vida útil completa do equipamento.


Sensibilidade do Ensaio Visual (VT)
Defeitos superficiais abertos ≥0,1mm
Sensibilidade do Ensaio por Partículas Magnéticas (MT)
Microtrincas superficiais 0,001×0,01mm
Profundidade de Penetração do Ensaio por Ultrassom (UT)
Ondas longitudinais no aço ≥3000mm
Limite de Detecção do Ensaio por Líquido Penetrante (PT)
Trincas abertas com largura de 0,5μm
Requisitos do Indicador de Qualidade de Imagem (RT)
Indicador de tipo linear, Nível B ≥1,4%
Proporção para Soldas Críticas (TSG 51-2023)
100% UT + 20% RT para requisitos de nível A7-A8

Perguntas Frequentes sobre Ensaios Não Destrutivos

P: Qual é a diferença no Cenário de Aplicação entre o Ensaio por Partículas Magnéticas (MT) e o Ensaio por Líquido Penetrante (PT) na detecção de trincas superficiais em estruturas de aço de guindastes?

R: O MT é aplicável a materiais ferromagnéticos (Aço Carbono, aço de baixa liga) e pode detectar defeitos superficiais e subsuperficiais (até ≤2mm de profundidade), com altíssima sensibilidade (0,001mm de largura), alta velocidade de inspeção e facilidade operacional em campo, sendo o método preferencial para a inspeção de superfície de Cordão de Solda em estruturas de aço de guindastes. O PT é aplicável a todos os materiais não porosos (incluindo Aço Inoxidável e metais não ferrosos), mas só detecta defeitos abertos na superfície; sua sensibilidade é ligeiramente inferior à do MT, porém não é limitado pelas propriedades magnéticas do material. Para estruturas de aço convencionais de guindastes, utiliza-se o MT; para componentes de Aço Inoxidável ou peças de metais não ferrosos, utiliza-se o PT. Em ambos os métodos, a Norma de Aceitação considera como reprovado qualquer indicação linear com comprimento ≥1,5mm.

P: Quais são os requisitos específicos do regulamento TSG 51-2023 para as proporções de inspeção END e os critérios de aceitação para soldas críticas em guindastes de nível A6~A8?

R: O Anexo A do regulamento TSG 51-2023 estipula que, para guindastes com Classe de Funcionamento A6 e acima, as Solda de Topo da Viga Principal, as soldas de conexão entre a Cabeceira e a Viga Principal, e as soldas críticas de suporte de carga na Estrutura do carrinho são classificadas como soldas Classe I. Estas exigem 100% de Ensaio por Ultrassom (UT) mais 100% de Ensaio por Partículas Magnéticas (MT), com uma proporção mínima de amostragem de 20% para Ensaio Radiográfico (RT). As soldas Classe II (soldas de suporte secundário) exigem ≥50% UT e ≥50% MT. Os critérios de aceitação referenciam as normas GB/T 11345-2013 (UT), JB/T 8468-2014 (MT) e GB/T 3323.1-2019 (RT). Todos os operadores de END devem possuir certificação de nível II ou superior no método correspondente, emitida pela autoridade nacional competente, e os relatórios de inspeção devem ser arquivados na documentação técnica do equipamento.

P: Como proceder quando a amplitude do eco no ensaio ultrassônico (UT) da solda da Viga Principal de um guindaste excede DAC-12dB, mas nenhuma indicação é visível no filme radiográfico (RT)?

R: Esta é uma manifestação típica da diferença de sensibilidade entre UT e RT na detecção de defeitos planares (Trinca, falta de fusão). Quando o ângulo entre o plano da trinca e o feixe de radiação é superior a 10°~15°, o contraste da imagem da trinca no filme radiográfico diminui drasticamente, podendo até tornar-se invisível. Procedimento recomendado: ① Reinspecionar o sinal de UT com sondas de diferentes Ângulo (45°/60°/70°); ② Utilizar TOFD ou PAUT para imagem precisa do defeito e quantificação dimensional; ③ Realizar MT na superfície na localização do defeito indicada pelo UT para confirmar se este se estende até a superfície; ④ Se a avaliação combinada de múltiplos métodos indicar um defeito relevante (amplitude do eco ≥ DAC-6dB, comprimento ≥8mm), a solda deve ser considerada reprovada e submetida a Retrabalho, mesmo que o RT não tenha revelado a indicação. Após o Retrabalho, a solda deve ser revalidada por ambos os métodos, UT e RT.

P: Quanto custa investir num conjunto completo de equipamentos de deteção de falhas NDT para estruturas de aço de guindastes? A Kelude Indústrias Pesadas oferece serviços de deteção de falhas por subcontratação?

R: Um conjunto completo de equipamentos de deteção NDT representa um investimento de aproximadamente 15 a 30 mil euros: um detector de falhas ultrassónico digital (por exemplo, Shantou CTS-9009) custa cerca de 3 a 5 mil euros; uma máquina de ensaio por partículas magnéticas (tipo jugo portátil) cerca de 0,5 a 1 mil euros; uma máquina de ensaio radiográfico (RT) de 250 kV direcional cerca de 8 a 12 mil euros; e um kit de consumíveis para ensaio por líquido penetrante (PT) (limpadore + penetrante + revelador) cerca de 0,2 a 0,5 mil euros por ano. Além disso, a formação e certificação de pessoal para UT/RT custa cerca de 1 a 2 mil euros por pessoa. Os fabricantes profissionais de guindastes normalmente dispõem de um conjunto completo de equipamentos de autoinspeção NDT e de inspetores certificados; todas as estruturas de aço de fábrica são submetidas a deteção de falhas peça a peça, com o respetivo relatório de ensaio anexado. Caso o cliente necessite de deteção de falhas em estruturas de aço de equipamentos em serviço, também pode contactar o fabricante para serviços de deteção por subcontratação; o plano específico é definido conforme o contrato real.


A Kelude Indústrias Pesadas dispõe de um sistema completo de fabrico e deteção de estruturas de aço, equipado com detetores de falhas ultrassónicos, máquinas de ensaio por partículas magnéticas, equipamentos de ensaio radiográfico (RT) e outros meios NDT completos. Todas as peças de estruturas de aço de fábrica são submetidas a deteção de falhas peça a peça, em conformidade com a norma ISO 4301 e o regulamento TSG 51-2023, garantindo a segurança e fiabilidade do produto.

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