Regulamento TSG 51-2023: Guia de Conformidade para Ponte Rolante

Resumo: O regulamento TSG 51-2023 — Regulamento Técnico de Segurança de Equipamentos Especiais — foi publicado em maio de 2023 e entrou em vigor em 1 de janeiro de 2024, substituindo vários regulamentos anteriores, incluindo TSG Q0002, TSG Q7015 e TSG Q7016. Este artigo analisa em detalhe as principais alterações introduzidas nos oito capítulos do regulamento: a adoção inédita do conceito de inspeção baseada em risco (RBI), os requisitos de conformidade para sistemas de monitoramento de segurança com IA, o procedimento de avaliação de segurança para guindastes em fim de vida útil e a unificação dos processos de licença de fabricação e ensaio de tipo — tudo para ajudar as empresas a garantir a conformidade e reduzir custos, evitando reprovações em inspeções ou a desativação de equipamentos devido à atualização regulamentar.

TSG 51-2023 — Análise artigo a artigo

Princípios gerais | Projeto e fabricação | Instalação e alteração | Gestão de utilização | Inspeção | Avaliação de segurança | Disposições finais

regulamento TSG 51 — Regulamento Técnico de Segurança de Equipamentos Especiais-2023equipamentos de elevaçãoregulamentos técnicos de segurançaArquitetura do Sistema——Projeto e Fabricação·instalação e alteraçãoOperação·Inspeçãoavaliação de segurança

Estatuto regulamentar do TSG 51-2023 e transição entre regulamentos

O TSG 51-2023 é a especificação técnica de segurança unificada para equipamentos de elevação emitida pela autoridade de supervisão de mercado. Desde 1 de janeiro de 2024, substitui simultaneamente os quatro regulamentos anteriores: TSG Q0002-2008 (Regulamento de Supervisão Técnica de Segurança de Equipamentos de Elevação — Ponte Rolante), TSG Q7015-2016 (Regras de Inspeção Periódica de Equipamentos de Elevação), TSG Q7016-2016 (Regras de Inspeção de Supervisão para Instalação, Alteração e Revisão Geral de Equipamentos de Elevação) e determinados artigos do TSG Q7001-2019. A alteração estrutural mais significativa do novo regulamento é a consolidação de toda a cadeia — projeto, fabricação, instalação, alteração, utilização e inspeção — num único documento, eliminando os conflitos de cláusulas e as ambiguidades de interpretação que resultavam da coexistência de múltiplos regulamentos no sistema anterior.

Período de transição: O período de transição decorre entre 1 de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2025. Durante este período, os pedidos já apresentados ao abrigo dos regulamentos anteriores podem continuar a ser processados conforme as regras antigas. A partir de 1 de janeiro de 2026, todos os processos passam a ser regidos exclusivamente pelo TSG 51-2023. Para as notificações de instalação/alteração/reparação apresentadas durante o período de transição, recomenda-se que as empresas preparem a documentação já de acordo com o novo regulamento, evitando assim correções e reenvios desnecessários.

Capítulo 1 — Princípios gerais: novo campo de aplicação

O Capítulo 1 do TSG 51-2023 (artigos 1.º a 6.º) define o campo de aplicação e as exclusões do regulamento. Em comparação com os regulamentos anteriores, destacam-se três alterações principais:

Alteração Descrição
Campo de aplicação alargado O regulamento abrange agora todos os tipos de equipamentos de elevação, incluindo pontes rolantes, guindastes e outros, sem distinção de capacidade ou setor de atividade.
Exclusões clarificadas Foram explicitamente excluídos do campo de aplicação os equipamentos utilizados em contextos militares, navais e outros setores com regulamentação própria.
Responsabilidades definidas O regulamento atribui responsabilidades claras aos fabricantes, instaladores, utilizadores e entidades de inspeção, eliminando zonas cinzentas na cadeia de responsabilidade.
cláusulapontos-chave da alteraçãoimpacto para as empresas
artigo2parágrafocampo de aplicaçãoespecificarcobertura"tipo ponte, tipo pórtico, tipo torre, tipo móvel, Pórtico de basetipo, elevador, tipo cabo, equipamento mecânico de estacionamento"oito categorias principaise《equipamentos especiaiscatálogo》(2014edição)manter total conformidade, não há mais"Talha Elétricase o equipamento completo pertence aguindaste"controvérsia sobre——3te acimaaltura de elevação≥2mde Talha Elétricaclassificação do equipamento completo emtipo ponte/tipo pórticogestão por categoria
artigo4parágrafopela primeira vez"inspeção baseada em risco(RBI)"incluído em Procedimentotexto principalunidade usuáriapode solicitar com base na condição real do equipamentonível de riscoajusteintervalo de inspeção(prorrogável até no máximo3uma vez por ano), é necessário apresentarrelatório de avaliação de riscos(por entidade qualificadamecanismoemitido)
artigo6parágrafoampliação do escopo de exclusão"sistema inteligente de movimentação logística interna de fábrica(AGV (veículo guiado automaticamente)/AMR/RGVdispositivo de elevação dedicado)"em fábrica inteligenteautomaçãodispositivo de elevação dedicado(como KBK+integração com AGV (veículo guiado automaticamente)sistema inteligente de movimentação logística interna de fábrica)se o equipamento completo for não desmontável, e a área de trabalho possuir isolamento de segurança, pode não ser incluídogestão de equipamentos especiais

Capítulo 2 — Projeto e Fabrico: Ensaios de Tipo e Avaliação de Documentos de Projeto

O Capítulo 2 (artigos 7.º a 28.º) é a secção com maiores alterações no regulamento TSG 51-2023, introduzindo novos requisitos para a capacidade de projeto e os ensaios de tipo na fabricação de guindastes:

Artigo 11.º (Nova classificação dos ensaios de tipo)

O novo regulamento classifica os ensaios de tipo em três categorias: ①Ensaio de tipo inicial — primeiro pedido para novos produtos, novas especificações ou novos materiais; ②Ensaio de tipo por alteração — alterações de projeto (mudanças significativas em materiais principais, tipo estrutural da estrutura principal ou dispositivos de segurança); ③Ensaio de tipo por renovação — renovação de certificados existentes (o pedido deve ser apresentado até 6 meses antes do termo da validade).

Principais alterações:

O período de validade do certificado é alargado de 4 para 5 anos, mas é acrescentada uma «cláusula de verificação periódica» — a entidade de ensaio de tipo pode realizar verificações de supervisão não programadas durante o período de validade (pelo menos 1 por período de certificado); verificações com resultado não conforme suspendem ou revogam o certificado.

Avaliação de documentos de projeto (artigo 16.º):

O novo regulamento exige que, além do desenho de conjunto, desenhos de componentes e relatório de cálculo, a avaliação de documentos de projeto inclua também a descrição do projeto do sistema de segurança inteligente — para guindastes equipados com monitoramento por visão IA, controle remoto ou funções de operação automática, é necessário descrever a arquitetura do sistema de segurança, os princípios de segurança em caso de falha e os resultados da verificação Fail-safe.

Esta é a primeira vez que um regulamento TSG estabelece requisitos explícitos de análise de projeto para sistemas de segurança inteligentes baseados em IA. Ao solicitar o ensaio de tipo para pontes rolantes inteligentes ou guindastes não tripulados, o fabricante deve apresentar adicionalmente o relatório de calibração das taxas de falsa detecção/omissão do sistema de inspeção visual por IA, o cálculo do limiar de segurança para a latência de comunicação no controle remoto e os registos de verificação da lógica de parada de emergência em modo de operação automática.

Capítulos 3 e 4 — Instalação, Alteração e Revisão Geral: Novos Procedimentos de Notificação e Inspeção de Supervisão

Os Capítulos 3 e 4 (artigos 29.º a 44.º) consolidam os requisitos de inspeção de supervisão para instalação, alteração e revisão geral dos antigos regulamentos Q7015 e Q7016. Três mudanças fundamentais:

  • Notificação de instalação simplificada: A entidade instaladora pode efetuar a notificação online através da «plataforma de serviço público para equipamentos especiais» antes do início dos trabalhos (sem necessidade de entrega de documentos em papel à autoridade local de supervisão de mercado). O resultado é comunicado online no prazo de 5 dias úteis. Vários equipamentos do mesmo modelo, pertencentes à mesma unidade usuária e localizados no mesmo parque industrial, podem ser agrupados numa única notificação.
  • Delimitação mais clara entre alteração e revisão geral: O Anexo C do novo regulamento estabelece uma lista explícita de critérios para «revisão geral» — substituição ou reforço de componentes estruturais principais (viga principal, cabeceira, estabilizador, mastro de torre), substituição integral do mecanismo de elevação, atualização do sistema de controle elétrico de relés para CLP, entre outros. As intervenções incluídas na lista estão sujeitas a inspeção de supervisão; as reparações correntes fora da lista (como substituição do cabo de aço, freio, roda de translação ou fim de curso) não requerem essa inspeção.
  • Requisitos de ensaio de carga mais exigentes após alteração: O ensaio de carga após alteração passa de 1,0 vez a carga nominal para 1,1 vezes em carga estática + 1,0 vez em carga dinâmica, e o tempo de manutenção da carga estática é alargado de 10 min para 15 min.

Capítulo 5 — Gestão de Utilização: Reforço das Responsabilidades da Unidade Usuária

O Capítulo 5 (artigos 45.º a 62.º) é a secção mais relevante para a unidade usuária. Os novos e reforçados requisitos incluem:

cláusulanovarequisitospontos de implementação
artigo47parágrafounidade usuáriaé obrigatório estabelecer"uma máquina um arquivo"arquivo eletrônicoo arquivo deve conter do equipamentociclo de vidaregistros: documentação de fábricanotificação de instalaçãocertificado de inspeção de supervisãoinspeção periódicarelatório Inspeção Diáriatabelaregistros de manutençãofalha/registro de acidente Reforma/documentação de reparo.arquivo eletrônico tem a mesma validade legal que o físico.
artigo51parágrafoinspeção diária/inspeção mensal/Inspeção Anuallistagem detalhada dos itens específicosnova Procedimentoanexo Dfornece três tabelas obrigatóriasinspeçãoexemplos de tabelas.mudanças centrais: inspeção diáriadeve incluir"Sistema de Monitoramento de Segurançaautoinspeção"(para equipamentos equipados com GB/T 28264 — Sistema de Monitoramento e Gestão de Segurançasistema), inspeção mensaldeve incluir"Freioregistro de medição de folga".
artigo55parágrafoequipamentos antigosavaliação de segurançadecondição de acionamentoatingirvida útil de projeto(geralmente20anos)em uso contínuo, após reparo de acidente grave, unidade usuáriaapós realocaçãoinstalaçãode, deve ser realizado por entidade qualificadaórgão de inspeçãorealizaravaliação de segurança.
artigo58parágrafoMonitoramento Remotodados deefeito legalunidade usuáriadeplataforma de monitoramento remotoregistros(incluindo tempo de operação, Içamentonúmero de ciclos, registros de alarme de falhas, etc.)aprovado em verificação metrológica, pode ser usado comoinspeção periódicaem projetos de"verificação das condições operacionais"base, redução deinspeção no localcarga de trabalho.

Capítulos 6 e 7 — Inspeção e Avaliação de Segurança: o Caminho para a Conformidade com RBI e Monitoramento Online

O Capítulo 6 (Artigos 63.º a 78.º), relativo à inspeção, e o Capítulo 7 (Artigos 79.º a 85.º), sobre avaliação de segurança, são as secções que exigem uma compreensão mais aprofundada por parte das unidades usuárias e dos órgãos de inspeção:

Inspeção baseada em risco (RBI) — Artigo 68.º: Esta é a maior inovação institucional do regulamento TSG 51-2023. A unidade usuária pode contratar um órgão de inspeção qualificado para realizar uma avaliação de riscos dos guindastes em serviço (classificados em níveis I a IV, de acordo com a probabilidade de falha do equipamento e a gravidade das consequências). Para equipamentos classificados como nível I (baixo risco), o intervalo de inspeção pode ser estendido de 1 para 3 anos; para o nível II, pode ser estendido para 2 anos. O relatório de avaliação RBI tem um período de validade de 3 anos, após o qual deve ser atualizado. Estima-se que esta abordagem possa reduzir os custos anuais de inspeção e o tempo associado em 30% a 50% para as empresas.

Monitoramento online em substituição à inspeção periódica — Artigo 70.º: Para guindastes que operam em regime contínuo e não podem ser facilmente parados para inspeção (como guindastes de fundição e gruas de garras usadas em incineradores de resíduos), se os dados operacionais do seu Sistema de Monitoramento de Segurança (em conformidade com a GB/T 28264) forem aprovados pelo órgão de inspeção após 12 meses consecutivos de operação, e se não tiverem ocorrido falhas de segurança durante esse período, a inspeção completa anual pode ser dispensada. Esta disposição oferece uma flexibilidade significativa na gestão de dispositivos para empresas com produção contínua.

Avaliação de segurança de equipamentos antigos — Artigos 81.º a 85.º: Para guindastes que excederam a sua vida útil de projeto, a avaliação deve obrigatoriamente incluir: ① a vida útil à fadiga residual dos componentes estruturais (com base na curva S-N e no espectro de carga real); ② ensaio não destrutivo dos cordões de solda principais (100% MT + 20% UT por amostragem); ③ medição da quantidade de desgaste dos componentes críticos do freio e do mecanismo de elevação; ④ detecção do envelhecimento do isolamento e da resistência de aterramento do sistema elétrico. O relatório de avaliação deve concluir com uma de duas recomendações: "continuação do uso (com limitações de carga, velocidade ou condições de operação)" ou "sucateamento".

Lista de Ações de Conformidade para Empresas (Período de Transição 2024–2025)

Com base nos requisitos de cadeia completa do regulamento TSG 51-2023, a Kelude Indústrias Pesadas recomenda que as unidades usuárias e os fabricantes concluam as seguintes seis ações de conformidade durante o período de transição:

Digitalização: Uma Máquina, Um Arquivo
Concluir o arquivo eletrónico de todos os guindastes em serviço até ao final de 2024. Recomenda-se a utilização de software de gestão de dispositivos (como o sistema de arquivo de pontes rolantes da Kelude), que gera automaticamente modelos de inspeção diária, mensal e anual e regista os carimbos de data/hora.
Ajuste dos Contratos de Inspeção
Negociar com o órgão de inspeção a possibilidade de testar o modelo RBI na inspeção periódica de 2025. Recomenda-se selecionar 3 a 5 equipamentos com bom histórico operacional e poucos registos de falhas para solicitar a avaliação RBI (custo estimado de 380€ a 640€ por equipamento) e, após o sucesso, expandir para toda a fábrica.
Avaliação de Equipamentos Antigos
Identificar, até junho de 2025, a lista de guindastes que excederam a vida útil de projeto (≥20 anos) e agendar a avaliação de segurança. Para os que não forem aprovados, elaborar rapidamente um plano de sucateamento e substituição, incluindo-o no orçamento de atualização tecnológica de 2025–2026.
Atualização dos Procedimentos de Manutenção
Integrar a medição do intervalo do freio (inspeção mensal) e o autodiagnóstico do Sistema de Monitoramento de Segurança (inspeção diária) nos SOP de manutenção. Os contratos com as empresas de manutenção devem especificar a execução das verificações de acordo com o Anexo D do novo procedimento, recomendando-se a adoção do novo padrão a partir de julho de 2024.
Registo de Sistemas de IA
As unidades usuárias que já implementaram sistemas inteligentes com visão IA, controle remoto ou operação automática devem, até ao final de 2025, submeter ao órgão de ensaio de tipo a descrição do projeto do sistema de segurança inteligente e o relatório de calibração da taxa de falsa deteção, garantindo a conformidade do novo Certificado de Ensaio de Tipo (na renovação de licença).
Transição para a Notificação Online de Instalação
A partir de 2024, todos os novos projetos de instalação, reforma ou reparação devem ser notificados online através da plataforma de serviço público de equipamentos especiais. Recomenda-se que as empresas de instalação registem antecipadamente a sua conta na plataforma e se familiarizem com o novo modelo de formulário de notificação do TSG 51-2023.

Kelude Indústrias Pesadas — Vantagens de Serviço

A equipe técnica da Kelude Indústrias Pesadas acompanhou todo o processo de elaboração do regulamento TSG 51-2023, possuindo experiência prática na interpretação do procedimento, na submissão para Ensaio de Tipo, na avaliação de documentos de projeto e na avaliação de segurança. Já auxiliou 12 empresas fabricantes na renovação de licença sob o novo procedimento e prestou serviços de consultoria para a implementação do RBI e auditorias de autoconformidade a 20 unidades usuárias.

Submissão de Ensaio de Tipo
Apoio a fabricantes na submissão de ensaios de tipo — primeira emissão, alteração ou renovação — ao abrigo do novo regulamento TSG 51-2023. Inclui preparação de documentos para avaliação de documentos de projeto, redação de especificações do sistema de segurança inteligente, elaboração do Procedimento de teste e coordenação com organismos de ensaio, reduzindo o prazo de submissão em cerca de 30%.
Auditoria de Conformidade e Introdução ao RBI
Análise de lacunas de conformidade face a todas as cláusulas do TSG 51-2023 para unidades usuárias — elaboração de modelos "uma máquina um arquivo" em conformidade com o novo procedimento, atualização de SOP de inspeção diária, mensal e anual, seleção de equipamentos elegíveis para avaliação RBI e apoio na preparação de dados iniciais para avaliação de riscos.
Avaliação de Segurança de Equipamentos Envelhecidos
A Kelude Indústrias Pesadas dispõe de uma equipa especializada em avaliação da vida à fadiga de estruturas, capaz de calcular a vida residual de guindastes que excederam a vida útil de projeto, realizar ensaios não destrutivos de soldas (MT+UT) e medições de desgaste em componentes críticos, emitindo relatórios de avaliação de segurança em conformidade com os artigos 81.º a 85.º do TSG 51-2023.

Perguntas Frequentes

P: O Certificado de Ensaio de Tipo emitido ao abrigo do regulamento anterior continua válido após a entrada em vigor do TSG 51-2023?
R: Sim, continua válido, mas a renovação deve ser efetuada de acordo com o novo regulamento antes do termo do período de validade. O artigo 11.º do TSG 51-2023 estabelece que os Certificados de Ensaio de Tipo obtidos ao abrigo do regulamento anterior permanecem válidos até ao fim do respetivo período de validade, sendo a renovação processada conforme o novo regulamento. A extensão do período de validade de 4 para 5 anos aplica-se exclusivamente aos certificados emitidos ao abrigo do novo regulamento. Recomenda-se que o pedido de renovação seja iniciado 12 meses antes do termo do período de validade do certificado existente, de modo a reservar tempo suficiente para a avaliação de documentos de projeto e para o Ensaio de Tipo (normalmente 4 a 6 meses).
P: Quanto custa a inspeção RBI em comparação com a inspeção anual regular? Vale a pena?
R: A primeira avaliação RBI custa cerca de 380 € a 1.000 € por equipamento (dependendo da complexidade do equipamento e das credenciais do órgão de inspeção), ou seja, 2 a 3 vezes mais do que a inspeção anual regular (cerca de 130 € a 380 € por equipamento). No entanto, se o resultado da avaliação for Nível I (baixo risco), será necessária apenas 1 inspeção nos 3 anos seguintes (poupando 2 inspeções). Custo total em 3 anos: plano RBI = avaliação 380 € + 1 inspeção 250 € = 630 €; plano regular = 3 × 250 € = 750 €. Considerando as perdas de produção causadas por paragens para inspeção (cada paragem dura de meio dia a 1 dia, e as perdas de produção numa grande siderúrgica ou usina elétrica podem atingir 12.700 € a 63.500 € por dia), a relação custo-benefício do RBI é extremamente favorável.
P: Qual é a diferença entre reforma e revisão geral? Como determinar se o projeto requer inspeção de supervisão?
R: O anexo C do regulamento TSG 51-2023 estabelece critérios claros. A reforma refere-se à alteração do tipo estrutural principal do guindaste, da Capacidade Nominal, do Vão/Alcance, da Altura de Elevação, da Classe de Funcionamento ou da Classe de Proteção Antiexplosão — estas ações exigem notificação de reforma e inspeção de supervisão. A revisão geral refere-se à substituição ou reforço de componentes estruturais principais, como Viga Principal, Cabeceira, Estabilizador ou Mastro de torre, à substituição integral do mecanismo de elevação, ou à atualização do sistema de controle elétrico de relé para CLP — estas também exigem inspeção de supervisão. A manutenção de rotina (substituição do cabo de aço, Freio, Roda de translação, Fim de Curso, etc.) não exige inspeção de supervisão, mas deve ser registada no arquivo do equipamento. Critério de decisão: qualquer intervenção que altere os parâmetros de desempenho principais do guindaste ou que afete os componentes estruturais sujeitos a esforços principais exige inspeção de supervisão.
P: Que requisitos de conformidade específicos o novo regulamento impõe às pontes rolantes sem operador ou inteligentes?
R: O regulamento TSG 51-2023 é o primeiro a abordar sistemas inteligentes ao nível dos regulamentos técnicos de segurança, em três pontos principais: ① Avaliação de documentos de projeto (artigo 16.º) — é obrigatória a apresentação da descrição do projeto do sistema de segurança inteligente e da respetiva verificação fail-safe; ② Ensaio de tipo (artigo 11.º) — o modo de funcionamento automático das pontes rolantes sem operador deve ser incluído como ensaio adicional (funcionamento automático sob carga nominal ≥500 ciclos sem falhas); ③ Gestão de utilização (artigo 62.º) — estratégia de segurança para falhas de comunicação no modo de controle remoto (paragem automática e manutenção da frenagem no prazo de 100 ms após interrupção da comunicação). Até à data, o país ainda não publicou procedimentos de inspeção específicos para pontes rolantes inteligentes, pelo que os órgãos de inspeção adotam abordagens diferentes. Recomenda-se que as empresas contactem previamente o órgão de inspeção local antes de submeterem o pedido.

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