Ciclo de Inspeção e Manutenção de Pontes Rolantes e Pórticos
A norma GB/T 31052.5-2014 — «Equipamentos de elevação — Procedimentos de inspeção e manutenção — Parte 5: Pontes rolantes e pórticos» é o documento normativo de referência para a inspeção e manutenção rotineiras de pontes rolantes e pórticos. A norma especifica um sistema de inspeção em três níveis — inspeção diária (por turno), inspeção periódica (mensal/trimestral) e exame minucioso (anual) — bem como os itens, métodos e critérios de avaliação aplicáveis a cada nível. Este artigo detalha o conteúdo e os requisitos operacionais dos três níveis de inspeção.
A norma GB/T 31052 — «Equipamentos de elevação — Procedimentos de inspeção e manutenção» é uma norma em várias partes, cada uma correspondendo a um tipo diferente de equipamento de elevação. A Parte 5, GB/T 31052.5-2014, incide especificamente sobre pontes rolantes e pórticos, constituindo a base técnica para o pessoal de gestão de equipamentos e de manutenção na execução de inspeções diárias e trabalhos de manutenção. A Kelude Indústrias Pesadas fornece, na entrega dos seus equipamentos, um Manual de Manutenção elaborado em conformidade com esta norma.
Inspeção diária por turno de trabalho
A inspeção diária é executada pelo operador do guindaste, antes do início de cada turno (diário). Os resultados são registados no registro de operação do equipamento.
Item de inspeção: ① Freio — verificar a presença de óleo ou sujidade na superfície da roda de freio, a uniformidade da folga entre a sapata de freio e a roda de freio (folga normal: 0,7~1,0 mm) e a existência de deformação por fadiga na Mola de freio; ② Cabo de Aço — verificar a regularidade do enrolamento no Tambor, bem como a existência de ruptura de fio, esmagamento ou torção; ③ Fim de Curso — confirmar a fiabilidade de funcionamento do limitador de altura de elevação e do limitador de curso da ponte rolante; ④ Mecanismo de translação — verificar a ocorrência de ruídos ou vibrações anormais durante o arranque e o funcionamento; ⑤ Roda de translação e Trilho — verificar a existência de marcas evidentes de roçamento da roda contra o trilho.
Inspeção periódica mensal e trimestral
A inspeção periódica é executada pelo pessoal de manutenção do equipamento, sendo a sua periodicidade determinada pela Classe de Funcionamento do equipamento. Para as classes A3~A5, a inspeção é trimestral; para as classes A6~A8, a inspeção é mensal.
Itens mensais: Inspeção visual da Superfície de Rolamento e do Flange da roda (trincas, descamação, marcas de indentação), verificação do estado da Graxa no rolamento da roda, e verificação da rotação livre do Moitão e da integridade da Trava de gancho.
Itens trimestrais: Colheita de amostra e análise do Óleo Lubrificante do Redutor (teor de humidade, viscosidade, ferrografia), detecção do desvio de alinhamento de eixos do Acoplamento (um desvio superior a 0,5 mm requer ajuste), medição da vibração do rolamento do motor (um valor eficaz de velocidade superior a 7,1 mm/s implica a programação de substituição), e Ensaio de Isolação do equipamento elétrico (circuito principal ≥ 1 MΩ, circuito de controle ≥ 0,5 MΩ).
Exame minucioso anual do equipamento
O exame minucioso é executado por um engenheiro de equipamentos ou por uma entidade de inspeção técnica especializada, com uma frequência mínima anual. Este exame deve resultar num relatório de inspeção, que é arquivado na documentação técnica do equipamento.
Item de inspeção: ① Medição da contraflecha da Viga Principal — a contraflecha em vazio deve situar-se entre 0,7S/1000 e 1,4S/1000; um desvio fora deste intervalo requer uma avaliação da segurança estrutural; ② Detecção de falhas nos Cordão de Solda da estrutura metálica — deve ser realizado um ensaio ultrassónico por amostragem em, pelo menos, 20% dos cordões de solda sujeitos a esforços principais; ③ Reavaliação da inclinação das rodas — a inclinação horizontal e a inclinação vertical devem estar em conformidade com a norma GB/T 10183-2018; ④ Verificação da retilineidade do trilho — o desvio de retilineidade não deve exceder 2 mm/2 m; ⑤ Ensaio de carga — deve ser realizado um Ensaio de Carga Estática de 1,25 vezes e um Ensaio de Carga Dinâmica de 1,1 vezes a cada 2 anos.
Perguntas frequentes sobre inspeção
P: A inspeção diária e a inspeção periódica podem ser realizadas em conjunto?
R: Não. A inspeção diária é executada pelo operador e tem como foco a operação segura do equipamento; a inspeção periódica é executada pelo pessoal de manutenção e requer ferramentas especializadas e experiência. As duas inspeções têm naturezas e requisitos de qualificação do pessoal distintos, não podendo ser substituídas uma pela outra. No entanto, em postos de trabalho com baixa frequência de utilização, é possível que o pessoal de manutenção execute ambas as inspeções em simultâneo.
P: O que fazer se for detetada uma anomalia durante a inspeção e não houver Peça de reposição disponível?
R: Deve ser realizada uma classificação de risco: ① Anomalias que comprometem a segurança (falha do Freio, ruptura de fio do Cabo de Aço acima do limite, mau funcionamento do Fim de Curso) — paragem imediata e colocação da placa «Proibido usar»; ② Anomalias que afetam o desempenho mas não são urgentes (desgaste de rodas próximo do limiar, fugas de óleo no Redutor) — pode ser autorizada a reclassificação do equipamento com reparação num prazo de 15 dias; ③ Anomalias ligeiras com tendência de agravamento — devem ser incluídas no plano de manutenção do mês seguinte e sujeitas a monitorização reforçada.
P: Durante quanto tempo devem ser conservados os registos de inspeção e manutenção?
R: De acordo com o regulamento TSG 51-2023, os registos de inspeção diária devem ser conservados por, pelo menos, 1 ano; os registos de inspeção periódica por, pelo menos, 3 anos; e o relatório de exame minucioso deve ser mantido na documentação técnica do equipamento até ao sucateamento do mesmo. A Kelude Indústrias Pesadas recomenda a implementação de um sistema digitalizado de arquivo de inspeções, com um período de retenção de registos não inferior à vida útil do equipamento (30 anos).
P: A inspeção e manutenção de guindastes pode ser terceirizada?
R: Sim. A inspeção diária pode ser realizada pelo próprio operador do equipamento, mas a inspeção periódica e o exame minucioso podem ser delegados a empresas terceirizadas de manutenção devidamente habilitadas. Ao selecionar um prestador de serviços, é necessário confirmar que este possui licença de manutenção de equipamentos especiais e que os técnicos detêm o certificado de operador de equipamento especial correspondente. A Kelude oferece contratos anuais de manutenção, que incluem manutenção trimestral e exame minucioso anual.
Tabela comparativa do sistema de inspeção em três níveis
| inspeção Nível | Período | executor | Item Principal | Registrorequisitos | período de retenção |
|---|---|---|---|---|---|
| Inspeção Diária | Por Turno | Operador | Freio/Cabo de Aço/Fim de Curso | registro de operação | 1Ano |
| Mensalinspeção | Mensalmente | Técnico de Manutenção | Roda de translação/Rolamento/Gancho/Lubrificação | inspeção Tabela | 3Ano |
| Trimestreinspeção | Trimestralmente | Técnico de Manutenção | RedutorÓleo/Acoplamento/isolamento/vibração | relatório de inspeção | 3Ano |
| exame minucioso | Anualmente | Engenheiro | contraflecha/Detecção de falhas/Trilho/Ensaio de carga | Relatório Completo | Equipamentosucateamento |