Norma GB/T 22437.5-2010 para Pontes Rolantes e Pórticos

A norma GB/T 22437.5-2010 «Pontes rolantes e pórticos — Cargas e combinações de cargas — Parte 5» é a norma de referência para o cálculo de cargas no projeto estrutural de pontes rolantes e pórticos. A norma especifica as cargas e os respetivos métodos de combinação a considerar durante a vida útil de projeto destes equipamentos, correspondendo à ISO 8686-5:1992 (IDT). Em conjunto com a norma GB/T 3811 e a GB/T 22437.1, constitui o sistema de cargas para pontes rolantes e pórticos.

A norma GB/T 22437.5-2010 é a 5.ª parte da série de normas sobre cargas e combinações de cargas em gruas, dedicada especificamente às características de carga e às condições de trabalho de pontes rolantes e pórticos, definindo regras de classificação e combinação de cargas. Por serem os equipamentos de elevação mais amplamente utilizados, o cálculo das combinações de cargas para pontes rolantes e pórticos é particularmente representativo. Este artigo apresenta uma interpretação sistemática do conteúdo principal da norma.

GB/T 22437.5-2010 — Cargas e combinações de cargas para pontes rolantes e pórticos


Posicionamento da norma e características de carga de pontes rolantes e pórticos

A norma GB/T 22437.5-2010 é dedicada ao cálculo de cargas para pontes rolantes e pórticos. As características estruturais destes equipamentos determinam a especificidade da sua análise de cargas: a estrutura em caixa formada pela viga principal e pelas cabeceiras suporta predominantemente esforços de flexão vertical; o carro de elevação, ao deslocar-se sobre o trilho, gera cargas locais por roda; as forças de inércia horizontais durante a translação da ponte e as forças laterais de obliquidade produzem cargas horizontais adicionais sobre as cabeceiras e os trilhos. Ao contrário das gruas móveis e das gruas de torre, o efeito da carga de vento em pontes rolantes e pórticos é comparativamente reduzido (em utilização interior, a carga de vento não é considerada; apenas nos pórticos exteriores é necessário o seu cálculo). Além disso, a carga por roda do carro de elevação constitui uma fonte importante de tensões locais na viga principal, exigindo um cálculo específico.

Classificação de cargas

Cargas principais (P) — peso próprio (massa de todos os componentes estruturais e acessórios, incluindo viga principal, cabeceiras, estrutura do carrinho, cabine do operador, passarelas de equipamento elétrico, etc.), carga de elevação (capacidade nominal + peso do spreader + peso da parte suspensa do cabo de aço) e forças de inércia resultantes do peso próprio (forças de inércia horizontais durante o arranque/frenagem do carro e da ponte). O coeficiente dinâmico de elevação φ₂ é determinado entre 1,0 e 1,6, em função da velocidade de elevação e do modo de acionamento. O coeficiente de impacto φ₃ (carga de impacto quando a ponte e o carro transitam sobre juntas de trilho) é considerado entre 1,0 e 1,4.

Cargas adicionais (A) — carga de vento (apenas para pórticos exteriores; pressão de vento em condição de trabalho de 250 N/m²; em condições de tempestade, considera-se o vento com período de retorno de 50 anos), carga de temperatura (para comprimentos superiores a 80 m ou quando a diferença de temperatura entre fabrico e instalação exceder 20 °C, devem ser consideradas as tensões resultantes da dilatação térmica) e carga de neve (em regiões com possibilidade de acumulação de neve).

Cargas especiais (S) — cargas de montagem e desmontagem, cargas de colisão (força de impacto nos amortecedores) e cargas de teste (1,25 × carga nominal em ensaio estático; 1,1 × carga nominal em ensaio dinâmico). A força de colisão nos amortecedores de pontes rolantes e pórticos é calculada com base na energia cinética de colisão correspondente a 85%–100% da velocidade nominal da ponte, multiplicada por um fator de carga dinâmica entre 1,0 e 1,5.

Coeficiente dinâmico de elevação
φ₂=1,0~1,6
Conforme velocidade de elevação
Coeficiente de impacto
φ₃=1,0~1,4
Impacto em juntas de trilho
Carga por roda do carrinho
Carga local
Dimensionamento da alma da viga principal
Carga de vento exterior
250 N/m² (trabalho)
Conforme região (tempestade)
Força lateral de obliquidade
Obliquidade na translação da ponte
Força horizontal = 1/10 da carga por roda
Fator de segurança
Condição A/B n≥1,22
Condição C n≥1,10

Combinações de cargas e condições de trabalho

A norma define três combinações de cargas fundamentais para pontes rolantes e pórticos:

Condição A (funcionamento normal, sem vento) — P, utilizada para a verificação de resistência da viga principal e das cabeceiras em pontes rolantes em ambiente interior, sem vento. Fator de segurança n≥1,22 (em relação ao limite de escoamento, n=1,48; em relação à resistência à tração, n=2,5). Nesta condição, devem também ser verificadas a rigidez estática vertical e a rigidez dinâmica da viga principal (flecha a carga plena não superior a L/750; frequência própria da viga principal ≥2 Hz com o carro posicionado no meio do vão).

Condição B (funcionamento com vento, exterior) — P+A, utilizada para a verificação de resistência de pórticos exteriores em condição de trabalho, com sobreposição da carga de vento em serviço. Fator de segurança n≥1,22.

Condição C (tempestade, fora de serviço) — P + A de tempestade, utilizada para a verificação de resistência de pórticos exteriores em condição fora de serviço (após deslocamento para a posição de ancoragem e fixação dos grampos de trilho). Fator de segurança n≥1,10.

Para pontes rolantes e pórticos, a combinação de cargas mais relevante é a Condição A — com o carro a carga plena posicionado no meio do vão, a viga principal está sujeita à tensão de flexão máxima e à flecha máxima; com o carro a carga plena posicionado na extremidade da viga principal, esta está sujeita à tensão de corte máxima. Nestas duas posições mais desfavoráveis, verificam-se respetivamente a resistência, a rigidez e a estabilidade da viga principal.

Cálculo da carga por roda do carrinho

A norma enfatiza especificamente o método de cálculo da carga por roda do carrinho: P_w = (Q + G_t + G_h)/n, onde Q é a capacidade de elevação nominal, G_t é o peso próprio do carrinho, G_h é o peso do moitão e n é o número de rodas. A distribuição da carga por roda deve considerar a posição do carrinho sobre o trilho — quando o carrinho se aproxima de uma extremidade, a distribuição de carga pelas quatro rodas torna-se desigual, com aumento da carga nas rodas mais próximas. A tensão de compressão local resultante na alma da viga principal deve ser verificada separadamente (a relação altura/espessura da alma deve satisfazer os requisitos de estabilidade local). A norma recomenda a instalação de reforços longitudinais (nervuras) na alma da viga principal, na posição correspondente ao trilho, para aumentar a resistência à pressão local.

Equipamento de Elevação Industrial Fiável para Ambientes Exigentes

A Kelude é especializada no fabrico de equipamentos de elevação robustos e de alto desempenho, concebidos para operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, mesmo nas condições mais adversas. As nossas gruas e talhas são a espinha dorsal de linhas de produção em sectores como a siderurgia, a indústria automóvel e as centrais de energia, garantindo eficiência e segurança em cada ciclo de trabalho.

Talhas de Cabo de Alta Resistência para Ciclos de Trabalho Intensivos

As talhas de cabo elétricas da Kelude são projetadas para elevações frequentes e cargas pesadas. Com mecanismos de travagem de alta segurança e limitadores de curso fiáveis, oferecem um controlo preciso e uma longa vida útil, minimizando o tempo de inatividade e os custos de manutenção. A sua construção compacta permite uma instalação versátil, adaptando-se a diferentes configurações de ponte rolante ou de pórtico.

Pontes Rolantes e Pórticos para Máxima Produtividade

Desde pontes rolantes de vão único até soluções de dupla viga para cargas extremas, a nossa gama cobre todas as necessidades de movimentação de materiais. Os pórticos, disponíveis em versões com e sem consola, são ideais para parques de armazenagem e zonas de expedição. Todas as estruturas são calculadas de acordo com a norma ISO 4301, garantindo resistência e estabilidade em operações contínuas.

Controlo Preciso e Segurança Avançada em Todas as Operações

A segurança é um pilar fundamental no nosso design. Os sistemas de controlo elétrico seguem a norma IEC 60204-32, assegurando proteção contra sobrecarga, falhas de fase e curto-circuitos. A função de anti-oscilação (anti-sway) está disponível como opção, permitindo um posicionamento rápido e preciso da carga, reduzindo o risco de acidentes e aumentando a produtividade do operador.

Manutenção Simplificada e Assistência Técnica Especializada

Projetamos os nossos equipamentos para uma manutenção simples e acessível. Os pontos de lubrificação centralizados e os componentes modulares facilitam a inspeção e a substituição de peças. A nossa equipa de assistência técnica oferece suporte completo, desde a instalação até à formação dos operadores, garantindo o melhor retorno sobre o seu investimento.

Perguntas Frequentes (FAQ)

P: Qual é a capacidade de carga máxima das vossas gruas?
R: A nossa gama standard cobre desde 1 tonelada até 50 toneladas, mas podemos desenvolver soluções personalizadas para cargas superiores mediante consulta. O dimensionamento exato depende da aplicação específica e do ciclo de trabalho.

P: As gruas podem ser operadas por controlo remoto?
R: Sim, todas as nossas pontes rolantes e pórticos podem ser equipados com sistemas de controlo remoto por rádio, permitindo uma operação segura à distância. Esta opção é altamente recomendada para ambientes com visibilidade limitada ou riscos de segurança.

P: Qual é o prazo de entrega típico para um equipamento standard?
R: Para modelos standard, o prazo de entrega é geralmente de 30 a 45 dias após a confirmação do pedido e o pagamento inicial. Projetos personalizados podem ter prazos mais longos, dependendo da complexidade da engenharia.

P: Oferecem serviço de instalação e formação?
R: Sim, a nossa equipa técnica realiza a instalação completa e fornece formação detalhada aos operadores e ao pessoal de manutenção. O nosso objetivo é garantir que a sua equipa opere o equipamento com total segurança e eficiência.

verificaçãoitem Cargaposição condições de operação requisitos da norma
Viga Principalmáximo Momento fletor Carro Carga plenaemmeio do vão A flexão Tensão≤[σ]
Viga Principalmáximo Esforço cortante Carro Carga plenana extremidade A cisalhamento Tensão≤[τ]
meio do vão Flecha Carro Carga plenaemmeio do vão A ≤L/750~L/1000
Cabeceiraconexão Ponte Frenagemforça+Carro Frenagemforça A Parafuso/Cordão de Solda Resistência
estabilidade geralcaracterística totalcombinação de cargas B/C resistência ao tombamento/resistência ao vento
Viga Principalvibração própria Frequência Em vazio A ≥2Hz

Cargas Especiais em Guindaste de Pórtico

R: Em comparação com a ponte rolante, o guindaste de pórtico está sujeito a cargas adicionais específicas: a carga de vento atuante nos estabilizadores, cuja altura elevada (podendo ultrapassar 30 m) gera forças horizontais e momentos fletores significativos na ligação entre o estabilizador e o pórtico. O momento de tombamento nos estabilizadores quando o carro opera com carga plena na extremidade em balanço. As forças laterais horizontais resultantes do deslocamento oblíquo da ponte — quando as duas extremidades da ponte não estão sincronizadas, o guindaste se desvia nos trilhos, produzindo forças horizontais perpendiculares à direção do trilho, que atuam no aro de roda e na lateral do trilho. A norma especifica que a força lateral oblíqua F_s deve ser calculada como (1/8~1/10) P_w (onde P_w é a carga máxima por roda da ponte rolante). Guindastes de pórtico para uso externo devem ainda considerar a carga de vento atuante nos grampos de trilho e nos dispositivos de ancoragem durante condições de tempestade. A Kelude Indústrias Pesadas elabora o espectro de carga em conformidade com a ISO 4301 no projeto estrutural de pontes rolantes e pórticos, garantindo que a resistência estrutural atenda aos requisitos de todas as condições de operação.


Tabela Comparativa de Combinação de Cargas

A tabela comparativa a seguir apresenta os parâmetros essenciais de configuração para a combinação de cargas em pontes rolantes e pórticos, servindo de referência para profissionais de seleção e operação.

← Deslize a tabela para vê-la completa →
combinação de cargas grupo de cargaresultante Coeficientevalor adotado condições de trabalho aplicáveis
combinação A Peso Próprio+carga nominal φ=1.35 operação normal(interior)
combinação B Peso Próprio+carga nominal+carga de vento φ=1.35 operação normal(exterior)
combinação C Peso Próprio+carga de teste(1.25vezes) φ=1.25 Ensaio de carga
combinação D Peso Próprio+rajadacarga de vento φ=1.15 condição fora de serviço

Perguntas Frequentes

P: Quais são os requisitos específicos de rigidez e flecha para a Viga Principal de uma Ponte Rolante?
R: A norma exige que a rigidez estática vertical da Viga Principal (Flecha no meio do vão com Carga plena) não exceda L/750 (grupos A1 a A5) ou L/1000 (grupos A6 a A8). A rigidez estática horizontal (deformação horizontal da Viga Principal durante a Frenagem da Ponte) não deve exceder L/2000. A rigidez dinâmica (Frequência mínima de vibração natural da Viga Principal com Carga plena) não deve ser inferior a 2 Hz, de modo a evitar desconforto para o operador e oscilação excessiva da carga içada. Embora estes Indicadores de Rigidez não afetem a segurança estrutural da mesma forma que a Resistência, determinam diretamente a Precisão de Posicionamento do içamento e o conforto de operação. No projeto, muitos fabricantes de guindastes controlam a Flecha entre L/1000 e L/1200 para aumentar a competitividade do produto.
P: Por que a carga de temperatura deve ser considerada em pontes rolantes e pórticos?
R: O comprimento da viga principal de uma ponte rolante ou pórtico pode atingir 30~50 m ou mais — no caso de guindastes de pórtico de grande porte, o vão pode ultrapassar 100 m. A estrutura de aço expande e contrai com as variações de temperatura: para cada 100 m de comprimento, a dilatação é de aproximadamente 12 mm a cada aumento de 10 °C. Se as extremidades da viga principal forem rigidamente ligadas às cabeceiras, impedindo a livre dilatação, surgem tensões térmicas na estrutura. A norma especifica que a carga de temperatura deve ser calculada nas seguintes situações: 1) comprimento da viga principal superior a 80 m; 2) diferença entre a temperatura ambiente na fabricação e a temperatura ambiente em serviço superior a 20 °C; 3) guindastes de pórtico utilizados ao ar livre. A solução habitual para a carga de temperatura consiste em adotar um apoio articulado numa das extremidades — uma fixa e outra móvel — para libertar as tensões térmicas.
P: Como surge a força lateral de desalinhamento na translação da ponte e quais são os seus riscos?
R: A força lateral de desalinhamento na translação da ponte é um fenómeno de carga específico das pontes rolantes e guindastes de pórtico. Quando os motores elétricos nas duas extremidades da ponte não estão sincronizados (diferença de velocidade de rotação superior a 1%), o desgaste das rodas de translação é desigual ou o trilho não está perfeitamente retilíneo, o guindaste tende a apresentar um ângulo de desvio em relação ao trilho durante o deslocamento. Este ângulo de desvio provoca o contacto entre o flange da roda e a face lateral do trilho, gerando uma força lateral horizontal F_s perpendicular à direção do trilho. Esta força atua sobre a cabeceira, criando um momento fletor adicional na ligação entre a cabeceira e a viga principal. Em ciclos repetidos de deslocamento, a força lateral de desalinhamento também acelera o desgaste da face lateral do trilho e o desgaste do flange das rodas. A norma recomenda a adoção de sincronização elétrica dos motores nas duas extremidades da ponte (com feedback de velocidade) em conjunto com rodas guias horizontais para minimizar a força lateral de desalinhamento.
P: A combinação de cargas em pontes rolantes e pórticos inclui condições de carga excêntrica?
R: Sim. Os requisitos da norma consideram as seguintes condições de carga excêntrica: 1) Quando o carro está posicionado no meio do vão, mas a carga de elevação está suspensa de forma excêntrica (o ponto de içamento desviado da linha central do carro), gerando torção na viga principal e nas cabeceiras; 2) Quando as rodas de translação de uma extremidade da ponte ficam suspensas ou parcialmente descarregadas (devido a irregularidades no trilho ou deformação das cabeceiras), resultando no aumento da carga por roda na extremidade oposta; 3) Em operações de içamento combinado com carro duplo ou múltiplos carros, a distribuição desigual de carga entre eles. O coeficiente de carga excêntrica é geralmente adotado entre 1,1 e 1,3, devendo o valor específico ser determinado com base nas condições reais de operação. Em condições de operação com equipamentos especiais de elevação, como garras ou eletroímãs de elevação, a determinação do coeficiente de carga excêntrica deve ser ainda mais criteriosa.

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