Guia de Redação do Manual de Operação para Grua de Torre

A norma GB/T 17909.3-2006 «Guindastes — Manual de Operação — Parte 3: Gruas de Torre» é a norma específica para a elaboração de manuais de operação de gruas de torre. A norma define o âmbito do conteúdo, o formato de elaboração e os requisitos de informação do manual de operação. Dado que as gruas de torre operam a grandes alturas, são frequentemente montadas e desmontadas e dependem fortemente de fundações e amarrações, o manual deve fornecer orientações claras para estas fases de trabalho específicas.

A norma GB/T 17909.3-2006 é a Parte 3 da série de normas para manuais de operação de guindastes, dedicada especificamente à regulamentação do conteúdo, formato e requisitos de segurança dos manuais de operação de gruas de torre. O processo de montagem e desmontagem de uma grua de torre é complexo, pelo que o manual de operação deve incluir procedimentos detalhados de montagem e desmontagem, bem como precauções de segurança. Segue-se uma análise detalhada dos requisitos de elaboração desta norma.

Norma GB/T 17909.3-2006 para manuais de operação de gruas de torre


Posicionamento da norma e conteúdo principal do manual

A norma GB/T 17909.3-2006 corresponde à ISO 9928-3:2007 (IDT) e estabelece requisitos específicos para a elaboração de manuais de operação de gruas de torre, com base nos princípios gerais da GB/T 17909.1. Ao contrário dos guindastes móveis, as gruas de torre são normalmente instaladas em estaleiros e utilizadas de forma fixa durante longos períodos. Para além das operações diárias, o conteúdo principal do manual deve destacar: o projeto da fundação e os requisitos do solo (que determinam onde a grua pode ser instalada com segurança), o projeto e a instalação das escororas de amarração (que determinam se a grua pode ser elevada com segurança), os procedimentos de escalada e adição de seções (a fase mais perigosa da montagem e desmontagem) e as medidas de proteção contra tempestades.

Conteúdo obrigatório do manual de operação

O manual de operação de uma grua de torre deve ser estruturado da seguinte forma: Capítulo 1 — Visão geral: modelo da grua, fabricante, número de série, ano de fabrico, campo de aplicação (níveis e limitações das condições de operação); Capítulo 2 — Parâmetros Técnicos: Capacidade de elevação máxima e alcance para cada condição de operação (tabela de cargas), Altura livre e altura máxima ancorada, dimensões da seção transversal do mastro de torre e especificações dos banzos principais, Velocidade de giro, velocidade de derricagem e Velocidade de Elevação (valores para cada velocidade), Peso Próprio e peso do lastro/Contrapeso, valores de carga da fundação (forças verticais, forças horizontais e Momento fletor máximos).

Capítulo 3 — Fundação e solo: tipo de fundação (fundação em cruz, fundação quadrada, fundação por estacas, etc.), dimensões da fundação e desenhos de armadura, Classe de resistência do concreto (≥C30), capacidade de carga do solo (≥200kPa) e requisitos de tratamento do solo. Capítulo 4 — Montagem e desmontagem: requisitos do local de montagem (planeza, resistência do solo, obstáculos na área de rotação); seleção do guindaste de montagem (tonelagem e comprimento da lança); procedimentos de montagem das seções padrão da torre (peso de cada seção e pontos de içamento); procedimentos de montagem do Braço de equilíbrio e da Lança (incluindo o momento de instalação do Contrapeso); procedimentos de escalada e adição de seções (processo completo de introdução, elevação, extração e posicionamento da seção); procedimentos de instalação das escororas de amarração (espaçamento entre amarrações e ângulo das escororas).

Capítulo 5 — Instruções de operação: lista de verificação de segurança antes da operação; métodos de operação e precauções para os mecanismos de Elevação/giro/derricagem; instruções do Anemômetro (velocidade máxima do vento em condição de trabalho ≤20m/s); valores de definição e significado dos alarmes do limitador de momento de carga (LMI); requisitos de iluminação para trabalho noturno. Capítulo 6 — Dispositivos de segurança: limitador de momento de carga, Fins de Curso (limite de altura, limite de alcance, limite de giro, fim de curso do carro), Anemômetro, Sistema Anticolisão (quando várias gruas operam no mesmo local) — métodos de definição e ciclos de teste.

Curva de carga
Alcance — Capacidade
tabela de dados detalhada
Parâmetros da fundação
Força vertical/horizontal
Momento fletor (trabalho+tempestade)
Procedimento de escalada
Introdução e elevação da seção
extração e posicionamento
Escorora de amarração
Espaçamento/ângulo/Elemento Embutido
Carga de cálculo
Dispositivos de segurança
LMI + Fins de Curso + Anemômetro
valores de definição e testes
Proteção contra tempestades
Rotação livre da lança
grampo de trilho + ancoragem

Requisitos especiais para o procedimento de escalada e adição de seções

A operação de escalada e adição de seções de uma grua de torre é a fase mais perigosa da montagem e desmontagem — durante este processo, o mastro de torre não se encontra totalmente fixo, e qualquer erro numa das etapas pode provocar o colapso da torre. A norma exige que o manual de operação inclua um procedimento detalhado de escalada e adição de seções: preparação antes da escalada — verificar o nível de óleo e as ligações das tubagens do sistema hidráulico de elevação, confirmar o engate entre a viga de elevação e os degraus, e equilibrar a grua (movendo o carro ou ajustando a carga para que o mastro fique em equilíbrio). Operação de escalada — procedimento da Estação de Bomba Hidráulica (arranque, pressurização, elevação, travamento, retração, ciclo seguinte), travamento mecânico após a elevação de cada seção padrão (inserção do pino de segurança ou posicionamento do mecanismo de escalada). Precauções durante a escalada — a velocidade do vento não pode exceder o nível 7 (≤15m/s), é proibido girar ou elevar durante a escalada, e a viga de elevação deve estar completamente engatada antes de iniciar o ciclo seguinte.

Elaboração da tabela de cargas

A norma exige que a tabela de cargas de uma grua de torre inclua: os valores de alcance — capacidade de elevação para cada combinação de comprimento da lança (diferentes comprimentos da lança principal, combinações de lança principal + lança auxiliar); o intervalo de alcance entre pontos de dados não deve exceder 1m (0,5m para gruas de torre de montagem rápida); a curva de capacidade de carga deve ser apresentada tanto em formato de tabela como em gráfico. O gráfico deve indicar a curva de altura de elevação (Altura de elevação máxima para diferentes alcances) e a curva de Limitação de capacidade (curva de carga nominal definida pelo limitador de momento de carga, que não pode ser excedida durante a utilização). Os valores na tabela de cargas devem incluir o peso do Gancho e do Spreader (espalhador de elevação) (ou indicar que devem ser deduzidos separadamente). Os manuais fornecidos com as gruas de torre Kelude são elaborados de acordo com esta norma, em versão bilingue chinês-português, e incluem curvas de capacidade de carga a cores.


Tabela comparativa para elaboração de manuais de operação de gruas de torre

A tabela comparativa seguinte apresenta a configuração dos parâmetros principais para a elaboração de manuais de operação de gruas de torre, servindo de referência para seleção e utilização.

Pontes Rolantes e Guindastes Industriais

A Kelude é um fabricante profissional de pontes rolantes e guindastes industriais, dedicado a fornecer soluções personalizadas de elevação para o mercado europeu. Os nossos equipamentos são amplamente utilizados em oficinas, armazéns, linhas de produção e estaleiros, garantindo operações eficientes e seguras.

P: Qual é o prazo de entrega típico para uma ponte rolante personalizada?
R: O prazo de entrega depende da complexidade do equipamento e da carga de trabalho da fábrica. Normalmente, varia entre 30 a 90 dias após a aprovação do desenho técnico.

P: Que normas de segurança são aplicadas aos produtos da Kelude?
R: Os nossos equipamentos são projetados em conformidade com as normas internacionais, incluindo ISO 4301 para classificação de mecanismos e IEC 60204-32 para equipamento elétrico. A análise de risco é realizada de acordo com a diretiva de máquinas da UE.

P: É possível integrar uma ponte rolante existente com novos sistemas de controlo?
R: Sim, oferecemos serviços de modernização e retrofit. Podemos substituir o sistema elétrico, instalar variadores de frequência e implementar controlo remoto, melhorando a segurança e a eficiência do equipamento antigo.

P: Que tipo de manutenção é necessária para uma ponte rolante?
R: Recomendamos uma inspeção mensal dos componentes críticos, como travões, cabos de aço e limitadores. A manutenção preventiva anual, realizada por técnicos qualificados, é essencial para garantir a longevidade e a segurança do equipamento.

P: A Kelude oferece serviços de instalação e formação?
R: Sim, a nossa equipa técnica pode realizar a instalação completa no local e fornecer formação detalhada aos operadores e ao pessoal de manutenção, garantindo uma utilização correta e segura do equipamento.

← Deslize a tabela para vê-la completa →
Elaboração de Seções requisitos de conteúdo Segurança Operacional requisitos de gestão
Plano de Montagem e Desmontagem Fundaçãorequisitos/etapas de instalação/Ancoragem à Estrutura Delimitação de Área de Vigilância de Segurança Aprovação e Autorização
instruções de operação Elevação / Içamento/Rotação/operação de lança Proibido Içamento Inclinado/Mudança Rápida de Direção Sinalização por Operador Designado
Características de Elevação Tabela de capacidade/curva carga-alcance Proibidosobrecarga/Sobrecarga Torque limitador de momento de cargaverificação
manejo de emergência Vento Forte/Tempestade com Raios/Desenergização/desligamento de emergência Lança Rotação Liberação plano de emergência Simulado

Perguntas frequentes

P: Por que os valores de carga na base indicados no Manual de Operação da grua de torre são tão importantes?
R: Os valores de carga na base correspondem às cargas máximas transmitidas pela grua à fundação, calculadas pelo fabricante com base na combinação de cargas mais desfavorável (combinação adicional em condição fora de serviço, com vento de tempestade — condições de operação C). Incluem a força vertical F_v (peso próprio + lastro + contrapeso), a força horizontal F_h (carga de vento + força de inércia de rotação) e o momento de tombamento M (carga de vento + combinação de cargas). O pessoal de projeto da fundação deve utilizar estes valores para efetuar os três cálculos de verificação: resistência ao tombamento, resistência ao deslizamento e capacidade de carga do solo. Se os valores de carga na base não forem precisos ou se o projeto da fundação não os considerar, a grua poderá tombar durante o serviço ou em condições de vento forte — um dos tipos de acidente mais graves em gruas de torre. O utilizador não pode, por iniciativa própria, reduzir as dimensões da fundação nem diminuir a classe de resistência do concreto.
P: Que orientações fornece o Manual de Operação para a instalação das escoras de amarração?
R: O Manual de Operação deve incluir as seguintes indicações relativas à amarração: 1) a altura da primeira amarração em relação ao solo (normalmente entre 70% e 80% da altura livre do mastro de torre); 2) o espaçamento entre amarrações consecutivas (diferença de altura entre duas amarrações adjacentes, geralmente entre 15 e 25 m); 3) o comprimento das escoras e a respetiva gama de ajuste (reguláveis telescopicamente para se adaptarem a diferentes distâncias do edifício); 4) a posição do ponto de ligação das escoras ao mastro de torre (distância ao nó do mastro); 5) a especificação dos Elementos Embutidos e os requisitos de instalação no ponto de ligação das escoras ao edifício; 6) os requisitos de Pré-Carga das escoras (normalmente 10% a 15% da carga de projeto). O ângulo de instalação das escoras (ângulo em relação ao plano horizontal) deve ser controlado dentro de ±15°.
P: O que é uma "grua de torre de montagem rápida"? Em que difere o seu Manual de Operação?
R: Uma grua de torre de montagem rápida é um tipo de grua que, graças ao seu próprio mecanismo, consegue ser erguida e recolhida num curto espaço de tempo, sem necessitar de grua auxiliar para a montagem. O seu Manual de Operação distingue-se pelos seguintes aspetos: 1) descreve detalhadamente o processo de auto-montagem, desde o estado de transporte até à condição de trabalho (elevação do mastro de torre com cilindro hidráulico, extensão da lança e colocação do lastro); 2) os valores de pressão do sistema hidráulico e os ajustes da válvula de segurança durante a auto-montagem devem estar claramente indicados; 3) cada etapa do processo de auto-montagem deve ser ilustrada, assinalando as precauções de segurança nos pontos críticos de operação. Em comparação com uma grua de torre padrão, o Manual de Operação de uma grua de montagem rápida enfatiza o "controlo do processo" em vez da "montagem da estrutura".
P: Que requisitos da norma são indicados no Manual de Operação para operação cruzada de múltiplas gruas?
R: Quando existem múltiplas gruas em operação cruzada no estaleiro (sobreposição das zonas de rotação das lanças), os requisitos da norma estabelecem que o Manual de Operação deve incluir: 1) instruções de operação do sistema anticolisão (como radar anticolisão ou sistema de fim de curso interligado); 2) especificações para a diferença de altura entre gruas (a diferença de altura entre lanças adjacentes não deve ser inferior a 2m); 3) regras de partilha das zonas de rotação por setor ou por turnos (sob coordenação do responsável de segurança do estaleiro); 4) método de ensaio e frequência de teste do sistema anticolisão (teste antes de cada turno). Caso o manual não inclua orientações anticolisão para múltiplas gruas, estas devem ser complementadas no plano de segurança do estaleiro.

Artigos relacionados

contact

contact us

phone:
+86 13903802779

mail:3915269@qq.com

Working hours: Monday to Friday

Wechat
Wechat
SHARE
TOP