Seleção e Critérios de Rejeição de Cabo de Aço para Guindaste Móvel

A norma GB/T 24811.2-2009 — Cabos de aço para equipamentos de elevação — Parte 2: Cabos de aço para guindastes móveis é a norma específica para a seleção e instalação de cabos de aço em guindastes móveis. Com base nos requisitos gerais da Parte 1, esta norma detalha os requisitos de cálculo de seleção, instalação, manutenção e descarte de cabos de aço, considerando as características específicas dos guindastes móveis, como a estrutura de lança telescópica, o sistema de múltiplas polias e o enrolamento e desenrolamento frequentes.

A norma GB/T 24811.2-2009 é a Parte 2 da série de normas para cabos de aço de guindastes, estabelecendo disposições mais específicas para o cálculo de seleção e os critérios de rejeição de cabos de aço em guindastes móveis. As condições de trabalho dos cabos de aço em guindastes móveis são complexas, exigindo requisitos de seleção e descarte mais direcionados. Segue uma análise dos principais pontos desta norma.

Norma GB/T 24811.2-2009 para cabos de aço de guindastes móveis


Posicionamento da norma e características dos cabos em guindastes móveis

A GB/T 24811.2-2009 é a Parte 2 da série GB/T 24811, dedicada especificamente ao uso de cabos de aço em guindastes móveis. As condições de trabalho dos cabos de aço em guindastes móveis são mais severas do que em pontes rolantes e pórticos: o cabo de elevação passa por múltiplas polias guia no interior da lança telescópica, com mudanças frequentes na direção de curvatura; o cabo é enrolado e desenrolado com frequência (a cada operação de içamento), sofrendo a sobreposição de fadiga por flexão alternada e fadiga por tração; durante a extensão/recolhimento da lança, o cabo de extensão acompanha o movimento da lança, suportando cargas adicionais de tração e flexão. Além disso, a substituição do cabo de aço em um guindaste móvel é mais complexa do que em um guindaste fixo — é necessário passar sequencialmente pelo sistema de polias guia no interior da lança telescópica, com espaço de instalação limitado.

Requisitos de seleção do cabo de aço

A norma especifica requisitos detalhados para a seleção de cabos de aço nos diversos mecanismos de guindastes móveis: cabo de elevação — deve-se utilizar cabo de aço antirrotação (não rotativo), como estruturas de múltiplos cordões 18×7, 19×7 ou 35(W)×7. Isso se deve ao fato de que o cabo de elevação em guindastes móveis passa por uma única polia na ponta da lança (sem roldana compensadora), e o torque gerado pela carga suspensa tende a provocar a rotação do cabo. A rotação de um cabo de aço comum (como 6×37) faria a lingada e o gancho girarem, comprometendo a precisão de posicionamento. O fator de segurança mínimo para o cabo de elevação é ≥3,5 (em relação à força mínima de ruptura).

Cabo de extensão da lança — o cabo de extensão/recolhimento da lança telescópica (ou cabo do cilindro de extensão) suporta esforços de tração consideráveis durante a extensão/recolhimento da lança. O fator de segurança mínimo para o cabo de extensão é ≥4. Deve-se selecionar um tipo de cabo com boa flexibilidade e resistência ao desgaste (como 6×36WS ou 6×26WS). O cabo de aço de lufada (utilizado no sistema de variação de alcance de guindastes de lança treliçada sobre esteiras) deve ter fator de segurança ≥3,5. O cabo de lufada normalmente utiliza construção 6×37+IWRC (alma de cabo de aço independente), suportando cargas estáticas significativas e impactos dinâmicos.

Fator de segurança — elevação
≥3,5
Cabo antirrotação
Fator de segurança — extensão
≥4
Alta resistência ao desgaste
Estrutura antirrotação
18×7/19×7
35(W)×7
Relação diâmetro da polia
D/d≥18 (elevação)
D/d≥14 (extensão)
Relação diâmetro do tambor
D/d≥16
Bobinagem multicamada D/d≥18
Ruptura de fios — rejeição
Dentro de um passo de torção
≥5% do total de fios

Requisitos de compatibilidade com polias e tambores

A norma estabelece requisitos dimensionais específicos para a compatibilidade entre o cabo de aço e as polias e tambores em guindastes móveis, fator crítico para garantir a vida útil do cabo: relação entre o diâmetro da polia D e o diâmetro do cabo d (D/d) — polia de elevação ≥18 (guindaste de lança telescópica hidráulica) ou ≥20 (guindaste de lança treliçada); polia guia da lança telescópica ≥14; polia de lufada ≥16. Relação entre o diâmetro da base do tambor D_d e o diâmetro do cabo — tambor de elevação D_d/d≥16 (≥18 para bobinagem multicamada). Raio da garganta da polia R=(0,53~0,56)×d, profundidade da garganta da polia h≥1,5d. Quanto maiores essas relações, maior o raio de curvatura do cabo, menores as tensões de flexão e maior a vida útil. Relações excessivamente baixas aceleram a fratura por fadiga por flexão do cabo.

Requisitos especiais de instalação e manutenção

A instalação e a manutenção de cabos de aço em guindastes móveis apresentam requisitos especiais: durante a instalação, o cabo deve passar por um dispositivo de rotação para liberar as tensões internas (particularmente em cabos antirrotação, cuja instalação inadequada pode comprometer a resistência à rotação). Ao passar pelas polias internas da lança, o cabo não pode entrar em atrito com a parede interna da lança; devem ser instalados roletes guia ou buchas de desgaste para proteger o cabo. Durante a extensão/recolhimento da lança, a tensão do cabo de extensão deve ser mantida constante (através de tensor de mola ou dispositivo hidráulico de tensionamento).

Pontos-chave de inspeção diária — a inspeção dos cabos de aço em guindastes móveis deve dar atenção especial às seguintes áreas: polia da ponta da lança (maior frequência de flexão e local mais comum de ruptura de fios); extremidade fixa no tambor (concentração de tensões na placa de fixação); polias guia internas da lança telescópica (não visíveis diretamente, exigindo inspeção por boroscópio); segmento do cabo em contato com a extremidade da lança telescópica (condição de desgaste da camada de proteção). Intervalo de inspeção — inspeção visual diária antes da operação, inspeção detalhada semanal (incluindo medição do diâmetro e contagem de fios rompidos), e exame minucioso mensal (incluindo teste de tensão do cabo e verificação do estado de lubrificação interna).

Pontes Rolantes e Guindastes Industriais

A Kelude é especializada no fabrico de pontes rolantes e guindastes industriais de alta qualidade, concebidos para responder às exigências de diversos setores, como a indústria transformadora, a logística e a construção. As nossas soluções combinam tecnologia avançada, materiais de elevada resistência e um rigoroso controlo de qualidade, garantindo desempenho, fiabilidade e segurança nas operações diárias.

Engenharia de Pontes Rolantes para Máxima Eficiência

As nossas pontes rolantes são projetadas para otimizar o fluxo de trabalho e aumentar a produtividade. Com opções de comando por rádio ou cabina, e velocidades de elevação e translação ajustáveis, cada equipamento é configurado para se adaptar perfeitamente às necessidades específicas de cada aplicação. A estrutura de viga dupla ou simples é fabricada com aço de alta resistência, assegurando estabilidade e durabilidade mesmo em condições de operação severas.

Guindastes de Coluna e Braço para Postos de Trabalho

Para operações localizadas ou linhas de montagem, os guindastes de coluna e braço articulado oferecem uma solução ergonómica e económica. Permitem a movimentação precisa de cargas em áreas de trabalho definidas, reduzindo o esforço dos operadores e aumentando a segurança. Estão disponíveis em várias capacidades e alcances, com opções de montagem em piso ou parede.

Componentes e Acessórios para Manuseamento de Cargas

Complementamos as nossas soluções com uma vasta gama de componentes e acessórios, incluindo talhas elétricas de cabo e corrente, carros de transferência, e sistemas de controlo de carga. Todos os componentes são selecionados pela sua robustez e precisão, garantindo uma integração perfeita com o seu equipamento principal e um ciclo de vida prolongado.

Manutenção e Suporte Técnico Especializado

Oferecemos serviços completos de manutenção preventiva e corretiva, bem como assistência técnica especializada, para assegurar a máxima disponibilidade e segurança do seu equipamento. A nossa equipa de engenheiros está disponível para realizar inspeções periódicas, diagnóstico de avarias e reparações rápidas, minimizando o tempo de inatividade e prolongando a vida útil dos seus sistemas de elevação.

Contacte-nos para uma Solução à Medida

Na Kelude, entendemos que cada operação é única. A nossa equipa comercial e técnica está preparada para o aconselhar e desenvolver a solução de elevação mais adequada ao seu orçamento e requisitos operacionais. Contacte-nos para obter um orçamento personalizado ou para mais informações sobre a nossa gama de produtos e serviços.

P: Que capacidade de carga está disponível para as pontes rolantes?

R: As nossas pontes rolantes são fabricadas numa ampla gama de capacidades, desde cargas ligeiras até aplicações de alta tonelagem. A capacidade exata é determinada com base na aplicação específica e nos requisitos do cliente, garantindo sempre uma margem de segurança adequada.

P: Qual é o prazo de entrega típico para um guindaste de coluna?

R: O prazo de entrega pode variar consoante a complexidade da configuração e a carga de trabalho da nossa fábrica. Geralmente, para modelos standard, o prazo é de 30 a 45 dias úteis. Projetos personalizados podem requerer um prazo adicional para engenharia e fabrico.

P: Oferecem serviços de instalação e formação?

R: Sim, oferecemos serviços completos de instalação realizados por técnicos especializados, bem como formação para os operadores e equipa de manutenção. O nosso objetivo é garantir que o seu equipamento seja colocado em funcionamento de forma segura e eficiente.

P: Que normas de segurança os vossos produtos cumprem?

R: Os nossos equipamentos são projetados e fabricados de acordo com as normas internacionais de segurança e qualidade, incluindo referências como ISO 4301 para classificação de mecanismos e IEC 60204-32 para equipamento elétrico. Cumprimos rigorosamente os regulamentos de segurança aplicáveis na União Europeia.

Local de Aplicação Recomendadoestrutura Fator de segurança D/d Relação pontos-chave de inspeção
cabo de elevação 18×7/19×7 Resistência Rotação ≥3.5 ≥18 polia da ponta da lança Pontoruptura de fio
Telescopagem Cabo de Aço 6×36WS/6×26WS ≥4 ≥14 Interno Polia guia Desgaste
Cabo de aço de lufada 6×37+IWRC ≥3.5 ≥16 Fixação Extremidades Junta
lança auxiliar Cabo de Aço 19×7 Resistência Rotação ≥3.5 ≥18 Enrolamento Polia Seção
lança treliçada Elevação / Içamento 35(W)×7 Resistência Rotação ≥3.5 ≥20 Aparência do Comprimento Total+Tensão

Critérios de rejeição detalhados

Com base nos critérios gerais de rejeição da Parte 1, a norma especifica critérios de rejeição adaptados às condições de operação do cabo de aço em guindastes móveis: Ruptura de fio — quando o número de fios rompidos num passo de torção atinge 5% do total de fios, o cabo deve ser sucateado (mais rigoroso que os 10% da Parte 1), uma vez que o diâmetro mais fino dos fios e a maior frequência de flexão nos guindastes móveis aceleram a propagação das ruturas. Desgaste — o cabo de elevação deve ser rejeitado quando o desgaste externo (redução de diâmetro) exceder 3% do diâmetro nominal (na Parte 1, o limite é 7%). Corrosão — dado o uso ao ar livre dos cabos em guindastes móveis, a inspeção de corrosão deve ser mais frequente; qualquer ponto de corrosão visível a olho nu (pontos de ferrugem vermelha) deve ser registado, e a rejeição é obrigatória quando surgir uma área de corrosão contínua ≥100 mm². Cabo telescópico — se ocorrerem ruídos anormais durante a extensão/recolhimento da lança (atrito ou torção do cabo no interior da lança), o uso deve ser cessado imediatamente e o cabo inspecionado após extração. A Kelude Indústrias Pesadas oferece aos utilizadores um serviço de acompanhamento da vida útil do cabo de aço para guindastes móveis, marcando o intervalo de substituição com base na tonelagem acumulada de içamento e no tempo de calendário.


Tabela comparativa: seleção e rejeição do cabo de aço em guindastes móveis

A tabela comparativa seguinte apresenta os parâmetros e configurações essenciais para a seleção e os critérios de rejeição do cabo de aço em guindastes móveis, servindo de referência para equipas de seleção e operação.

← Deslize a tabela para vê-la completa →
Cabo de Aço Aplicação mínimo Fator de segurança requisitos de seleção critérios de descarte
Elevação principal Cabo ≥4.5 Resistência à Torção+Anticorrosão ruptura de fio≥4Unidade(10d)
Elevação auxiliar Cabo ≥4.0 Resistência à Torção+Anticorrosão ruptura de fio≥4Unidade(10d)
Cabo de lança ≥4.0 Alto Resistência+Resistência ao Desgaste ruptura de fio≥4Unidade(10d)
Motor TEFCCabo ≥3.5 Alto Resistência+Baixo Alongamento Redução de diâmetro≥5%

Perguntas frequentes

P: Porque é que o cabo de elevação de um guindaste móvel tem de ser de construção antirrotação?
R: Quando um guindaste móvel eleva uma carga, o cabo de elevação é o único elemento de suspensão ligado ao gancho (através de uma única polia na ponta da lança), ao contrário das pontes rolantes, cujos sistemas de dois ou mais cabos se anulam mutuamente em termos de torque de rotação. Um cabo de aço padrão 6×37, sob tensão, apresenta um ângulo de rotação de aproximadamente 1° a 3° por metro — num comprimento de lança de 30 m, por exemplo, o gancho pode rodar entre 30° e 90°, provocando torção do cabo, rotação da carga e, em casos extremos, torção irreversível e sucateamento do cabo. O cabo de aço antirrotação utiliza uma construção de duas ou mais camadas com torção inversa (os torques de cada perna anulam-se mutuamente), garantindo um ângulo de rotação ≤0,3°/m sob tensão, o que suprime eficazmente a rotação do gancho.
P: Porque é que a relação D/d do cabo de aço em guindastes móveis é inferior à exigida para pontes rolantes e pórticos?
R: Para pontes rolantes e pórticos, a relação D/d da polia de elevação deve ser ≥20, enquanto para guindastes móveis o requisito é ≥18. Esta diferença deve-se às limitações de espaço no interior do braço telescópico dos guindastes móveis (particularmente em modelos de média e pequena tonelagem), onde o diâmetro da polia fica condicionado pela seção transversal da lança e não pode ser dimensionado com folga. Para permitir a instalação de polias adequadas dentro do espaço restrito da lança, a norma estabelece um limite inferior mais permissivo para a relação D/d, após ponderação dos fatores envolvidos. No entanto, é importante que o utilizador tenha consciência de que quanto menor a relação D/d, menor será a vida útil à fadiga do cabo de aço — uma redução de D/d de 18 para 14 pode diminuir a vida à fadiga por flexão do cabo em cerca de 50%. Recomenda-se, portanto, optar sempre que possível por relações D/d mais elevadas, desde que o espaço disponível o permita.
P: Qual é a vida útil típica do cabo de aço de um guindaste móvel? Como saber quando é necessário substituí-lo?
R: A vida útil do cabo de aço de um guindaste móvel não tem um prazo de calendário fixo — depende de vários fatores, como frequência de içamento, carga média, ambiente de trabalho e condição das polias. Como regra geral, o cabo de elevação de um Guindauto em utilização normal dura cerca de 3000 a 8000 ciclos de içamento (ou 6 a 18 meses). Um critério de substituição mais fiável é a tonelagem acumulada içada — quando esta atinge 80% da vida útil de projeto do cabo, a frequência de inspeção deve ser reforçada. A norma especifica que o fator decisivo para a substituição é o cumprimento de qualquer indicador de sucateamento durante a inspeção: número de fios rompidos acima do limite, redução de diâmetro excessiva, corrosão ou deformação. O operador deve adotar o hábito de realizar uma inspeção visual completa do cabo antes de cada operação.
P: Como inspecionar e manter o cabo de aço de telescopagem no interior da lança?
R: A inspeção do cabo de aço no interior da lança é mais difícil do que a do cabo de elevação, uma vez que não é possível uma inspeção visual direta. A norma recomenda os seguintes procedimentos: 1) com a lança totalmente recolhida, inspecionar o segmento de cabo exposto (na extremidade da lança e no tambor); 2) com a lança estendida, fazer uma pausa breve na extremidade de cada secção e inspecionar visualmente o segmento de cabo que passa nesse ponto; 3) utilizar um endoscópio industrial (câmara com cabo articulado) para inspecionar o cabo de aço na polia guia no interior da lança; 4) prestar atenção a ruídos anormais durante a extensão/recolhimento da lança — sons de fricção, impactos ou quicamento do cabo de aço indicam possíveis danos. Em termos de manutenção: o cabo de aço de telescopagem deve receber uma aplicação de graxa especializada a cada seis meses (através dos pontos de lubrificação da lança), mantendo a lubrificação flexível da superfície do cabo.

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