Norma GB/T 27996-2011 para Mecanismo de Elevação de Guindaste Móvel

A norma GB/T 27996-2011 — «Guindaste móvel — Mecanismo de elevação» é a especificação específica para o mecanismo de elevação de guindastes móveis. A norma define os requisitos técnicos, requisitos de segurança e métodos de ensaio para o mecanismo de elevação de guindastes móveis (guindauto, guindaste todo-terreno, guindaste de esteiras, etc.), sendo aplicável a mecanismos de elevação por guincho com acionamento hidráulico e mecânico.


Campo de aplicação e enquadramento da norma

A norma GB/T 27996-2011 estabelece requisitos abrangentes especificamente para o mecanismo de elevação de guindastes móveis. O mecanismo de elevação é o sistema de suporte de carga mais crítico do guindaste móvel — a sua fiabilidade está diretamente relacionada com a segurança das operações de içamento. O mecanismo de elevação é composto por cinco componentes principais: motor hidráulico, redutor, tambor, freio e cabo de aço. O motor hidráulico é normalmente do tipo de pistão axial de cilindrada variável, permitindo regulação contínua de velocidade — ajuste automático para carga leve a alta velocidade e carga pesada a baixa velocidade. O redutor é do tipo planetário, oferecendo dimensões compactas, elevada relação de transmissão e alta capacidade de carga.

O tambor é fabricado em chapa de aço Q345B (≈S355J2) com estrutura soldada, apresentando na superfície uma garganta de cabo espiral que guia o cabo de aço para um enrolamento ordenado. O sistema de frenagem deve incluir dois freios independentes — o freio de serviço (tipo normalmente fechado, libertação hidráulica com mola, montado no eixo de alta velocidade na saída do motor hidráulico) e o Freio de Segurança (tipo normalmente aberto, montado no eixo de baixa velocidade do tambor, que fecha automaticamente em caso de falha do sistema hidráulico). O cabo de aço é de alta resistência, com resistência nominal à tração ≥1770MPa e Fator de segurança ≥5. A Kelude Indústrias Pesadas organiza a sua produção em conformidade rigorosa com as normas nacionais.


Requisitos de desempenho técnico

Interpretação da norma GB/T 27996-2011 — Mecanismo de elevação de guindaste móvel

A norma especifica requisitos de desempenho para o mecanismo de elevação, abrangendo indicadores-chave como Velocidade de Elevação nominal, velocidade mínima estável, distância de deslizamento do freio e eficiência do sistema hidráulico. A Velocidade de Elevação nominal refere-se à velocidade de elevação ou Descida do gancho sob carga nominal (m/min); os guindastes móveis apresentam geralmente a característica de ajuste automático — alta velocidade para carga leve (velocidade máxima atingida a 20%~30% da carga nominal) e baixa velocidade para carga pesada. A velocidade mínima estável é exigida ≤2m/min, satisfazendo os requisitos de içamento de precisão e posicionamento por Micromovimento.

A distância de deslizamento do freio é limitada a ≤100mm (para Altura de Elevação ≤20m) ou ≤200mm (para Altura de Elevação >20m). A capacidade de enrolamento do tambor deve ser ≥1,2 vezes a Altura de Elevação nominal (incluindo 2 voltas de segurança e margem para fixação da extremidade). A eficiência total do motor hidráulico (eficiência mecânica × eficiência volumétrica) deve ser ≥90%. A eficiência de cada estágio do Redutor planetário deve ser ≥96% (≥88% para três estágios). Quanto à dissipação de calor do sistema hidráulico, a temperatura do óleo deve ser ≤80°C após 1 hora de operação contínua em condições nominais, com temperatura máxima admissível de ≤90°C — acima deste valor, a operação deve ser interrompida para Resfriamento.

Composição do mecanismo
5 componentes principais
Sistema de frenagem
Redundância de freio duplo
Dispositivos de segurança
6 dispositivos
Ensaios
4 categorias de ensaio
Pressão hidráulica
25~35MPa
Cabo de aço
≥1770MPa

Dispositivos de segurança e ensaios de verificação

Os dispositivos de segurança exigidos pela norma incluem Freio duplo, válvula de contrapeso, Proteção contra sobrecarga, proteção contra limite de elevação, proteção contra descida excessiva e função de descida livre do gancho. O Freio duplo compreende o freio de serviço (freio no eixo de alta velocidade) e o Freio de Segurança (freio no eixo de baixa velocidade); os dois freios são controlados de forma independente, devendo cada um ser capaz de travar isoladamente a carga nominal. Os freios devem ser do tipo normalmente fechado (fecho por mola), atuando automaticamente em caso de interrupção de qualquer fonte de energia. A válvula de contrapeso é instalada no circuito de Descida do motor de elevação; em caso de rutura da Tubulação Hidráulica, a válvula de contrapeso bloqueia automaticamente, evitando a Descida descontrolada da carga suspensa, com pressão de ajuste de 1,3 vezes a pressão de trabalho máxima do sistema.

A função de descida livre do gancho permite desacoplar o tambor do redutor através de uma embreagem, permitindo que o gancho e a carga desçam livremente por ação da gravidade; no entanto, esta função só pode ser utilizada com gancho vazio ou Carga leve (≤30% da carga nominal) e a velocidade de Descida deve ser controlada pelo operador através de um freio de pedal. Os ensaios exigidos pela norma incluem: Teste sem Carga (mínimo de 5 ciclos de Elevação e Descida), Ensaio de carga nominal (3 ciclos completos de Elevação e Descida com medição da distância de deslizamento do freio), Ensaio de Carga Estática a 1,25 vezes a carga nominal (manutenção da carga por 10 minutos) e Ensaio de Carga Dinâmica a 1,1 vezes a carga nominal (3 ciclos completos de Elevação e Descida, verificando a confiabilidade da frenagem de cada um dos dois freios separadamente).


Comparação de normas e recomendações de aplicação

A norma GB/T 27996-2011, a norma GB/T 3811 (especificação de projeto de ponte rolante) e a norma JB/T 5317 (Talha elétrica de corrente) apresentam sobreposições nos requisitos de projeto do mecanismo de elevação, mas com enfoques distintos. A presente norma é especificamente direcionada às características de trabalho e ao ambiente de operação do mecanismo de elevação de guindastes móveis, impondo requisitos mais rigorosos quanto à confiabilidade do sistema de acionamento hidráulico, à redundância de freio duplo e à proteção contra rutura da Tubulação Hidráulica proporcionada pela válvula de contrapeso.

Na prática, recomenda-se que os utilizadores de guindastes móveis utilizem esta norma em conjunto com normas complementares como a JB/T 8713 (Linha de contato) e a GB/T 28264 — Sistema de Monitoramento e Gestão de Segurança, garantindo a segurança integral do mecanismo de elevação desde o Projeto e Fabricação até à operação e manutenção. A realização periódica de ensaios sem carga e Ensaios de carga no mecanismo de elevação, verificando a confiabilidade dos freios e da válvula de contrapeso, constitui um elemento fundamental da gestão de equipamentos.

Estrutura e Conceção da Ponte Rolante

A ponte rolante da Kelude é projetada com uma estrutura de viga única ou dupla, otimizada para maximizar a rigidez e minimizar o peso morto. O sistema de travessia e o mecanismo de elevação são integrados de forma a garantir uma operação suave e precisa, mesmo sob cargas máximas. A conceção modular permite uma manutenção simplificada e uma adaptação flexível a diferentes layouts industriais.

Mecanismo de Elevação e Controlo de Carga

O corrediço de elevação utiliza um redutor de alta eficiência e um travão de disco de segurança, assegurando um posicionamento exato da carga. O variador de frequência (VFD) proporciona um arranque e parada suaves, reduzindo o balanço da carga e o stress mecânico. Para aplicações que exigem alta precisão, está disponível um sistema de controlo de oscilação (anti-sway) que estabiliza a carga durante o movimento.

Normas de Segurança e Conformidade

Todas as pontes rolantes são fabricadas em conformidade com as normas internacionais de segurança, incluindo a ISO 4301 para classificação de mecanismos e a IEC 60204-32 para equipamento elétrico. Os dispositivos de proteção incluem limitadores de carga, fins de curso e proteção contra sobrecarga, garantindo uma operação segura em ambientes industriais exigentes.

Opções de Instalação e Personalização

A ponte rolante pode ser fornecida com diferentes tipos de via de rolamento, incluindo modelos de baixa altura (low-headroom) para espaços com restrições de pé-direito. As opções de personalização incluem controlo por rádio, cabina fechada ou aberta, e revestimentos especiais para ambientes corrosivos ou explosivos (explosion-proof). A Kelude oferece suporte técnico completo para a integração do equipamento em instalações existentes.

Manutenção Preventiva e Assistência Técnica

O design da ponte rolante facilita o acesso aos componentes críticos, como o redutor, o travão e os rolamentos, simplificando as operações de manutenção preventiva. A Kelude disponibiliza um programa de assistência técnica que inclui inspeções periódicas, formação de operadores e fornecimento de peças de reposição originais. Este suporte visa maximizar a disponibilidade do equipamento e prolongar a sua vida útil.

Perguntas Frequentes

P: Qual é a capacidade de carga máxima disponível para esta ponte rolante?

R: A capacidade de carga varia conforme o modelo e a configuração, podendo ser adaptada às necessidades específicas do cliente. Consulte a ficha técnica do produto para obter os valores exatos.

P: É possível integrar esta ponte rolante num sistema de automação existente?

R: Sim, a ponte rolante pode ser equipada com interfaces de comunicação (como Profibus ou Ethernet) para integração em sistemas de controlo centralizados. A Kelude fornece assistência técnica para a configuração e o comissionamento.

mecanismo de elevação Componente ensaio de tipo crítico Parâmetro requisitos de segurança
Motor Hidráulico pistão de deslocamento variável rendimento≥90% regulação contínua de velocidade
redutor engrenagem planetária rendimento de estágio único≥96% triplo estágio≥88%
Tambor Q345B (≈S355J2)soldagem capacidade de enrolamento≥1.2vezes H cabo espiralcanal
Freio normalmente fechado Molatipo Freio duplo conjunto independente Frenagem
Cabo de Aço alto Resistência resistência à tração≥1770MPa Fator de segurança≥5

Ensaiotipo condições de ensaio Critérios de Aceitação intervalo de inspeção
Teste sem Carga elevação e descida≥5vezes operação suave saída de fábrica/após instalação
Ensaio de carga nominal (100% SWL) curso completo3vezes Frenagemdescida≤100mm anual
Ensaio de Carga Estática 1.25vezes×10min semdeformação permanente ensaio de tipo
Ensaio de Carga Dinâmica 1.1vezes×3ciclo frenagem confiável ensaio de tipo
Hidráulicoelevação de temperatura contínuo1h temperatura do óleo≤80°C por500h

Normas recomendadas: ISO 12480-2:2008《Guindastes — Uso seguro — Parte 2: Guindaste móvel》 · GB/T 26474-2011《Guindaste móvel — Terminologia》

Perguntas frequentes

P: Por que o mecanismo de elevação de um guindaste móvel possui dois freios?

R: O freio de serviço é montado no eixo de alta velocidade (saída do motor hidráulico), oferecendo baixo torque de frenagem, porém resposta rápida, sendo o principal responsável pela frenagem em condições normais. O freio de segurança é montado no eixo de baixa velocidade (lado do tambor), proporcionando alto torque de frenagem e atuando como reserva em caso de falha no sistema hidráulico. Os dois freios são controlados de forma independente — se um falhar, o outro ainda garante uma frenagem confiável.

P: Qual é a função da válvula de contrapeso?

R: A válvula de contrapeso é uma válvula combinada (válvula de retenção + válvula de alívio), instalada na saída de descida do motor de elevação. Durante a descida normal, o óleo hidráulico flui livremente através da válvula de retenção para o motor. Em caso de ruptura da tubulação hidráulica, a válvula de contrapeso bloqueia automaticamente o circuito de descida, travando hidraulicamente o motor e impedindo a queda do gancho. A válvula de contrapeso evita a "descida em velocidade excessiva" do mecanismo de elevação.

P: Em que situações se utiliza a descida livre do gancho?

R: A descida livre do gancho (com a embreagem desacoplando o tambor do redutor) é utilizada em operações de cravação de estacas (impacto livre do martelo) e para descidas rápidas em vazio (aumentando a eficiência operacional). A descida livre só pode ser utilizada em vazio ou com carga leve (≤30% da carga nominal), e a velocidade de descida deve ser controlada pelo operador através do freio de pedal. É estritamente proibido utilizá-la com carga nominal.

P: Quais são os riscos de temperatura excessiva do óleo hidráulico no mecanismo de elevação?

R: Quando a temperatura do óleo hidráulico ultrapassa 90°C: a viscosidade do óleo diminui significativamente, comprometendo a lubrificação; o envelhecimento das vedações é acelerado; o óleo sofre oxidação e decomposição, gerando borras; e a eficiência volumétrica do sistema hidráulico diminui. Medidas de controlo: garantir a limpeza da superfície do radiador, utilizar óleo hidráulico com grau de viscosidade adequado (L-HM32 ou L-HM46) e intercalar pausas em operações contínuas com carga pesada.

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