Certificação de Guindaste Marítimo: CCS, DNV ou ABS?

O guindaste marítimo só pode ser instalado a bordo após obter a classificação ou certificação de inspeção de uma sociedade classificadora (Classification Society). As principais sociedades classificadoras a nível mundial — CCS (China), DNV (Noruega), ABS (EUA), LR (Reino Unido) e BV (França) — seguem processos de certificação semelhantes, mas diferem significativamente na profundidade da análise de projeto, nos requisitos de rastreabilidade de materiais e na percentagem de ensaios não destrutivos (NDT), o que impacta diretamente o prazo e o custo da certificação.

Seleção de guindaste offshore

A certificação por sociedade classificadora é a "primeira barreira" para os fabricantes de guindastes marítimos que pretendem entrar no mercado naval e offshore. Um guindaste sem certificado de sociedade classificadora é como um automóvel sem certificação CCC — por mais avançada que seja a tecnologia ou competitivo o preço, armadores e estaleiros não se arriscam a utilizá-lo, pois um equipamento não certificado impede a embarcação de obter a classe e o certificado de segurança.

A análise comparativa dos processos de certificação tem como base as normas de classificação atuais de cada sociedade e os requisitos unificados da série IACS UR. As condições técnicas de projeto do guindaste seguem a norma ISO 4301 / FEM 1.001 como norma de referência subjacente.

No entanto, para as empresas chinesas de guindastes — especialmente as que transitam do mercado terrestre para o offshore — o processo de certificação por sociedade classificadora é frequentemente a maior lacuna de conhecimento: "Qual sociedade classificadora escolher?", "A CCS é mais fácil de aprovar do que a DNV?", "Quanto custa e quanto tempo demora a certificação?" Este artigo, com base na experiência real da Kelude Indústrias Pesadas em projetos de guindastes marítimos, apresenta uma comparação sistemática dos requisitos de certificação das cinco principais sociedades classificadoras.

Quota de mercado e aplicações das cinco sociedades classificadoras no setor naval global

A escolha da sociedade classificadora não é decidida unilateralmente pelo fabricante do guindaste — é o armador que a designa no contrato de construção naval (ou o estaleiro propõe, com aprovação do armador). No entanto, conhecer a distribuição de mercado de cada sociedade ajuda o fabricante a planear a estratégia de certificação com antecedência. A DNV detém cerca de 35% do mercado global de plataformas offshore e FPSO (especialmente no Mar do Norte e na África Ocidental), sendo a sociedade classificadora de eleição para guindastes de plataforma offshore. A ABS é igualmente forte no Golfo do México, no Brasil e no mercado offshore do Sudeste Asiático. A CCS é a sociedade classificadora estatutária para navios de bandeira chinesa, com cobertura de 100% nos navios de cabotagem e fluviais da China. A LR tem forte influência tradicional no Reino Unido, na Índia e no Oriente Médio. A BV domina o mercado de cruzeiros na África Ocidental francesa e no Mediterrâneo.

Sociedade ClassificadoraQuota GlobalRegiões de Vantagem OffshoreguindasteRelacionadoEspecificaçãoCertificaçãoDificuldade
DNV~18%Mar do Norte/África Ocidental/Brasil FPSODNV-ST-0378 Mais Rigoroso
ABS (EUA)~15%Golfo do México/Sudeste Asiático/BrasilABS (norma britânica) Lifting Guide
CCS~10%Bandeira Chinesa/Comércio Doméstico/Costeiro《Regras para Classificação de Navios de Aço》
LR~12%Reino Unido/Índia/Oriente MédioLR Lifting Code
BV~11%França/África Ocidental/CruzeiroBV NR 526

Processo de Certificação — Da Revisão de Projetos à Emissão do Certificado

Embora os requisitos específicos variem entre as sociedades classificadoras, o processo de certificação pode ser estruturado em cinco fases. Fase 1 — Revisão de Projetos (Design Review): o fabricante submete à sociedade classificadora o conjunto completo de desenhos de projeto e memórias de cálculo do guindaste (incluindo desenho de conjunto, desenho da estrutura de aço, desenho do sistema de transmissão, esquema hidráulico, diagrama elétrico, layout dos dispositivos de segurança, lista de componentes principais e especificações técnicas). Os engenheiros de revisão da sociedade classificadora verificam item por item a conformidade do projeto com os requisitos normativos (por exemplo, a DNV analisa a densidade da malha e as condições de contorno do relatório de análise FEM da estrutura, enquanto a CCS verifica as tensões admissíveis dos materiais e os coeficientes de segurança), emitindo o parecer técnico (Comment Sheet). O fabricante responde e altera os desenhos até que todas as observações sejam encerradas (Closed).

Fase 2 — Aprovação de Fábrica / Certificação de Materiais: os inspetores da sociedade classificadora deslocam-se à fábrica para auditar o Sistema de Gestão da Qualidade (geralmente exigido ISO 9001; algumas sociedades, como a DNV, requerem adicionalmente a certificação ISO 3834 — Requisitos de qualidade para soldagem por fusão), verificar a rastreabilidade dos números de corrida das matérias-primas (chapas de aço, forjados, fundidos) e os certificados EN 10204 3.1/3.2, e testemunhar o qualificação de procedimento de soldagem (WPS/PQR) de soldagem (WPQR) e os exames de qualificação de soldador (WPQ). Fase 3 — Inspeção em Processo (Fabrication Surveillance): os inspetores visitam a fábrica regularmente (geralmente 1 a 2 vezes por semana) para verificar as etapas críticas: corte das chapas de aço da estrutura principal, preparação dos chanfros de soldagem, pré-aquecimento (≥100°C quando a espessura da chapa >30mm), registro dos parâmetros de soldagem, Tratamento Térmico Pós-Soldagem (quando aplicável) e ensaio não destrutivo de soldas (UT/MT/PT). A proporção de amostragem para ensaio não destrutivo é o ponto de maior divergência entre as sociedades classificadoras — a CCS normalmente exige UT em 20% a 30% dos cordões de solda críticos, enquanto a DNV e a ABS exigem entre 30% e 50%.

Ensaios de Tipo e Ensaios de Fábrica — Diferenças Obrigatórias entre Sociedades Classificadoras

Fase 4 — Ensaio de Tipo (Type Test): esta é a etapa mais crítica do processo de certificação e aquela com maiores disparidades de requisitos entre as sociedades classificadoras. Todas as sociedades exigem o Ensaio de Carga Estática (1,25 vezes a SWL, mantida por 10 minutos) e o Ensaio de Carga Dinâmica (1,1 vezes a SWL, completando ≥3 ciclos completos de movimentos de elevação, descida, rotação e variação de alcance). No entanto, as diferenças residem em:

EnsaioProjetoCCSRequisitoDNVRequisitoABS (norma britânica)Requisito
Ensaio de Carga Estática1.25×SWL 10min1.25×SWL 10min1.25×SWL 10min
Ensaio de Carga Dinâmica1.1×SWL Movimento Completo1.1×SWL Movimento Completo1.1×SWL Movimento Completo
Ensaio de Proteção de Sobrecarga1.1×SWLAcionamento1.1×SWLAcionamento,Registrar valor real no acionamentoCarga1.1×SWLAcionamento
Ensaio de FreioCargaSuspensão5minSem DescidaCargaSuspensão10min,Medição de Descida≤50mmCargaSuspensão5minSem Descida
Teste funcional do dispositivo de segurançaCada função de segurança2Vez(es)Cada função de segurança5Vez(es)+FMEAVerificaçãoCada função de segurança2Vez(es)
Ensaio de Operação de EmergênciaBomba manualOperar uma vezBomba manual3Vez(es)+AcumuladorLiberação2Vez(es)Bomba manualOperar uma vez

Quinta fase: Certificação e Inspeção Anual. Após a aprovação inicial, a sociedade classificadora emite um certificado de plena vigência (Full-Term Certificate) com validade de 5 anos, mas é obrigatória uma inspeção anual (Annual Survey) para manter o certificado válido. A inspeção anual é normalmente concluída em 1 dia (quando o guindaste está a bordo) e inclui: teste funcional de operação, teste dos dispositivos de segurança, inspeção visual do cabo de aço, medição da folga do freio e inspeção visual da estrutura. Caso a inspeção anual detete defeitos (como cabo de aço que atingiu o critério de rejeição ou falha de dispositivos de segurança), o inspetor emitirá uma notificação de condição de classe (CoC), e o armador deverá realizar as correções dentro do prazo estipulado (normalmente 30 a 90 dias) e solicitar uma reinspeção; caso contrário, o certificado poderá ser suspenso.

Ciclo de certificação e estimativa de custos

O ciclo de certificação abrange cinco fases: aprovação de desenhos, inspeção de fábrica, supervisão do processo de fabrico, ensaio de tipo e emissão do certificado. Desde a assinatura do contrato de inspeção até à emissão do certificado de plena vigência, o processo normalmente leva de 4 a 8 meses. A CCS apresenta o ciclo mais curto (4 a 5 meses, pois os revisores de desenhos e os inspetores são de nacionalidade chinesa, o que garante maior eficiência de comunicação), enquanto a DNV e a ABS normalmente requerem 6 a 8 meses (envolvem revisores estrangeiros, desenhos em chinês e inglês, e o fuso horário afeta a eficiência da comunicação).

Os custos de certificação incluem os seguintes componentes (com base num guindaste de bordo de 50t): ① Taxa de aprovação de desenhos: ¥3 a 8Dez Mil (calculada com base na quantidade e complexidade dos desenhos); ② Taxa de inspeção inicial de aprovação de fábrica: ¥2 a 5Dez Mil (incluindo deslocações); ③ Taxa de inspeção do processo de fabrico: ¥5 a 15Dez Mil (depende principalmente da localização da fábrica e da frequência de inspeção, 2 vezes por semana × 3 meses ≈ 20 visitas × ¥2000 a 5000/visita); ④ Taxa de testemunho do ensaio de tipo: ¥3 a 8Dez Mil (incluindo deslocações do inspetor e custos do contrapeso de ensaio); ⑤ Taxa de emissão do certificado: ¥1 a 3Dez Mil. O custo total estimado varia entre ¥14 e 39Dez Mil. Note-se que estes valores são uma estimativa para fábricas nacionais; se a fábrica estiver no estrangeiro ou for necessária uma inspeção internacional por inspetores estrangeiros, os custos poderão duplicar — o valor exato dependerá do contrato de inspeção efetivo.

Item de CustoCCSDNVDescrição do Custo
Aprovação de Desenhos¥3~5Dez Mil¥5~8Dez MilDepende da quantidade e complexidade dos desenhos
Aprovação de Fábrica¥2~3Dez Mil¥3~5Dez MilIncluiSistema de Gestão da QualidadeAnálise
FabricaçãoInspeção em Processo¥5~8Dez Mil¥8~15Dez MilDepende da localização da fábrica eInspeçãoFrequência
Ensaio de TipoTestemunho¥3~5Dez Mil¥5~8Dez MilInclui viagem do inspetor eContrapesoCusto
Emissão de Certificado¥1~2Dez Mil¥2~3Dez MilCertificado de Período Integral(5Válido por Ano)
AnualInspeção(Por Ano)¥0.5~1Dez Mil¥1~2Dez MilPor VezInspeção1Dia(s)
Quota offshore DNV
~35% preferência no Mar do Norte/FPSO
Navios com bandeira chinesa CCS
100% de cobertura, preferência dos armadores nacionais
Prazo total de certificação
CCS: 4~5 meses DNV/ABS: 6~8 meses
Proporção de amostragem NDT
CCS: 20%~30% DNV/ABS: 30%~50%
Custo total de certificação
€18.000~50.000 ref. guindaste de bordo 50t
Validade do certificado
5 anos com inspeção anual

Pareceres frequentes na certificação de sociedade classificadora e estratégias de resposta

Na prática de certificação de guindastes marítimos, três tipos de pareceres surgem com maior frequência. Conhecê-los antecipadamente pode reduzir significativamente o prazo de análise de projetos. O primeiro: condições de fronteira irrealistas no relatório de análise FEM — os engenheiros de análise apontam frequentemente que o método de restrição do modelo não corresponde à realidade (por exemplo, simplificar a ligação aparafusada da coroa de giro como uma restrição fixa, quando deveria ser uma restrição elástica), sendo necessário complementar com o cálculo de rigidez da mola ou adotar análise não linear de contacto. Estratégia: adotar hipóteses de restrição conservadoras mas realistas na primeira versão do relatório FEM, acompanhadas de justificação detalhada das condições de fronteira. Segundo: fator de segurança das tensões admissíveis do material incompatível com a norma — diferentes sociedades classificadoras têm variações subtis nos valores de tensão admissível para o mesmo material (por exemplo, DNV adota 0,67 vezes o limite de escoamento, CCS 0,60 vezes); submeter valores baseados em normas nacionais à revisão da DNV resultará inevitavelmente em rejeição. Estratégia: indicar na capa do memorial de cálculo que o mesmo foi elaborado conforme DNV-ST-0378, verificando os valores tabelados norma a norma. Terceiro: ausência do relatório FMEA (Análise de Modos de Falha e Efeitos) — a DNV e a ABS exigem análise FMEA para sistemas de controlo relacionados com funções de segurança (como o limitador de momento de carga e o circuito de controle do freio), identificando todas as falhas de ponto único e as suas consequências; a CCS não o exige como obrigatório. Este item é frequentemente omitido por empresas nacionais na primeira candidatura à certificação DNV.

Perguntas Frequentes

P: Se o guindaste já possui certificado CCS, é possível obter também o certificado DNV? É necessário repetir todos os ensaios?

R: É possível, mas não é simplesmente uma "troca direta". A DNV aceita parte dos desenhos já aprovados pela CCS (desde que sejam submetidos os registos de encerramento dos pareceres da CCS como referência), mas analisará de forma independente os desenhos críticos (particularmente o relatório de análise FEM estrutural e o esquema hidráulico) — os analistas da DNV tendem a ser mais rigorosos quanto à qualidade da malha e às condições de fronteira do que os da CCS, podendo ser necessário reenviar parte dos relatórios de análise. Quanto ao ensaio de tipo, se não tiverem decorrido mais de 12 meses desde o último ensaio CCS e o relatório de teste tiver sido assinado e testemunhado por um inspetor da CCS, a DNV poderá aceitar parcialmente (por exemplo, aceitar os dados de carga mas exigir a repetição do teste funcional dos dispositivos de segurança), mas a decisão final cabe ao gerente de projeto da DNV. O prazo para a certificação complementar é normalmente de 3~5 meses, com um custo de 50%~70% do valor da certificação inicial. Se o guindaste já estiver instalado a bordo, serão ainda acrescidos os custos de deslocação do inspetor da DNV para a inspeção a bordo.

P: Como deve um fabricante de guindastes marítimos escolher a primeira sociedade classificadora para certificação?

R: A escolha deve basear-se no mercado-alvo. Se os principais clientes forem navios de cabotagem e costeiros, a CCS é a primeira escolha (prazo mais curto, custo mais baixo, sem barreiras linguísticas). Se existirem projetos offshore internacionais concretos (como projetos da ADNOC no Oriente Médio ou da Petronas no Sudeste Asiático), recomenda-se avançar diretamente com a certificação DNV ou ABS — algumas petrolíferas internacionais (como Shell, BP, TotalEnergies) especificam explicitamente nos seus requisitos de compra de equipamentos "certificação DNV ou ABS", não aceitando a CCS como alternativa. Se o orçamento o permitir, é possível solicitar a dupla certificação CCS+DNV em simultâneo — as normas técnicas dos dois sistemas (ambas baseadas nos requisitos unificados da IACS) já estão altamente convergentes, com um custo incremental de cerca de 30%~40% e um prazo adicional de 2~3 meses, o que é mais económico do que obter primeiro a CCS e depois a DNV.

P: O que acontece se a inspeção anual da sociedade classificadora expirar? O certificado pode ser recuperado?

R: A inspeção anual é considerada válida se for realizada dentro de 3 meses antes ou depois da data de aniversário (Anniversary Date). Se este período for ultrapassado, o certificado não caduca imediatamente — a sociedade classificadora concede um período de tolerância (normalmente 30~60 dias), durante o qual a inspeção anual pode ser realizada. No entanto, se o período de tolerância também for ultrapassado (ou seja, mais de 5 meses desde a data de aniversário sem inspeção), o certificado é automaticamente suspenso (Suspension). Durante a suspensão, o guindaste não pode ser utilizado, sob pena de a sociedade classificadora retirar o certificado de classe de todo o navio. Para reativar o certificado suspenso, é necessário realizar a inspeção anual em atraso + uma inspeção geral adicional (semelhante a uma versão simplificada da inspeção especial de 5 anos), com um custo cerca de 2~3 vezes superior ao de uma inspeção anual normal. Além disso, o registo de suspensão permanece permanentemente na base de dados da sociedade classificadora, podendo afetar a due diligence técnica em futuras transações de compra e venda do navio.

P: É necessário recertificar um guindaste marítimo após modificações/reforços?

R: Depende do âmbito da modificação. Se se tratar apenas da substituição de peças de desgaste do mesmo modelo (como cabo de aço, revestimento de fricção do freio ou vedações), basta comunicar o facto ao inspetor de vistoria durante a inspeção anual e registar a alteração, não sendo necessária uma nova certificação. No entanto, se qualquer uma das seguintes situações se verificar, é obrigatório requerer uma "Vistoria de Modificação" (Alteration Survey): ① substituição do mecanismo de elevação (alteração do modelo do motor, redutor ou tambor); ② modificação da estrutura de aço (como alongamento da lança, aumento do contrapeso ou alteração do modelo da coroa de giro); ③ atualização do sistema de controle elétrico (como a mudança de controle por relés para controle por PLC ou a adição de certificação à prova de explosão). O processo da vistoria de modificação é semelhante a uma versão simplificada da certificação de novos equipamentos: submissão dos desenhos de modificação e dos cálculos para aprovação, vistoria presencial do inspetor, ensaio de carga e atualização do certificado. O custo da vistoria de modificação varia entre ¥30.000 e ¥80.000, com um prazo de 4 a 8 semanas. Modificações não autorizadas, realizadas sem a aprovação da sociedade classificadora, constituem uma infração grave e, se detetadas durante uma inspeção da autoridade do porto (PSC) ou numa auditoria interna do armador, resultarão na suspensão imediata do certificado.

A Kelude Indústrias Pesadas oferece serviços de consultoria para certificação, submissão de desenhos e coordenação de inspeções junto de todas as sociedades classificadoras — CCS, DNV, ABS, LR e BV — para projetos de guindastes marítimos. Para uma solução específica, contacte a nossa equipa de engenharia.

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