Polia de Guindaste: Especificação Técnica, Garganta do Cabo e Dureza

A norma GB/T 24815-2009 — "Guindastes — Polias para mecanismos de elevação" é a norma específica para o projeto, fabricação e inspeção de polias de guindaste. A norma especifica os materiais, a forma e as dimensões da garganta do cabo, a dureza após tratamento térmico e os requisitos de inspeção para polias fundidas e laminadas. A relação entre o diâmetro da polia e o diâmetro do cabo de aço influencia diretamente a vida útil do cabo. Este artigo analisa em detalhe os requisitos técnicos essenciais e os parâmetros da norma.

A norma GB/T 24815-2009 — "Guindastes — Polias para mecanismos de elevação", publicada e implementada em 2009, especifica os tipos e dimensões, requisitos técnicos, método de ensaio e regras de inspeção para polias utilizadas em mecanismos de elevação de guindastes. Esta norma é aplicável a polias fundidas e laminadas para guindastes de cabo de aço, servindo como base direta para o projeto e fabricação. As polias de guindaste da Kelude Indústrias Pesadas são projetadas e fabricadas de acordo com esta norma.


GB/T 24815-2009-pulley-parâmetros técnicos de polia de guindaste

Materiais das Polias e Tratamento Térmico

Material das polias fundidas: As polias de ferro fundido são fabricadas em ferro fundido cinzento HT200 ou HT250, adequadas para aplicações de carga leve e baixa velocidade. As polias de aço fundido utilizam aço fundido ZG310-570 ou ZG340-640, oferecendo maior resistência e melhor resistência ao desgaste em comparação com o ferro fundido.

Material das polias laminadas: As polias laminadas são produzidas a partir de chapa de aço Q235B ou Q345B (≈S235JR / ≈S355J2) conformada a quente, apresentando as vantagens de estrutura compacta, alta resistência e baixo peso. As polias laminadas são atualmente o produto predominante na indústria de guindastes, representando mais de 80% do mercado.

Requisitos de tratamento térmico: A superfície da garganta do cabo das polias de aço deve ser submetida a têmpera, com uma profundidade da camada endurecida ≥2mm. A dureza superficial deve atingir HB300~380 (têmpera por chama) ou HRC40~50 (têmpera por indução). A dureza superficial da garganta do cabo das polias de ferro fundido deve ser ≥HB190.


Dimensões da Garganta e Correspondência com o Cabo

A norma especifica rigorosamente a forma e as dimensões da garganta do cabo. O raio da base da garganta R deve ser igual a 0,53 vezes o diâmetro nominal do cabo de aço. A profundidade da garganta h deve ser ≥1,5d (onde d é o diâmetro do cabo de aço). O ângulo da garganta do cabo é tipicamente de 35° a 45°.

A relação entre o diâmetro da polia D e o diâmetro do cabo de aço d é determinada de acordo com a classe de trabalho. Para polias de nível M4, D≥20d; para nível M5, D≥22,4d; para nível M6, D≥28d; para nível M7, D≥33,6d; e para nível M8, D≥40d. O diâmetro das polias equalizadoras (polias não de trabalho) pode ser 20% menor do que o das polias de trabalho da mesma classe.


Critérios de Descarte de Polias

Uma polia deve ser sucateada se qualquer uma das seguintes condições for atingida: ① O desgaste da espessura da parede da garganta atingir 20% da espessura original; ② A quantidade de desgaste no diâmetro da base da garganta atingir 25% do diâmetro do cabo de aço; ③ Danos ou trincas na flange da roda; ④ Fratura do raio ou trinca no cubo; ⑤ Rotações irregulares ou bloqueio da polia.


Tabela Comparativa: Diâmetro da Polia vs. Diâmetro do Cabo

Nível da Polia Relação Mínima D/d Aplicação Típica
M4 D ≥ 20d Carga leve, operação intermitente
M5 D ≥ 22,4d Serviço moderado
M6 D ≥ 28d Serviço pesado
M7 D ≥ 33,6d Serviço muito pesado
M8 D ≥ 40d Serviço extremamente pesado
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Classe de Funcionamento D/d Relação 11mm Cabo Polia D 15mm Cabo Polia D 20mm Cabo Polia D Polia Material dureza da garganta do cabo
M420220300400HT250/ZG310HB300~340
M522.4246336448ZG310-570HB320~380
M628308420560ZG340-640HRC40~48
M733.6370504672Q345B (≈S355J2)LaminadoHRC42~50
Cru NormaM5Classe Talha Elétrica Polia D/d Conforme25Controle, Superior à norma nacional22.4, Cabo de Aço Vida útil prolongada30%
Material da polia
Ferro fundido HT200/HT250, aço fundido ZG310/ZG340, laminado Q235B/Q345B
Dimensões da garganta
Raio de base R=0.53d, profundidade h≥1.5d, ângulo 35~45°
Requisitos D/d
M4≥20, M5≥22.4, M6≥28, M7≥33.6, M8≥40
Tratamento térmico
Camada endurecida em polias de aço ≥2mm, dureza HB300~380 ou HRC40~50
Sucateamento 1
Desgaste da espessura da parede da garganta ≥20% da espessura original
Sucateamento 2
Desgaste do diâmetro do fundo da garganta ≥25% do diâmetro do cabo de aço ou presença de trincas

Perguntas frequentes sobre polias e cabos de aço

P: Por que o diâmetro da polia deve aumentar com a classe de funcionamento?

R: Quanto maior o diâmetro da polia, maior o raio de curvatura do cabo de aço, menor a tensão de flexão e maior a vida útil à fadiga do cabo. Ensaios demonstram que, ao aumentar a relação D/d de 20 para 25, a vida à fadiga por flexão do cabo de aço pode ser prolongada em cerca de 50%. Por isso, equipamentos de classe de funcionamento elevada compensam a perda por fadiga de flexão de alta frequência aumentando o diâmetro da polia.

P: Qual é melhor: polia fundida ou polia laminada?

R: A polia laminada é atualmente a opção preferencial. Em comparação com a polia fundida, a polia laminada é 30%~40% mais leve, apresenta estrutura compacta sem defeitos de fundição e dureza uniforme na superfície da garganta do cabo. A desvantagem é o custo elevado da matriz, sendo adequada para produção em série. A polia fundida é aplicável a especificações não padronizadas de pequenos lotes ou diâmetros muito grandes (>1200mm). Os produtos padrão da Kelude Indústrias Pesadas utilizam exclusivamente polias laminadas.

P: Quando é obrigatório substituir a polia devido ao desgaste da garganta?

R: A polia deve ser sucateada quando o desgaste da espessura da parede da garganta atingir 20% da espessura original. A substituição também é necessária quando a quantidade de desgaste do diâmetro do fundo da garganta atingir 25% do diâmetro do cabo de aço. Após o desgaste da garganta, a área de contato entre o cabo e a polia diminui, aumentando a tensão de contato e acelerando o desgaste do cabo; simultaneamente, a resistência ao deslizamento aumenta, dificultando a rotação da polia.

P: Quais são as causas mais comuns de travamento da polia?

R: As causas mais comuns de travamento da polia são: ① falta de lubrificação ou graxa deteriorada no rolamento; ② rolamento danificado (desgaste dos elementos rolantes ou deformação da gaiola); ③ desgaste da garganta que prende o cabo de aço; ④ deformação por empenamento do eixo da polia; ⑤ folga insuficiente entre a polia e a placa lateral. A aplicação mensal de graxa previne eficazmente falhas de rolamento, e a inspeção trimestral da rotação da polia é recomendada.

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