Norma ISO 4306: Termos e Definições para Gruas de Torre

A norma ISO 4306-3:1991 (MOD), correspondente à GB/T 6974.3-2008, é a referência específica para a terminologia de gruas de torre. Esta norma especifica os termos e definições profissionais mais utilizados para gruas de torre, abrangendo aspetos como tipo de grua, componentes estruturais, mecanismos, dispositivos de segurança e parâmetros de desempenho.

A GB/T 6974.3-2008 é a 3.ª parte da série de normas de terminologia para gruas, dedicada especificamente à padronização dos termos e definições de gruas de torre. A uniformização terminológica é a base para o projeto, fabrico, utilização e gestão de gruas de torre. Este artigo apresenta uma leitura sistemática dos termos centrais definidos nesta norma.

Norma de terminologia para gruas de torre GB/T 6974.3-2008


Posicionamento da norma e características da terminologia

A GB/T 6974.3-2008 é a 3.ª parte da série GB/T 6974 «Gruas — Terminologia», dedicada à padronização terminológica específica para gruas de torre. Devido à sua configuração estrutural singular — mastro de torre, lança, braço de equilíbrio, cabeça de torre e coroa de giro —, as gruas de torre possuem um sistema terminológico próprio. A norma reúne cerca de 150 termos específicos, organizados pela sequência: tipo de grua, componentes estruturais, sistema de mecanismos, dispositivos de segurança, parâmetros de desempenho, dispositivos de montagem e termos operacionais. A padronização terminológica é essencial para uma comunicação precisa entre projeto, fabrico, montagem e utilização — por exemplo, a definição rigorosa de «altura livre» e «altura com ancoragens» influencia diretamente o projeto das fundações e o uso seguro da grua.

Terminologia dos tipos de grua

A norma define claramente a terminologia para cada tipo de grua de torre: grua de torre — guindaste de lança cuja lança é montada na parte superior do mastro e que efetua uma rotação completa de 360° através do mecanismo de giro. Quanto ao tipo de lança, distingue-se: grua de torre de lança com carro (abreviadamente «grua de torre com carro») — o carro de elevação desloca-se ao longo da lança horizontal para variar o alcance; grua torre de lança articulada (abreviadamente «grua de torre de lança articulada») — a variação do alcance é obtida alterando a inclinação da lança. Quanto ao tipo de montagem, distingue-se: grua de torre de montagem rápida — grua que pode ser erguida e recolhida num curto espaço de tempo através dos seus próprios mecanismos, geralmente transportada por reboque; grua de torre ancorada — o mastro da torre é ligado ao edifício através de escororas de amarração, permitindo atingir a altura de construção; grua de torre de escalada interna — instalada no interior do edifício, na caixa do elevador ou em poço próprio, elevando-se progressivamente à medida que a construção ganha altura.

Total de termos
Cerca de 150, organizados em 7 categorias
Grua com carro
Lança horizontal + carro — configuração mais comum
Grua de lança articulada
Variação do alcance por alteração da inclinação da lança
Montagem rápida
Auto-montagem e desmontagem, transporte por reboque
Ancorada
Ligação por escororas de amarração, até 300m+ de altura
Escalada interna
Elevação no interior do poço, acompanhando a altura do edifício

Terminologia dos componentes estruturais

A norma define a terminologia dos principais componentes estruturais da grua de torre: seção padrão da torre — unidade básica que constitui o mastro da torre, em estrutura treliçada soldada (secção transversal quadrada, com banzos em cantoneira ou tubo de aço quadrado), ligada às restantes secções por parafusos de alta resistência ou pinos. Seção de escalada do mastro — secção especial utilizada durante a escalada e adição de seções para aumentar a altura do mastro, equipada com degraus de escalada e mecanismo de garra. Mastro de giro — parte superior do mastro, acima da coroa de giro, que liga a lança e o braço de equilíbrio, girando com a parte superior da grua. Cabeça de torre — componente estrutural cónico no topo do mastro, que liga os tirantes da lança e do braço de equilíbrio, suportando as forças de tração de ambos. Lança — lança horizontal da grua de torre com carro, em estrutura treliçada de secção triangular ou retangular, ligada à cabeça de torre por tirantes. Braço de equilíbrio — componente estrutural de aço que aloja o contrapeso para equilibrar o momento de carga, geralmente muito mais curto que a lança. Lastro — blocos de betão ou ferro fundido colocados na base do mastro para aumentar a estabilidade geral da grua.

Terminologia dos mecanismos e dispositivos de segurança

A norma padroniza a terminologia dos mecanismos e dispositivos de segurança da grua de torre: mecanismo de elevação — sistema de acionamento de elevação montado no braço de equilíbrio, composto por motor elétrico, redutor, tambor e freio. Mecanismo de giro — combinação da unidade de acionamento de rotação (motor elétrico + redutor + pinhão) com a coroa dentada, que permite a rotação de 360° da parte superior da grua. Mecanismo de variação do alcance — mecanismo de variação do alcance com carro (guincho que traciona o carro ao longo da lança) ou mecanismo de variação do alcance com lança articulada (cilindro hidráulico ou guincho que altera a inclinação da lança). Mecanismo de auto-içamento — mecanismo de elevação do mastro acionado por cilindro hidráulico para adição de seções. Limitador de momento de carga — dispositivo de segurança que combina os sinais de capacidade de elevação e de alcance para evitar a sobrecarga de momento. Limitador de altura — corta a alimentação elétrica do mecanismo de elevação quando o gancho atinge a posição mais alta. Limitador de alcance — corta a alimentação elétrica do mecanismo de variação do alcance quando o carro atinge a extremidade da lança ou quando a lança articulada atinge o ângulo limite. Anemômetro — mede a velocidade do vento em tempo real e emite alarme quando o limite é excedido.

Terminologia dos parâmetros de desempenho

A norma define com precisão a terminologia dos principais parâmetros de desempenho da grua de torre: momento de elevação nominal — produto da capacidade de elevação pelo alcance correspondente (em kN·m), sendo o parâmetro de especificação mais importante da grua (por exemplo, QTZ80 indica um momento de elevação nominal de 800 kN·m). Altura livre — altura máxima que a grua pode atingir sem escororas de amarração. Altura máxima com ancoragens — altura máxima que a grua pode atingir com escororas de amarração instaladas (podendo atingir 5 a 10 vezes a altura livre). Alcance máximo — maior raio de trabalho que a lança pode atingir (no caso da grua de torre com carro, corresponde ao comprimento total da lança). Capacidade de elevação na extremidade da lança — capacidade de elevação nominal no alcance máximo. Capacidade de elevação máxima — maior capacidade de elevação nominal em toda a faixa de alcance. Altura livre (grua de torre de montagem rápida) — altura máxima em que a grua se mantém estável sem qualquer suporte. A Kelude Indústrias Pesadas adota a terminologia padronizada da GB/T 6974.3 no intercâmbio técnico, documentação de produto e treinamento de operadores, garantindo uma comunicação sem barreiras no setor.


Tabela comparativa da classificação terminológica de gruas de torre

A tabela comparativa seguinte apresenta os parâmetros e configurações essenciais da Grua de Torre, servindo de referência para a seleção e operação do equipamento.

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Categoria de TermoTermo PrincipalDescrição da DefiniçãoEquivalente em Inglês
Mastro de torre Estruturaseção de mastro/Quadro de Fixação/torre de elevaçãoMastro de torre Estrutura Principal e Elementos de Ligaçãotower section
Lançalança horizontal/Lança Móvel/Braço de equilíbriocarga suspensa Estrutura de Suportejib/boom
dispositivo de segurançalimitador de momento de carga/Limitador de AlcanceDispositivo de Proteção contra Sobrecargasafety device
Operação Parâmetromomento de carga/Alcance máximoindicadores de desempenhoworking parameter

Perguntas frequentes

P: O que representa o número 80 no modelo ”QTZ80″?
R: QTZ é a abreviatura fonética em chinês (Q-T-Z) para ”grua de torre autoelevável” na nomenclatura uniforme do setor. O número 80 indica que o momento de elevação nominal desta grua é de 800 kN·m (equivalente a 80 t·m). Os parâmetros típicos da QTZ80 são: capacidade de elevação de aproximadamente 1,2 t no alcance máximo (50 m), capacidade de elevação máxima de cerca de 8 t (para alcances entre 2,5 e 15 m), altura livre de aproximadamente 40 m, podendo atingir até 200 m de altura com amarração ao edifício. Atualmente, os novos modelos seguem a norma ISO 4306 para a designação de gruas de torre, embora as designações antigas continuem amplamente utilizadas.
P: Por que existe uma diferença tão grande entre a "altura livre" e a "altura com ancoragens" de uma grua de torre?
R: A altura livre refere-se à altura máxima de trabalho que a grua consegue suportar de forma estável, apoiando-se apenas na sua própria fundação e na estrutura do mastro de torre, sem qualquer suporte externo. Nesta condição, o momento fletor na base do mastro é máximo, limitado pela dimensão da seção transversal do mastro e pela resistência dos banzos principais. Tomando como exemplo a QTZ80, a altura livre é de aproximadamente 40 m. A altura com ancoragens refere-se à ligação do mastro de torre ao edifício a cada 15~25 m através de escoras de amarração, o que reduz significativamente o comprimento de cálculo (comprimento da extremidade livre) do mastro, permitindo que a grua atinja alturas muito superiores — podendo chegar a 5~10 vezes a altura livre (até 300 m+). Após a ancoragem, o momento fletor na base do mastro é muito inferior ao da condição de altura livre, mas as forças concentradas transmitidas pelas escoras de amarração precisam de ser suportadas com segurança estrutural pelo edifício.
P: Quais são as vantagens e desvantagens das gruas de torre de lança com carro e das gruas de torre de lança basculante?
R: Grua de torre de lança com carro (lança horizontal) — Vantagens: 1) Elevada velocidade de derricagem e operação simples; 2) Alcance precisamente controlável (a posição do carro define o raio de trabalho); 3) A carga pode ser posicionada com precisão no plano horizontal, ideal para instalação de elementos pré-fabricados; 4) A lança pode ser inclinada (em alguns modelos), facilitando a montagem e desmontagem. Desvantagens: 1) Grande área exposta ao vento em condições de vento forte; 2) Comprimento fixo da lança, impossibilitando a redução do raio de trabalho em espaços confinados. Grua de torre de lança basculante (lança de inclinação variável) — Vantagens: 1) A inclinação da lança reduz a área exposta ao vento, oferecendo maior resistência a condições adversas; 2) Faixa de alcance flexível e ajustável (quanto maior o ângulo de elevação da lança, menor o alcance); 3) Adequada para operação cruzada de múltiplas gruas e espaços reduzidos. Desvantagens: 1) Velocidade de derricagem mais lenta; 2) O deslocamento vertical da carga aumenta com a variação de alcance (exigindo controlo simultâneo da elevação e da variação); 3) Requisitos técnicos de operação mais exigentes. Em construção de edifícios de grande altura, os dois tipos de gruas são frequentemente usados em conjunto.
P: Qual é a diferença entre "escalada e adição de seções" e "escalada interna"?
R: Escalada e adição de seções — quando a grua atinge o limite da sua altura livre, o mecanismo de auto-içamento eleva a parte superior da grua (acima do conjunto de rotação) à altura de uma seção de mastro. Em seguida, uma nova seção de mastro é introduzida no espaço entre o topo do mastro e o conjunto de rotação, e após o encaixe e fixação, a altura é aumentada. Este processo ocorre no exterior da grua, sendo o crescimento da altura do mastro visível externamente. Escalada interna — o mastro de torre de uma grua de escalada interna é instalado no interior do edifício, na caixa do elevador ou num poço dedicado, e sobe progressivamente através de estruturas de escalada e mecanismos hidráulicos. Durante a escalada, não é necessário adicionar seções de mastro: o comprimento total do mastro permanece inalterado, mas a grua eleva-se andar após andar em relação ao edifício. Vantagens da escalada interna: não ocupa espaço exterior e pode atingir grandes alturas sem estar limitada pelas escororas de amarração. Desvantagens: a instalação e a desmontagem final da grua são mais complexas do que numa grua externa, exigindo olhais de içamento previstos no topo do edifício para a desmontagem.

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