Amortecedores para Equipamentos de Elevação: Classificação e Cálculo

A norma JB/T 6406-2008 «Equipamentos de elevação — Amortecedores» é a norma técnica geral para amortecedores de pontes rolantes. A norma especifica a classificação, os requisitos técnicos, o método de ensaio e as regras de inspeção dos amortecedores, sendo aplicável aos amortecedores utilizados nos mecanismos de translação de pontes rolantes, pórticos, gruas de torre e guindastes móveis. Constitui um componente crítico para a salvaguarda nas extremidades do trilho do guindaste.

A norma JB/T 6406-2008 é a norma de produto específica para amortecedores de equipamentos de elevação, estabelecendo a classificação, o tipo e o método de cálculo da capacidade dos amortecedores. O amortecedor é um dispositivo de segurança essencial na ponte rolante, instalado no final do curso de translação da ponte e do carro, absorvendo a energia de impacto. Este artigo analisa em detalhe o conteúdo central da norma.

Norma JB/T 6406-2008 para amortecedores de ponte rolante


Posicionamento da norma e classificação dos amortecedores

A norma JB/T 6406-2008 é a norma específica para amortecedores de pontes rolantes. O amortecedor é instalado nas extremidades do trilho do guindaste (ou no final do curso do mecanismo de translação), com a função de absorver a energia cinética residual quando a ponte rolante atinge o fim do percurso, suavizando o impacto e prevenindo colisões rígidas entre a ponte rolante e o batente final do trilho ou com outras pontes rolantes adjacentes. A norma classifica os amortecedores em quatro categorias com base no princípio de funcionamento: amortecedor de mola — absorve energia através da compressão de molas helicoidais, de estrutura simples e baixo custo, aplicável a guindastes de pequeno e médio porte com velocidades reduzidas (≤40m/min). Amortecedor hidráulico — absorve energia através da passagem de óleo hidráulico por orifícios de amortecimento, com elevada capacidade de absorção e excelente efeito de amortecimento, aplicável a guindastes de grande porte com velocidades elevadas (≥60m/min). Amortecedor de poliuretano — utiliza a compressão do elastómero de poliuretano para absorver energia, de estrutura simples e instalação fácil, aplicável a guindastes de pequeno e médio porte. Amortecedor de borracha — utiliza a deformação elástica de borracha natural ou de nitrilo para absorver energia, aplicável a cargas leves.

Requisitos técnicos

A norma estabelece os seguintes requisitos técnicos gerais para os diversos tipos de amortecedores: capacidade de amortecimento — o amortecedor deve ser capaz de absorver 100% da energia cinética gerada pelo impacto da ponte rolante à velocidade nominal de operação (da ponte ou do carro). Curso do amortecedor — o curso máximo de compressão do amortecedor à velocidade de impacto nominal não deve exceder 80% do curso total do amortecedor (reservando uma margem de segurança). Força do amortecedor — a força máxima de reação durante a compressão não deve exceder a carga admissível dos componentes estruturais relevantes da ponte rolante (cabeceiras, rodas de translação, etc.). Capacidade de reposicionamento — o amortecedor deve retornar automaticamente à posição inicial após a remoção da carga (os amortecedores de mola e de poliuretano possuem capacidade de auto-reposicionamento; os amortecedores hidráulicos requerem uma mola de retorno ou um mecanismo de reposicionamento hidráulico).

Amortecedor de mola
Estrutura simples e baixo custo Aplicável a ≤40m/min
Amortecedor hidráulico
Elevada absorção de energia Aplicável a ≥60m/min
Amortecedor de poliuretano
Instalação fácil Guindastes de pequeno e médio porte
Amortecedor de borracha
Carga leve Solução económica
Capacidade de amortecimento
Absorve 100% da energia cinética Impacto à velocidade nominal
Curso do amortecedor
≤80% do curso total Margem de segurança reservada

Método de cálculo de seleção

A norma apresenta o método de cálculo para a seleção do amortecedor. A energia a ser absorvida pelo amortecedor é calculada por E=0,5×m×v²×ψ, onde m é a massa da parte em movimento (massa da ponte ou do carro e da carga suspensa, considerando a carga nominal), v é a velocidade nominal de operação e ψ é o coeficiente de correção (considerando a energia ainda fornecida pelo motor elétrico durante o processo de amortecimento, ψ assume valores entre 1,0 e 1,3). Amortecedor de mola: o diâmetro do arame de aço d (mm), o diâmetro médio da mola D (mm), o número de espiras ativas n e a altura livre H₀ são determinados com base na energia de amortecimento e na força máxima do amortecedor. Amortecedor hidráulico: com base na energia de amortecimento E e na força máxima admissível F_max, determina-se o diâmetro interno do cilindro hidráulico D_c e a área do orifício de amortecimento A_0. Amortecedor de poliuretano: com base na energia de amortecimento E e na tensão de compressão admissível σ (geralmente ≤4MPa), determina-se a área de contacto A do amortecedor.


Tabela comparativa para seleção de amortecedores

A tabela comparativa seguinte apresenta os parâmetros de configuração essenciais para a seleção de amortecedores, servindo de referência para projetistas e utilizadores.

Guindaste Industrial Kelude

A Kelude é especializada no fabrico de guindastes industriais e equipamentos de elevação, fornecendo soluções personalizadas para diversos setores. Com uma equipa técnica experiente e instalações de produção avançadas, a empresa garante produtos de elevada fiabilidade e desempenho, sempre em conformidade com as normas internacionais.

Equipamentos de Elevação para Diversas Aplicações

Os nossos equipamentos são projetados para responder às exigências de ambientes industriais severos, assegurando operações seguras e eficientes. A gama inclui pontes rolantes, pórticos e talhas, concebidos para otimizar a produtividade e a segurança no local de trabalho.

Tipo de EquipamentoAplicação Principal
Ponte RolanteMovimentação de cargas em naves industriais e armazéns.
PórticoOperações em exteriores, estaleiros e terminais.
TalhaElevação de cargas em linhas de produção e manutenção.

Segurança e Conformidade com Normas Internacionais

A segurança é um pilar fundamental no desenvolvimento dos nossos produtos. Todos os guindastes são fabricados de acordo com as normas ISO 4301, ISO 12480 e IEC 60204-32, garantindo a máxima fiabilidade e proteção para os operadores e para as instalações.

Os sistemas de controlo e os dispositivos de segurança são testados rigorosamente para assegurar o correto funcionamento em todas as condições de operação. A Kelude oferece ainda serviços de assistência técnica e manutenção preventiva para prolongar a vida útil dos equipamentos.

Personalização e Assistência Técnica Especializada

Cada projeto é analisado individualmente pela nossa equipa de engenharia, que desenvolve a solução mais adequada às necessidades específicas de cada cliente. Desde a conceção até à instalação, acompanhamos todo o processo, assegurando a total satisfação e o desempenho ideal do equipamento.

Para mais informações sobre os nossos produtos e serviços, não hesite em contactar-nos. A nossa equipa está disponível para prestar aconselhamento técnico e apresentar as melhores soluções de elevação para o seu negócio.

P: Qual é o prazo de entrega típico para um guindaste personalizado?
R: O prazo de entrega varia consoante a complexidade do projeto e a carga de trabalho da fábrica. Em média, o prazo situa-se entre 8 a 16 semanas após a aprovação do projeto técnico.

P: Que serviços de pós-venda são oferecidos?
R: Disponibilizamos serviços de instalação, formação de operadores, manutenção preventiva e corretiva, bem como fornecimento de peças de reposição originais.

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Amortecedor Tipovelocidade aplicável(m/min)Faixa de Capacidade(k J)Modelos AplicáveisCaracterísticas
amortecedor de borracha≤300.5-5Guindaste leve compactoEstrutura Simples/Baixo Custo
amortecedor de mola≤601-20Ponte e Pórtico de Uso GeralRearme Confiável
amortecedor hidráulico≤1205-100Alta Velocidade/grande tonelagemAlta Capacidade de Absorção
amortecedor de poliuretano≤401-10Média e Baixa TonelagemResistente ao Desgaste/Resistente Corrosão

Perguntas Frequentes

P: A ponte e o carro do guindaste necessitam de amortecedores?
R: Sim. A norma exige que sejam instalados amortecedores em ambas as extremidades do percurso de translação da ponte e do carro (ou seja, um em cada extremidade da ponte e um em cada extremidade do carro). Além disso, devem ser instalados batentes resistentes na extremidade do trilho, usados em conjunto com os amortecedores. Os amortecedores da translação da ponte são montados na extremidade da cabeceira, enquanto os amortecedores do carro são montados na extremidade da estrutura do carrinho. A posição de instalação dos amortecedores deve garantir que, numa colisão à velocidade nominal, o contacto ocorra primeiro entre o amortecedor e o batente (e não entre o aro de roda e o batente), e que o eixo do amortecedor esteja alinhado com a direção de movimento.
P: Como escolher entre amortecedor hidráulico e amortecedor de mola?
R: A seleção depende principalmente da velocidade de translação e da energia de impacto a dissipar. O curso do amortecedor de mola é limitado pela altura livre da mola (que não pode ser comprimida até ao bloqueio). Quando a velocidade de translação é ≥60 m/min ou a massa das partes em movimento é elevada, a energia de impacto necessária excede a capacidade do amortecedor de mola, devendo optar-se pelo amortecedor hidráulico. A força do amortecedor hidráulico pode ser ajustada ao longo de todo o curso (através do projeto dos orifícios de amortecimento), e para a mesma capacidade de amortecimento, o amortecedor hidráulico apresenta menor volume. No entanto, o amortecedor hidráulico tem um custo mais elevado (cerca de 3 a 5 vezes superior ao de mola) e exige inspeção periódica do óleo hidráulico e da vedação. Para guindastes de classe A4 ou inferior, com velocidade ≤40 m/min, recomenda-se o amortecedor de mola; para classe A5 ou superior, ou velocidade ≥60 m/min, recomenda-se o amortecedor hidráulico.
P: Quais são as vantagens e desvantagens do amortecedor de poliuretano?
R: O amortecedor de poliuretano (também designado por amortecedor de elastómero de poliuretano) apresenta as seguintes vantagens: 1) estrutura simples, peso reduzido e instalação fácil (fixação por parafuso); 2) elevada eficiência de absorção de energia (a energia absorvida por unidade de volume é cerca do dobro da borracha); 3) resistência a óleos e ao envelhecimento, com ampla gama de temperaturas de serviço (-30~+80°C); 4) custo competitivo (situa-se entre os amortecedores de mola e os hidráulicos). Como desvantagens: 1) a capacidade de amortecimento é inferior à do amortecedor hidráulico, não sendo adequado para guindastes de grande tonelagem e alta velocidade; 2) sob impacto repetido e prolongado, o poliuretano pode sofrer deformação permanente (deformação permanente por compressão), exigindo inspeção periódica e substituição; 3) em ambientes de baixa temperatura (<-30°C), o poliuretano torna-se rígido e frágil, reduzindo o desempenho do amortecimento. É adequado para pontes rolantes e pórticos com vão ≤30m, capacidade de elevação ≤50t e velocidade ≤50m/min.
P: Qual é o curso mínimo exigido para o amortecedor após a instalação?
R: O curso de trabalho efetivo do amortecedor após a instalação deve atender aos requisitos de curso definidos no projeto. A norma especifica que, após a compressão na velocidade nominal de impacto, o amortecedor não deve ser comprimido até o limite (fundo), devendo ser mantida uma margem de segurança de ≥20% do curso total. Por exemplo, se o curso total do amortecedor for 100 mm, o curso máximo de compressão sob impacto nominal deve ser ≤80 mm. Método de verificação: com o guindaste em vazio e à Velocidade de Translação nominal, fazer o guindaste impactar o amortecedor em movimento direto e medir a compressão do amortecedor. Se o valor medido for próximo ou igual ao curso total, a capacidade de amortecimento é insuficiente — nesse caso, deve-se substituir por um amortecedor de maior especificação ou reduzir a velocidade de operação. Após anos de uso, a mola ou o elemento elástico do amortecedor pode sofrer deformação permanente (fadiga), reduzindo o curso efetivo — nesse caso, é necessária uma inspeção e substituição.

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