GB/T 23720.4-2009 Norma de formação e avaliação de operadores de gruas de braço

📌A norma GB/T 23720.4-2009 «Guindastes — Formação de operadores — Parte 4: Guindastes de lança» é uma norma específica para a formação de operadores de guindastes de lança.A norma define os conteúdos da formação em conhecimentos teóricos e competências operacionais dos operadores de guindastes de coluna, guindastes de mastro, guindastes flutuantes e guindastes de convés, em conformidade com a norma ISO 9926-4:2004 (IDT).

A norma GB/T 23720.4-2009 constitui a 4.ª parte da série de normas relativas à formação de operadores de gruas e estabelece especificamente os conteúdos de formação e os critérios de avaliação para os operadores de gruas de braço.

GB/T 23720.4-2009臂架起重机司机培训


Características da formação em posicionamento padrão e máquinas com braço articulado

A norma GB/T 23720.4-2009 corresponde à ISO 9926-4:2004 (IDT) e constitui uma norma específica para a formação de operadores de gruas de braço. A formação para a operação de gruas com braço apresenta as seguintes características em comparação com outros modelos: dispõe de múltiplos mecanismos de comando que exigem coordenação e sincronização — as gruas de pórtico requerem o controlo simultâneo de quatro movimentos: elevação, rotação, variação do alcance e deslocamento. A operação da garra requer o domínio de técnicas de controlo interligado de dois tambores (todo o processo: escavação → fecho → elevação → abertura da garra). Os operadores de gruas de mastro também devem dominar o ajuste da tensão dos cabos de estai (desvio de tensão de cada cabo ≤ ±5%). Os operadores de guindastes flutuantes devem compreender as limitações decorrentes da estabilidade da embarcação e das condições das ondas. A formação teórica dos operadores de guindastes de lança deve ser de, pelo menos, 40 horas, a formação prática de, pelo menos, 40 horas, e o total de horas letivas da formação inicial deve ser de, pelo menos, 80 horas.

Formação em operação de gruas de pórtico

Conteúdos teóricos da formação em operação de gruas de pórtico: Estrutura da grua de pórtico — princípios de funcionamento do pórtico, da plataforma giratória, do sistema de lança, do mecanismo de elevação, do mecanismo de variação de alcance e do mecanismo de deslocamento do carro. Características de estabilidade do guindaste de pórtico — Padrões de variação da estabilidade da máquina em diferentes ângulos de alcance e rotação; princípio de funcionamento e métodos de configuração do limitador de momento. Princípios de operação da garra — Modo de coordenação dos dois tambores (tambor de elevação e tambor de abertura/fecho); relação entre a força de escavação da garra e a densidade do material. Conteúdo prático: Operação sem carga (articulação dos quatro mecanismos de elevação, rotação, variação de alcance e deslocamento, exigindo um funcionamento suave e sem choques). Operação com carga (exercícios de elevação nas condições de carga nominal dos modelos 50%, 75% e 100%). Operação simulada da garra (prática de movimentos de escavação e fecho utilizando uma garra simulada ou uma garra real).

Horas de formação
Teoria ≥ 40 h
Prática ≥ 40 h
Operação da base da porta
Quatro acionamentos + garra
Controlo de dois tambores
Manuseamento do mastro
Tensão dos cabos de estai
Desvio de cada cabo ≤ ±51 TP3T
Operação flutuante
Cálculo de estabilidade + altura das ondas
Regulação da água de lastro
Conteúdo teórico
Estrutura + Estabilidade + Segurança
Garra + cabo de amarração
Métodos de avaliação
Na prova teórica, 80 pontos são a nota mínima para aprovação
Três provas práticas

Formação em guindastes de mastro e guindastes flutuantes

Formação específica sobre gruas de mastro: Teoria — Tipos de estruturas de mastro (mastro em treliça e mastro tubular), princípios de disposição do sistema de cabos de estai (número ≥ 4, distribuídos uniformemente), métodos de determinação da pré-tensão dos cabos de estaiamento e técnicas de medição e ajuste da tensão, requisitos de capacidade de carga da fundação e das âncoras ao solo. Prática — procedimentos operacionais para a montagem e desmontagem do mastro, prática de regulação da tensão dos cabos de estaiamento (utilização de um tensiómetro ou dinamómetro para medir a tensão de cada cabo e ajustá-la para um valor dentro de ±5% do valor de projeto). Formação específica sobre gruas flutuantes: Teoria — conceitos básicos de estabilidade do casco (altura de estabilidade primária GM, período de rolagem), restrições relativas às condições das ondas (altura máxima das ondas de trabalho de 1,5 a 2,5 m), composição e funcionamento do sistema de água de lastro. Prática — Operações de regulação da água de lastro (antes do içamento, ajustar o nível das cisternas de lastro de acordo com a carga e a amplitude para manter o equilíbrio do casco), métodos de monitorização da inclinação do casco (ajustes operacionais quando o ângulo de inclinação lateral for ≤ 5°).

Avaliação e emissão de certificados

Avaliação de operadores de gruas de braço: Avaliação teórica — exame à porta fechada, cujo conteúdo abrange os princípios estruturais, as normas de segurança e os conhecimentos sobre estabilidade das gruas de pórtico, de mastro e flutuantes; pontuação máxima de 100 pontos, sendo necessários 80 pontos para aprovação. Avaliação prática — os itens de avaliação são determinados de acordo com o modelo de grua para o qual se candidata. Guindastes de pórtico: manobra de balde em torno de um poste + simulação de operação com garra + operação de quatro acionamentos simultâneos. Guindastes de mastro: regulação da tensão dos cabos de estaiamento + simulação de operação de erguer o mastro. Guindastes flutuantes: regulação da água de lastro + operação de elevação com o casco inclinado. Após aprovação na avaliação, é emitido o Certificado de Operador de Equipamentos Especiais Q6 (Operador de Grua de Portão) ou o certificado correspondente ao modelo em questão. Os titulares do certificado Q6 não podem operar gruas de mastro nem gruas flutuantes, e vice-versa. A mudança entre diferentes modelos requer a participação numa formação adicional (≥24 horas) e a aprovação numa avaliação complementar.


Tabela de referência para a formação e avaliação de operadores de gruas de braço

A tabela comparativa que se segue apresenta as configurações dos parâmetros essenciais da tabela de avaliação da formação de operadores de gruas de braço, para referência dos responsáveis pela seleção e dos utilizadores.

Módulos de formação Horas letivas teóricas Requisitos de competências Métodos de avaliação
Teoria básica ≥30 h Classificação/Princípios dos guindastes de braço Prova escrita
Técnicas operacionais ≥60 h Operações de oscilação/rotação/elevação Avaliação prática
Normas de segurança ≥40 h Proteção contra o vento / Proteção contra o capotamento / Procedimentos de emergência Prova escrita + prova prática
Manutenção e conservação ≥20 h Inspeção diária/lubrificação/diagnóstico de avarias Avaliação prática

Perguntas frequentes

P: Qual é a competência mais difícil de dominar na formação para a operação de gruas de braço?
Resposta: De acordo com os dados estatísticos das instituições de formação, a competência mais difícil de dominar é o ”controlo de uma única alavanca da garra” nas gruas de coluna. A operação da garra exige que o operador controle, através de uma única alavanca, os movimentos coordenados do tambor de elevação e do tambor de abertura e fecho — durante a escavação, o cabo de abertura e fecho é tensionado para que a garra penetre no material; durante a elevação, as velocidades dos dois tambores são sincronizadas para que a garra suba na horizontal. Isto exige que o operador controle com precisão a diferença de velocidade entre os dois tambores, através da amplitude e direção do movimento da alavanca. Os principiantes necessitam normalmente de 30 a 40 horas de formação especializada para adquirir um domínio básico desta técnica. Além disso, o ”ajuste da água de lastro em coordenação com o içamento” nas gruas flutuantes também se enquadra entre as competências de elevada dificuldade — sendo necessário estar atento às variações na inclinação do casco e ajustar a água de lastro simultaneamente durante o processo de içamento.
P: Quais são os requisitos específicos da manobra ”balde a contornar o poste” na formação de operadores de gruas de pórtico?
Resposta: A avaliação da manobra do balde do guindaste de coluna em torno de estacas inclui, em comparação com o guindaste de pórtico, o requisito adicional de ”coordenação entre rotação e variação do alcance”. Configuração da avaliação: são colocadas 4 a 6 estacas no local, formando um percurso circular. O balde deve conter água até ao nível máximo de 80% (cerca de 20 L). Após o balde ser içado a partir do ponto de partida, o operador deve, através da coordenação entre rotação e variação do alcance, conduzir o balde ao longo do percurso circular, contornando todos os postes, até ao ponto de chegada, onde deve ser depositado. Durante a operação, a gôndola não pode colidir com os postes (cada colisão implica uma dedução de 5 pontos), e o desvio da posição de colocação deve ser ≤ 200 mm. Se a quantidade de água derramada exceder 301 TP3T, a prova é considerada reprovada. O tempo de conclusão deve ser ≤ 5 min. Esta prova avalia de forma integrada a precisão do controlo da rotação, a capacidade de coordenação entre a variação do alcance e a rotação, bem como a capacidade de manutenção da altura.
P: Por que razão é necessário manter o desvio da tensão dos cabos de amarração do guindaste de mastro dentro do intervalo de ±5%?
Resposta: As gruas de mastro dependem dos cabos de estaiamento para manter a estabilidade geral. Se a tensão dos cabos de estaiamento não for uniforme (desvio superior a ±5%), isso poderá causar os seguintes problemas: 1) O mastro inclina-se sob a ação da carga (mais de 1°), e o desvio da posição do gancho afeta a precisão do levantamento; 2) Os cabos de estaiamento e os pontos de fixação do lado com maior tensão suportam cargas adicionais, que podem exceder os limites de segurança previstos no projeto; 3) Os cabos de estaiamento do lado de menor tensão podem ficar completamente frouxos (perdendo a sua função) sob a ação de cargas eólicas ou da carga suspensa, o que provoca uma diminuição acentuada da estabilidade do mastro. Nas inspeções de rotina, deve-se medir a tensão dos cabos de estaiamento uma vez por semana, utilizando um tensiómetro ou o método da frequência de vibração; em épocas do ano com variações de temperatura significativas, deve aumentar-se a frequência das medições.
P: Quais são os pontos-chave para a regulação da água de lastro numa grua flutuante?
Resposta: O ajuste da água de lastro numa grua flutuante é uma operação fundamental para garantir a estabilidade do casco. Pontos-chave da operação: 1) Antes do levantamento — calcular previamente a variação da posição do centro de gravidade de todo o navio, com base na carga e no alcance do levantamento em questão, e definir um plano de ajuste da água de lastro; 2) Durante a elevação — assim que a carga começar a elevar-se do solo/convés, monitorizar continuamente o ângulo de inclinação transversal do casco (que não deve exceder 5°) e manter o equilíbrio do casco através do ajuste do volume de água em cada tanque de lastro (normalmente, ajusta-se primeiro o tanque do lado oposto); 3) Durante a rotação — à medida que o ângulo de rotação da lança varia, a direção da inclinação do casco altera-se, devendo a distribuição da água de lastro ser ajustada em conformidade; 4) Após a descarga — restabelecer a água de lastro ao seu estado inicial. As válvulas de comando do sistema de água de lastro devem estar identificadas com o número do tanque correspondente e a direção de operação, para evitar erros de manobra.

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