Norma GB/T 28761-2012: Segurança para Equipamentos de Elevação

A norma ISO 4301 / FEM 1.001 — Requisitos Gerais de Segurança para Equipamentos de Elevação é a norma-mestra para o projeto e fabricação seguros de guindastes. A norma estabelece requisitos uniformes de segurança para todos os tipos de equipamentos de elevação ao longo de todo o ciclo de vida — projeto, fabricação, instalação, utilização e manutenção — servindo como base geral da série ISO 12480 (regulamento de segurança para aparelhos de elevação) e como referência essencial para a supervisão de segurança e inspeção de guindastes.

A norma ISO 4301 / FEM 1.001 — Requisitos Gerais de Segurança para Equipamentos de Elevação é a norma fundamental para o projeto de segurança de guindastes, estabelecendo requisitos básicos para salvaguardas, segurança estrutural, segurança elétrica e segurança operacional. Este artigo apresenta uma análise sistemática dos principais requisitos desta norma.

ISO 4301 / FEM 1.001 — Requisitos de segurança para equipamentos de elevação


Posicionamento da norma e sistema de segurança

A ISO 4301 / FEM 1.001 é o documento de topo do sistema de normas de segurança para guindastes, adotando dois conceitos centrais: "gestão de risco" e "projeto intrinsecamente seguro". A norma especifica os vários riscos a identificar durante o projeto (riscos mecânicos, elétricos, térmicos, de ruído, de vibração, de emissão de materiais e substâncias, entre outros) e define as medidas correspondentes de redução de risco. A norma é aplicável a todos os tipos de guindastes (de ponte, pórtico, de torre, móveis, de lança, etc.) e complementa os requisitos gerais de segurança das normas específicas para cada tipo de equipamento (como FEM 1.001 e ISO 4301). A norma contém 8 capítulos: âmbito, referências normativas, termos e definições, princípios de projeto de segurança, proteção contra perigos mecânicos, proteção contra perigos elétricos, informações para o uso e partes relacionadas com a segurança do sistema de controle.

Princípios de projeto de segurança

A norma estabelece uma estratégia de "redução de risco em três níveis" para o projeto de segurança de guindastes:

Nível 1: Projeto intrinsecamente seguro — eliminar ou reduzir perigos através de um projeto estrutural adequado. Inclui: aplicação de fatores de segurança adequados (componentes estruturais n≥1,22~1,48; cabos de aço n≥3,5~6); eliminação de arestas vivas e saliências para evitar cortes; projeto redundante (por exemplo, pelo menos 3 voltas de segurança do cabo de aço no tambor; configuração de freio duplo); e sistemas de acesso e plataformas projetados para manutenção segura.

Nível 2: Dispositivos de proteção de segurança — instalação de dispositivos de proteção para perigos que não podem ser eliminados pelo projeto. Inclui: vários tipos de fim de curso (fim de curso de deslocamento, limite de altura, limite de alcance, etc.); dispositivo de proteção contra sobrecarga (limitador de carga); botão de parada de emergência; dispositivos de intertravamento (intertravamento de porta, intertravamento contra vento); coberturas de proteção e guarda-corpos (proteção de peças móveis, proteção contra quedas em altura).

Nível 3: Informações para o uso e treinamento — mitigar riscos residuais através do manual de operação, placas de aviso e treinamento de segurança. Inclui: manual de operação (elaborado de acordo com a série FEM 1.001); placas de advertência de segurança (peças rotativas, alta tensão, superfícies quentes, etc.); treinamento de segurança para operadores e sistema de exame.

Redução de risco em 3 níveis
Projeto, proteção, informação
Abordagem progressiva
Perigos mecânicos
Esmagamento/cisalhamento/corte
Enrolamento/projeção/perfuração
Perigos elétricos
Choque elétrico/arco/eletricidade estática
Radiação eletromagnética
Perigos térmicos
Superfícies quentes/chamas
Superfícies frias/radiação térmica
Perigos de ruído
>85dB(A)
Proteção obrigatória
Paragem de emergência
Cabeça de cogumelo vermelha
Premir para bloquear, rodar para repor

Proteção contra perigos mecânicos

A norma especifica detalhadamente os perigos mecânicos e as medidas de proteção para cada parte do guindaste: perigos de esmagamento e cisalhamento — os espaços entre peças móveis (ponte, carro, plataforma giratória) e estruturas fixas devem ser protegidos com grades ou placas de aviso. Quando o operador pode aproximar-se de zonas de esmagamento, devem ser instalados dispositivos de intertravamento sensíveis (bordas sensíveis de segurança) ou proteção por cortina de luz. Perigos de enrolamento — tambores, polias, engrenagens e acoplamentos devem ser equipados com coberturas de proteção, de fácil remoção para manutenção. A superfície das coberturas deve ser pintada em amarelo de segurança e indicar o sentido de rotação com uma seta. Perigos de projeção — os riscos de projeção de fios partidos do cabo de aço e de queda de cargas devem ser mitigados através de inspeção periódica do cabo de aço (de acordo com a ISO 4309) e de projeto redundante com cabo duplo/corda de segurança.

Proteção contra perigos elétricos

A norma define sistematicamente os requisitos de segurança elétrica para guindastes: proteção contra contacto direto — todas as partes ativas (barramentos, terminais, linha de contato) devem ser protegidas por isolamento ou barreiras. A linha de contato deve ser instalada a uma altura inacessível ao operador (≥2,5 m) ou protegida por uma cobertura ao longo de todo o seu comprimento. Proteção contra contacto indireto — todas as partes condutoras expostas do guindaste devem ser devidamente aterradas (resistência de aterramento ≤4 Ω) e equipadas com proteção contra fugas (corrente residual nominal de atuação ≤300 mA). Segurança do sistema de controle — o sistema de controle deve cumprir os requisitos de segurança da IEC 60204-32. O projeto das partes relacionadas com a segurança do sistema de controle deve atingir o nível SIL2 da IEC 61508 ou PLd (ISO 13849). Guindastes com capacidade de elevação superior a 5 t devem ser equipados com dispositivo de proteção contra sobrecarga.

Guindaste Industrial Kelude

A Kelude é um fabricante profissional de guindastes industriais, dedicado a fornecer soluções de elevação eficientes e seguras para o setor industrial. Integramos investigação, desenvolvimento, design, produção e serviço pós-venda, oferecendo uma gama completa de produtos e serviços para diversas aplicações industriais.

Vasta Gama de Guindastes para Diversas Aplicações

O nosso portefólio inclui pontes rolantes, guindastes de pórtico, guindastes de lança e guindastes especiais, concebidos para responder a requisitos rigorosos de desempenho e segurança. Aplicamos normas internacionais de referência, como a ISO 4301 e a IEC 60204-32, garantindo a conformidade e a fiabilidade dos nossos equipamentos.

Personalização e Soluções à Medida

Compreendemos que cada operação é única. Por isso, oferecemos serviços de personalização abrangentes, adaptando a capacidade de carga, a altura de elevação, o vão e outras especificações técnicas às suas necessidades exatas. A nossa equipa de engenharia trabalha consigo para desenvolver a solução de elevação mais adequada e económica.

Qualidade, Segurança e Inovação

A segurança é um pilar fundamental no nosso processo de design e fabrico. Os nossos guindastes incorporam dispositivos de segurança avançados, como proteção contra sobrecarga, limitadores de curso e sistemas de travagem de alta fiabilidade. Utilizamos materiais de alta qualidade e processos de fabrico rigorosamente controlados para garantir a durabilidade e o desempenho a longo prazo.

Assistência Técnica e Suporte ao Cliente

Oferecemos um serviço de assistência técnica completo, incluindo instalação, comissionamento, manutenção preventiva e fornecimento de peças de reposição. A nossa equipa de suporte está disponível para garantir o funcionamento contínuo e eficiente do seu equipamento, minimizando o tempo de inatividade e maximizando a produtividade.

Contacte-nos para um Orçamento

Para mais informações sobre os nossos produtos e serviços, ou para solicitar uma proposta personalizada, não hesite em contactar a nossa equipa comercial. Teremos todo o prazer em ajudar a encontrar a solução de elevação ideal para o seu negócio.

Tipo de Perigo Cenário Típico proteções Medida Execução Norma
Esmagamento/Cisalhamento Pontee Edifício industrial Colunaentre Borda de Segurança/Cortina de Luz GB/T 28761 §5.2
Enrolamento Tambor/Engrenagemsecundário Cobertura de proteção+Amarelo Segurança GB/T 28761 §5.3
Queda de Altura Cabine do Operador/Plataforma de manutenção guarda-corpo+ponto de ancoragem do cinto de segurança GB/T 24818.1
Choque Elétrico Linha de contato/Quadro de Comando isolamento+Obstrução+Aterramento GB/T 25122.1
sobrecarga excesso Capacidade Nominal Içamento Limitador de Capacidade GB/T 28264 — Sistema de Monitoramento e Gestão de Segurança
Tombamento Móvel/Excesso de Torre Torque limitador de momento de carga LMI GB/T 28761 §5.8

Sinalização de Segurança e Informações para o Uso

De acordo com os requisitos da norma, cada guindaste deve exibir, em locais visíveis, as seguintes sinalizações de segurança: placa de Capacidade Nominal (em todas as posições de destaque); Placa de aviso de operação (”Proibido sobrecarga”, ”É estritamente proibido permanecer sob a Lança”, ”Proibido operar com falha”, entre outras); sinalizações de fim de curso (limites de Altura de Elevação, Alcance, Ângulo de giro, etc.); identificação do Botão de parada de emergência; e sinalização de pontos de acesso e rotas de fuga. As sinalizações de segurança devem estar em português, com o auxílio de símbolo gráfico, apresentando tipografia legível, cores chamativas e materiais duráveis e resistentes ao desbotamento. As informações para o uso (Manual de Operação) devem estar disponíveis na Cabine do Operador, incluindo procedimentos operacionais, itens de inspeção de segurança, plano de manutenção e procedimentos de manejo de emergência.

Sistema de Controle Relacionado à Segurança

A norma estabelece requisitos de classe de propriedade para os sistemas de controle relacionados à segurança (como Paragem de Emergência, proteção de fim de curso e Proteção contra sobrecarga): a função de segurança desses sistemas deve atingir o nível PLd (ISO 13849) ou SIL2 (IEC 61508). Isso implica que: um ponto único de falha não pode resultar na perda da função de segurança (exigindo redundância ou Detecção de falhas); a probabilidade de falha perigosa média da função de segurança deve ser ≤1×10⁻⁷/h; e o tempo de resposta da função de segurança, desde a detecção do perigo até a conclusão da ação, não deve exceder 500ms. O sistema de controle de segurança deve ser implementado com lógica de Cabeamento rígido (circuito de relé de segurança independente do CLP) ou com um CLP de segurança. A norma enfatiza particularmente que o circuito de Paragem de Emergência deve ser obrigatoriamente implementado com Cabeamento rígido, não podendo ser realizado apenas por software. Todos os guindastes da Kelude Indústrias Pesadas são submetidos a projeto de segurança e Certificação de acordo com esta norma, assegurando a conformidade do desempenho de segurança do equipamento completo.


Tabela Comparativa dos Requisitos do Regulamento de Segurança

A tabela comparativa abaixo apresenta os principais Parâmetros e configurações dos requisitos do regulamento de segurança para equipamentos de elevação, servindo de referência para a seleção e para os operadores.

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Categoria de SegurançaBásicorequisitoscampo de aplicaçãoNorma Cláusula
estrutura metálica SegurançaCordão de Soldasem Trinca/metal basesem Deformaçãovários tiposguindasteGB/T 28761nº4Capítulo
segurança elétricaResistência de isolamento≥1MΩ/Aterramento≤4Ωvários tiposguindasteGB/T 28761nº5Capítulo
dispositivo de segurançaFim de Curso/sobrecarga/Parada de Emergênciavários tiposguindasteGB/T 28761nº6Capítulo
Segurança OperacionalQualificação Operacional/Proibidosobrecarga/Sinal Especificaçãovários tiposguindasteGB/T 28761nº7Capítulo

Perguntas Frequentes

P: Qual é a relação entre a Norma GB/T 28761-2012 e a Norma GB/T 6067-1985, já revogada?
R: A Norma GB/T 6067-1985, "Regulamento de Segurança para Aparelhos de Elevação", foi a primeira norma abrangente de segurança para guindastes na China, tendo sido substituída pela Norma GB/T 28761-2012. Esta última, mantendo os requisitos principais da norma original, incorpora integralmente o conceito de projeto de segurança baseado na avaliação de riscos (estratégia de redução de riscos em três níveis) e alinha-se com o sistema de normas internacionais (referenciando os princípios de gestão de riscos da ISO 12100 e a segurança funcional da IEC 61508). Em comparação com a norma anterior, a nova versão apresenta-se mais sistemática e completa no que diz respeito ao nível de segurança dos sistemas de controle, aos métodos de identificação de riscos e aos requisitos de informações para o uso.
P: Porque é que o projeto intrinsecamente seguro ocupa o primeiro lugar na estratégia de "redução de risco em três níveis"?
R: Porque o projeto intrinsecamente seguro elimina o perigo na origem — por exemplo, aumentando o fator de segurança para prevenir a fratura estrutural, ou concebendo um sistema de acesso e guarda-corpos adequados para evitar quedas de pessoas. Esta medida não depende da fiabilidade do operador nem dos dispositivos de proteção. Os dispositivos de proteção (segundo nível), embora importantes, apresentam possibilidade de falha: o fim de curso pode ficar colado, os botões podem encravar, e o intertravamento pode ser neutralizado manualmente. As informações para o uso e a formação (terceiro nível) têm a confiabilidade mais baixa, pois o operador pode sofrer fadiga, interpretar mal ou esquecer os procedimentos de segurança. A estratégia de três níveis exige que o projetista priorize as medidas com maior confiabilidade, não podendo simplesmente substituir a proteção física por um aviso.
P: Que efeito deve ter o botão de parada de emergência do guindaste após ser pressionado?
R: Os requisitos da norma estabelecem que, ao pressionar o botão de parada de emergência, deve-se imediatamente: 1) interromper a tensão da fonte de energia (ou o acionamento hidráulico) de todos os mecanismos de movimento; 2) acionar o freio de todos os mecanismos; 3) cessar todos os movimentos perigosos (embora seja permitida a operação em direções seguras — como a descida de uma carga após a parada de emergência). O botão de parada de emergência deve permanecer travado na posição desligado após ser pressionado (sem reset automático), e só pode ser rearmado por meio de rotação ou tração manual. A operação de reset não deve provocar o reinício do mecanismo — o reset apenas desativa o estado de parada de emergência; para reiniciar, o operador deve emitir um novo comando de partida.
P: O que significa o nível PLd no sistema de controle relacionado à segurança de um guindaste?
R: PLd (Performance Level d) é um dos níveis de desempenho mais elevados definidos pela ISO 13849 (a escala vai de PLa a PLe, sendo PLe o mais alto). O nível PLd implica: 1) o tempo médio até falha perigosa (MTTFd) do sistema encontra-se na classe ”alta” (30 a 100 anos); 2) o sistema possui cobertura de diagnóstico suficiente, com DC ≥ 90% (capaz de detetar mais de 90% das falhas); 3) o sistema adota estrutura redundante (dois sistemas de acesso, evitando que um ponto único de falha comprometa a função de segurança); 4) o sistema possui capacidade de resistir a falhas de causa comum (sensores com princípios distintos, percursos de cablagem separados). Para o utilizador, um circuito de parada de emergência com PLd significa que, mesmo que um contato de um contactor fique soldado ou fundido, o outro contactor ainda consegue desligar de forma fiável.

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