Norma GB/T 6974.5-2008: Definições para Pontes Rolantes

A norma ISO 4306-5:2005 (MOD) — Terminologia de pontes rolantes e pórticos — é a referência normativa específica para a definição de termos neste domínio. A norma especifica os termos e definições dedicados a pontes rolantes e pórticos, abrangendo o tipo estrutural da viga da ponte, os principais componentes estruturais, os mecanismos e os parâmetros de desempenho, em conformidade com a ISO 4306-5:2005 (MOD).

A norma ISO 4306-5:2005 corresponde à Parte 5 da série de normas de terminologia para aparelhos de elevação, dedicada especificamente à padronização dos termos e definições para pontes rolantes e pórticos. Sendo estes os tipos de guindaste mais amplamente utilizados, a uniformização terminológica é fundamental para o projeto e fabricação, a aceitação da instalação e a operação e manutenção. Este artigo apresenta uma leitura sistemática dos termos centrais definidos pela norma.

ISO 4306-5 — Terminologia de pontes rolantes e pórticos


Posicionamento da norma e sistema terminológico

A norma ISO 4306-5:2008 é a Parte 5 da série ISO 4306 — Terminologia de aparelhos de elevação, dedicada à padronização terminológica específica para pontes rolantes e pórticos. Estes são os tipos de guindaste mais utilizados, e a sua terminologia envolve um vasto conjunto de conceitos estruturais e técnicos. A norma reúne cerca de 180 termos especializados, organizados segundo a sequência lógica: tipo estrutural da viga da ponte, principais componentes estruturais, mecanismo de translação, mecanismo de elevação, carro, dispositivos de segurança e parâmetros de desempenho. Estes termos constituem não apenas a linguagem padrão para projeto e fabricação, mas também a base comum de comunicação para seleção de equipamentos, treinamento de operadores e descrição de falhas.

Terminologia do tipo estrutural da viga da ponte

A norma define com precisão a terminologia dos diversos tipos de pontes rolantes e pórticos: Ponte Rolante — guindaste cuja viga da ponte (estrutura principal) é suportada diretamente, em ambas as extremidades, por mecanismos de translação que se deslocam sobre trilhos instalados no edifício industrial. Quanto ao tipo estrutural da viga principal: Ponte Rolante Monoviga — constituída por uma viga principal em Viga I e um carro (ou Talha Elétrica), com Capacidade de Elevação geralmente ≤10t. Ponte Rolante Biviga — estrutura composta por duas vigas principais em Viga caixão e cabeceiras, com o carro a deslocar-se sobre o trilho no topo das vigas principais; Capacidade de Elevação entre 5 e 500t. Quanto à seção transversal da viga principal: viga caixão, Viga Treliçada, viga alveolar, entre outras.

Guindaste de Pórtico — guindaste cuja viga da ponte é suportada por estabilizadores (pernas) apoiados em trilhos ao nível do solo. Quanto ao tipo de viga principal: Guindaste de Pórtico de viga principal única (uma viga principal + um estabilizador) e de vigas principais duplas (duas vigas principais + dois estabilizadores). Quanto ao tipo de estabilizador: estabilizador em L (um estabilizador em forma de L e o outro em forma de C), estabilizador em A (ambos em forma de A) e estabilizador em U (ambos em forma de U, permitindo a passagem de carga pelo espaço entre os estabilizadores). Quanto ao tipo de cantiléver: sem cantiléver, com cantiléver simples e com cantiléver duplo.

Total de termos
Cerca de 180 termos viga/estrutura/mecanismo
Ponte Monoviga
Viga I + talha ≤10t
Ponte Biviga
Viga caixão/treliçada 5~500t
Guindaste de Pórtico
Estabilizadores no solo viga única/dupla
Tipo de estabilizador
L/A/U conforme necessidade do local
Tipo de cantiléver
Sem/simples/duplo amplia área de trabalho

Terminologia dos principais componentes estruturais

A norma define com precisão a terminologia dos principais componentes estruturais de pontes rolantes e pórticos: Viga Principal — elemento estrutural principal da viga da ponte, responsável por suportar o Peso Próprio do carro e a carga içada, resistindo ao Momento fletor e ao Esforço cortante; geralmente em seção caixão ou estrutura treliçada. Cabeceira — elemento transversal que liga as extremidades das vigas principais, suportando as Rodas de translação da ponte e o mecanismo de translação, transmitindo as cargas das vigas principais para as rodas. Estrutura do carrinho — plataforma em estrutura de aço que aloja o mecanismo de elevação e o Mecanismo de Translação do Carro, deslocando-se sobre o trilho. Estabilizador — componente estrutural vertical (par) que, no Guindaste de Pórtico, liga a viga principal à fundação, transmitindo as cargas recebidas da viga principal. Viga Transversal inferior — viga de ligação entre as extremidades inferiores dos dois estabilizadores, suportando o mecanismo de translação da ponte. Cabine do Operador — espaço fechado onde opera o operador, suspenso numa extremidade da viga da ponte (no caso da Ponte Rolante) ou montado lateralmente no pórtico (no caso do Guindaste de Pórtico).

Terminologia dos parâmetros dos mecanismos

A norma padroniza a terminologia dos parâmetros de desempenho dos mecanismos de pontes rolantes e pórticos: Velocidade de Elevação — velocidade de elevação do gancho inferior sob acionamento do Motor Elétrico de elevação (m/min), geralmente em dois regimes (Elevação principal e Elevação auxiliar). Velocidade de Translação do Ponte — velocidade de deslocamento de toda a Ponte Rolante ao longo do trilho do edifício industrial (m/min), tipicamente entre 20 e 80 m/min. Velocidade de Translação do Carro — velocidade de deslocamento do carro ao longo do trilho da viga principal (m/min), tipicamente entre 20 e 60 m/min. Classe de Funcionamento — indicador composto que reflete o grau de carga plena e a frequência de utilização do guindaste, classificando-o em 8 níveis, de A1 a A8. Classe de utilização — nível que indica a frequência de utilização do guindaste (U0 a U9, definido pelo número total de ciclos de trabalho). Espectro de cargas — nível que indica o grau de solicitação da carga suportada pelo guindaste (Q1 a Q4).

Terminologia dos dispositivos de segurança

A norma uniformiza a terminologia dos dispositivos de segurança de pontes rolantes e pórticos: Limitador de Capacidade — dispositivo de segurança que monitoriza a Capacidade de Elevação e, em caso de sobrecarga, emite alarme e interrompe o movimento de elevação. Limitador de altura — dispositivo que corta a alimentação elétrica do movimento de elevação quando o Gancho atinge a posição máxima permitida. Fim de Curso de Translação — dispositivo que corta a alimentação elétrica do movimento de translação antes de a ponte ou o carro atingirem as extremidades do trilho. Amortecedor — dispositivo que absorve a energia cinética residual do guindaste nos extremos do percurso, suavizando o impacto. Grampo de trilho — dispositivo de segurança antivento específico para Guindaste de Pórtico de exterior, que fixa o guindaste ao Trilho através de pinça (garra), impedindo o deslocamento em condições de vento forte. Dispositivo de ancoragem — dispositivo utilizado em conjunto com o grampo de trilho, que fixa o guindaste ao Trilho através de cavilhas ou Tirante. Dispositivo Anticolisão — dispositivo que, em operações com múltiplos guindastes no mesmo trilho, deteta a distância entre guindastes adjacentes e interrompe o movimento quando a distância de segurança é atingida. Os técnicos da Kelude Indústrias Pesadas utilizam rigorosamente a terminologia padronizada pela ISO 4306-5 na concepção da solução e na comunicação com o cliente.


Tabela comparativa da terminologia de pontes rolantes e pórticos

A tabela comparativa seguinte apresenta os parâmetros essenciais para a seleção e configuração de pontes rolantes e pórticos, servindo de referência para equipas de especificação técnica e operação.

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Categoria de TermoTermo PrincipalDefiniçãoEquivalente em Inglês
Viga Principal Estruturaviga caixão/Viga treliçada/Viga IVigaEstrutura Principal de Cargamain girder
CabeceiraAcionamento Cabeceira/Acionado CabeceiraConexão Viga Principale Roda de translaçãoend carriage
CarroElevação / Içamento Carro/trole de talhaMecanismo de Translação Transversalcarro
PonteMecanismo de Translação da PonteMecanismo de Translação Longitudinalcrane bridge

Perguntas frequentes

P: Qual é a diferença entre os termos "Vão" e "Bitola"?
R: Na terminologia de pontes rolantes e pórticos, o "Vão" refere-se à distância horizontal entre os centros dos trilhos de rolamento da ponte (também designado por "vão da viga da ponte"), sendo o parâmetro dimensional estrutural mais importante da ponte rolante. Já a "Bitola" no sistema do carro corresponde à distância entre os centros dos trilhos do carro (bitola do carro), tendo outra definição no setor ferroviário. Estes dois termos são frequentemente confundidos. O vão é normalmente expresso em metros (m), variando geralmente entre 7,5 m e mais de 40 m. A bitola do carro é indicada em mm. Na fase de seleção, o utilizador deve fornecer o "Vão" (distância entre centros dos trilhos do edifício industrial) e não a bitola do carro.
P: Qual é a diferença entre "Capacidade Nominal" e "Capacidade de elevação máxima"?
R: A Capacidade Nominal (G_n) — é a capacidade de elevação máxima permitida pelo guindaste em condições de trabalho normais, excluindo o peso do moitão e do spreader (embora a Tabela de capacidade normalmente indique se o peso do gancho está incluído). A Capacidade de elevação máxima (G_t) — é a soma da Capacidade Nominal com o peso dos dispositivos de suspensão, como moitão, cabo de aço e spreader. No projeto de pontes rolantes e pórticos, a Capacidade de elevação máxima é utilizada para o dimensionamento dos mecanismos (o cabo de aço, o tambor e o motor elétrico do mecanismo de elevação são selecionados com base na Capacidade de elevação máxima), enquanto a Capacidade Nominal é utilizada para a operação do utilizador (o içamento de cargas pelo utilizador não pode exceder a capacidade nominal). Ao efetuar a encomenda, o utilizador deve especificar claramente se a capacidade de elevação pretendida inclui ou não o peso do moitão.
P: Qual é a diferença entre a contra-flecha da viga principal e a flecha da viga principal?
R: A contra-flecha é a curvatura ascendente pré-definida no meio do vão da viga principal, em estado sem carga (contra-flecha de fabricação). A flecha é a deformação para baixo no meio do vão quando a viga está sob carga plena (também designada por flecha elástica). Em projeto, a viga principal é fabricada com uma contra-flecha inicial (normalmente L/1000 a L/1400), de modo que, sob carga plena, a deformação elástica faça a viga recuperar aproximadamente a posição horizontal (a flecha total corresponde à redução da contra-flecha somada à deformação elástica). Sem contra-flecha, a flecha sob carga plena torna-se bastante visível (a viga apresenta uma curvatura descendente percetível), o que compromete a sensação de segurança do operador e provoca efeitos de "subida" e "descida" do Carro sobre o Trilho. A Norma exige que a flecha líquida da viga principal sob carga plena não exceda L/750 a L/1000, de acordo com a classe de trabalho.
P: O que representam a letra e os números em "Classe de Funcionamento A1~A8"?
R: A classe de funcionamento é um dos parâmetros técnicos mais críticos no projeto de guindastes. A letra "A" designa a "classe de funcionamento" (introduzida pelo sistema de normas DIN alemão e adotada pela norma GB/T 3811 na China). Os números 1 a 8 indicam a classe de funcionamento, do nível mais baixo ao mais elevado — quanto maior o número, mais pesadas são as cargas suportadas pelo guindaste e maior a frequência de utilização. A determinação da classe de funcionamento depende de dois fatores: a classe de utilização (U0~U9, definida pelo número total de ciclos de trabalho) e o espectro de cargas (Q1~Q4, definido pela relação entre a carga média e a carga nominal). As classes A1~A3 são aplicáveis a utilizações ocasionais com carga plena rara (por exemplo, guindastes de manutenção); A4~A5 destinam-se a utilizações frequentes com cargas médias (como em oficinas gerais); A6~A8 aplicam-se a utilizações intensivas com carga pesada e operação frequente (como guindastes de metalurgia e guindastes portuários). Quanto mais elevada a classe de funcionamento, maior o fator de segurança de projeto, mais longa a vida útil à fadiga e, consequentemente, mais elevado o preço do guindaste.

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