Inspeção de Coroa de Giro e Estrutura em Guindaste

A norma GB/T 31052.12-2017 — «Guindastes — Inspeção e manutenção — Parte 12: Guindastes de lança» é a norma específica para a inspeção e manutenção de guindastes de lança. A norma especifica os requisitos de inspeção diária, inspeção periódica e manutenção para guindastes de lança em serviço, incluindo guindastes portal, guindastes de mastro, guindastes flutuantes e guindastes de convés.

A GB/T 31052.12-2017 é a 12.ª parte da série de normas para inspeção e manutenção de guindastes, dedicada especificamente aos requisitos de inspeção e manutenção dos componentes estruturais e da coroa de giro de guindastes de lança. A coroa de giro e a estrutura da lança são componentes críticos de suporte de carga. Este artigo interpreta os requisitos principais da norma.

Norma GB/T 31052.12-2017 para inspeção e manutenção de guindastes de lança


Posicionamento da norma e sistema de inspeção

A GB/T 31052.12-2017 é a 12.ª parte da série GB/T 31052, dedicada à inspeção e manutenção de guindastes de lança (portal, mastro, flutuante, convés, etc.). Em comparação com outros tipos de guindastes, os guindastes de lança apresentam estrutura mais complexa, maior número de mecanismos e ambientes de trabalho mais diversificados (alguns em portos, outros em embarcações, outros em estaleiros), pelo que os ciclos de inspeção e manutenção variam significativamente consoante o ambiente de trabalho e a intensidade de utilização. A norma especifica quatro níveis de inspeção e manutenção para guindastes de lança: inspeção diária (por turno), manutenção de primeiro nível (mensal), manutenção de segundo nível (trimestral) e inspeção abrangente anual. Cada nível define itens de inspeção, métodos de inspeção e critérios de aceitação detalhados.

Itens de inspeção diária

Antes de cada turno de operação, devem ser realizadas as seguintes verificações: Trilho e base (portal) — sem obstáculos no trilho, bitola normal, batentes firmes, grampos de trilho na posição aberta. Lança — inspeção visual da estrutura da lança para detetar deformações e trincas, pino de conexão da lança sem folga, cabo de aço corretamente posicionado na garganta da polia. Mecanismo de elevação — funcionamento normal do freio (elevar o gancho a 100 mm do solo para confirmar que não há escorregamento da carga), cabo de aço devidamente enrolado, com ≥3 voltas de segurança no tambor. Mecanismo de giro — rotação suave sem travamentos, freio de rotação funcional. Dispositivos de segurança — autoteste do limitador de momento de carga, teste funcional dos fins de curso, anemômetro com leitura normal. Para guindastes flutuantes, verificar adicionalmente o ângulo de inclinação da embarcação ≤5° e o funcionamento do sistema de água de lastro.

Inspeção Diária
Antes de cada turno Dispositivos de segurança + freios
Manutenção de 1.º nível
Mensal Parafusos + lubrificação + elétrica
Manutenção de 2.º nível
Trimestral Engrenagens + redutor + cordões de solda
Inspeção anual
Ensaio de carga + UT Executada por organismo de inspeção especial
Coroa de giro
Semestral Torque dos parafusos + inspeção da superfície dos dentes
Inspeção da garra
Lâminas + revestimento Verificação semanal de desgaste

Inspeção dos principais componentes estruturais

Os componentes estruturais dos guindastes de lança estão sujeitos a cargas alternadas, sendo propensos a trincas por fadiga. Pontos-chave de inspeção: Lança — inspeção visual + ensaio por partículas magnéticas, com foco no pé da lança, cordões de solda das placas de ligação, cordões de solda dos suportes das polias de variação de alcance e ligações dos tirantes. Pórtico (guindaste portal) — inspecionar os cordões de solda de ligação entre a viga transversal e os estabilizadores, com especial atenção aos cordões de solda nos dois lados da abertura do pórtico (menor rigidez e maior concentração de tensões nessa zona). Plataforma giratória — cordões de solda e placa de base na articulação entre a plataforma giratória e a lança. Guindaste de mastro — retilineidade do banzo principal do mastro (desvio do eixo dos segmentos ≤L/1000), desgaste e corrosão nas ligações das âncoras de solo dos estais. Guindaste flutuante — verificação de deformações e cordões de solda na estrutura do casco (reforços do convés na zona de içamento).

Inspeções especiais para guindastes flutuantes

Os guindastes flutuantes requerem verificações adicionais: Estanqueidade do casco — verificar o funcionamento dos dispositivos de alarme de nível nos compartimentos estanques. Sistema de lastro — operação flexível das bombas e válvulas de lastro, sem fugas nas tubagens. Proteção anticorrosão do casco — funcionamento do sistema de proteção catódica (ânodos de sacrifício ou corrente impressa) na parte submersa. Sistema de amarração — verificação de desgaste nos cabos, âncoras e cabeços. Os guindastes flutuantes devem ser submetidos a uma inspeção anual em doca seca da parte submersa do casco (medição da espessura por corrosão do fundo e soldaduras de reparação).


Tabela comparativa de inspeção de componentes estruturais

A tabela comparativa seguinte apresenta os parâmetros principais para a inspeção dos componentes estruturais de guindastes de lança, servindo de referência para seleção e utilização.

Guindaste Industrial Kelude

A Kelude é especializada no projeto e fabrico de guindastes industriais de alta qualidade, oferecendo soluções completas e fiáveis para os mais diversos setores. O nosso compromisso é garantir a máxima eficiência, segurança e durabilidade em cada equipamento, adaptando-nos às necessidades específicas de cada cliente e aplicação.

Engenharia e Personalização de Guindastes

Com uma equipa de engenharia experiente, desenvolvemos pontes rolantes e estruturas de elevação à medida, otimizadas para a sua operação. Analisamos fatores como a capacidade de carga, o vão, a altura de elevação e o ciclo de trabalho para dimensionar a solução mais eficiente. O nosso processo de fabrico segue rigorosos padrões de qualidade, assegurando a conformidade com as normas internacionais ISO 4301 e ISO 12480.

Capacidade de CargaPersonalizada, desde cargas ligeiras até aplicações de alta tonelagem (ex.: QD32/5t).
Tipo de EstruturaPonte rolante de vão único ou duplo, com ou sem viga de lança.
ControloComando por botoeira pendente, rádio comando ou cabina de operação.
Normas AplicáveisISO 4301, ISO 12480, IEC 60204-32.

Segurança e Fiabilidade Operacional

A segurança é um pilar fundamental no nosso processo de conceção. Todos os componentes críticos, como limitadores de carga, travões e sistemas de emergência, são selecionados e testados para garantir a máxima fiabilidade. O cumprimento das diretrizes de segurança internacionais, incluindo a norma IEC 60204-32 para equipamentos elétricos, é uma prioridade, assegurando uma operação protegida e em conformidade com as exigências legais.

Manutenção e Suporte Técnico Especializado

Oferecemos um serviço completo de assistência pós-venda, incluindo planos de manutenção preventiva e corretiva, fornecimento de peças de reposição originais e suporte técnico remoto ou no local. O nosso objetivo é maximizar o tempo de atividade do seu equipamento e prolongar a sua vida útil, garantindo um desempenho consistente e seguro ao longo dos anos. Para orçamentos ou informações técnicas, contacte-nos através do email info@kelude.com.

Perguntas Frequentes (FAQ)

P: Qual é o prazo de entrega típico para um guindaste personalizado?
R: O prazo de entrega varia conforme a complexidade do projeto e a carga de trabalho da fábrica. Em média, para equipamentos standard, o prazo é de 8 a 12 semanas após a aprovação do desenho técnico.

P: A Kelude oferece serviço de instalação no local?
R: Sim, dispomos de equipas de montagem especializadas que realizam a instalação completa, testes de carga e comissionamento do equipamento nas instalações do cliente.

P: Que tipo de garantia é fornecida?
R: Oferecemos uma garantia padrão de 24 meses sobre todos os componentes estruturais e mecânicos, sujeita à realização da manutenção preventiva recomendada. A garantia cobre defeitos de fabrico e materiais.

P: É possível adaptar um guindaste existente para uma capacidade maior?
R: Em muitos casos, é possível. A nossa equipa de engenharia realiza uma avaliação estrutural detalhada para determinar a viabilidade técnica e a relação custo-benefício da adaptação, garantindo a conformidade com as normas de segurança aplicáveis.

P: Como posso obter um orçamento detalhado?
R: Pode solicitar um orçamento através do nosso website ou por email. Necessitamos das especificações básicas da aplicação (capacidade, vão, altura de elevação, tipo de comando) para preparar uma proposta comercial personalizada.

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item de inspeçãoconteúdo da inspeçãointervalo de inspeçãoCritérios de Aceitação
estrutura da lançaCordão de Solda/Deformação/TrincaMensalNenhum Trinca/Deformação Medição< L/1000
Coroa de giroEngrenagem Desgaste/Parafuso AfrouxamentoTrimestralDesgaste da espessura do dente<10%
ConexãopinoDesgaste/Corrosão/FolgaSemestralFolga≤0.5mm
Cabo de Açoruptura de fio/Desgaste/LubrificaçãoAntes de cada turnoConforme GB/T 5972Norma

Perguntas frequentes

P: Qual a frequência e o método de inspeção dos cordões de solda dos nós da lança de um guindaste portal?
R: Os cordões de solda dos nós da lança de um guindaste portal estão sujeitos a tensões alternadas de tração e compressão, sendo uma zona propícia ao aparecimento de trincas por fadiga. Requisitos normativos: Inspeção Diária — inspeção visual do aspeto do cordão de solda em cada turno (verificar a presença de exsudação de ferrugem — a ferrugem que emerge de uma trinca apresenta-se como uma linha fina). Inspeção mensal — examinar a superfície do cordão de solda, previamente limpa, com lupa de 10× de ampliação. Inspeção trimestral — realizar Ensaio por Partículas Magnéticas (aplicável a trincas superficiais) ou Ensaio Ultrassônico (aplicável a trincas internas) nos cordões de solda dos nós críticos. Inspeção anual — realizar uma amostragem por Ensaio Ultrassônico em todos os cordões de solda dos nós (proporção de amostragem ≥30%). Qualquer trinca detetada deve ser imediatamente marcada e avaliada quanto à necessidade de paragem para reparação.
P: Qual é o intervalo e o conteúdo da inspeção em doca seca para guindastes flutuantes?
R: A norma recomenda que o guindaste flutuante seja submetido a uma inspeção em doca seca a cada 2~3 anos. O conteúdo da inspeção inclui: 1) Medição da espessura das chapas do casco (medição da espessura de cada painel com medidor de espessura ultrassônico; chapas de aço cuja perda por corrosão exceda 15% da espessura original devem ser substituídas); 2) Inspeção dos cordões de solda do casco (ensaio por partículas magnéticas — MT — por amostragem nos cordões de solda da estrutura do casco e das bases de içamento); 3) Inspeção do sistema de proteção anticorrosão do casco (medição da espessura remanescente e do potencial dos ânodos de sacrifício); 4) Verificação do desgaste da hélice e do leme; 5) Inspeção interna dos tanques de água de lastro e estado do revestimento. O relatório de inspeção da doca seca deve ser arquivado para referência futura.
P: Qual a frequência e o método de inspeção da coroa de giro do guindaste de lança?
R: A coroa de giro é um dos componentes mais críticos do guindaste de lança. Frequência de inspeção: diária — avaliação por ruído (o funcionamento normal produz um som uniforme e grave; se surgir um estalido nítido ou impactos periódicos, pode indicar danos na pista de rolamento ou nos elementos rolantes); mensal — verificação das folgas radial e axial da coroa de giro (medir com relógio comparador; folgas superiores a 0,5 mm exigem atenção); semestral — verificação e reaperto do torque dos parafusos de conexão da coroa de giro (amostragem ≥20%, torque ≥90% do valor especificado); anual — análise laboratorial da graxa (verificar se a graxa na pista de rolamento contém partículas metálicas).
P: Quais são os pontos de manutenção dos estais de um guindaste de mastro?
R: Os estais estão entre os componentes de segurança mais críticos de um guindaste de mastro. Os pontos de manutenção são: 1) Inspeção visual diária do estado exterior dos estais (ruptura de fio, corrosão, dobras e pontos de atrito com elementos adjacentes); 2) Verificação semanal das ligações entre os estais e as âncoras de solo (observar se o soquete de cunha ou a junta de alumínio apresenta deslizamento, marcando a posição de referência); 3) Medição mensal da tensão de cada estai (com medidor de tração ou pelo método de frequência de vibração), não devendo a diferença entre tensões exceder ±5% do valor de cálculo; 4) Inspeção trimestral dos pontos de ancoragem (fissuras na fundação de betão e aperto dos chumbadores); 5) Substituição obrigatória dos estais após 5 anos de serviço ou sempre que a ruptura de fio exceder os limites admissíveis.

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