Guia de Operação Segura para Guindastes: Checklist Pré-Operação

Procedimentos de Operação Segura para Guindastes — organizados em três fases: inspeção de segurança antes da operação, fluxo padrão de operação segura e manutenção dos dispositivos de segurança. Antes de operar, é obrigatório verificar item por item uma lista de 15 pontos de inspeção. Durante a operação, devem ser cumpridas as Dez Regras de Proibição de Içamento e o fluxo de operação segura. Os dispositivos de segurança devem ser submetidos a manutenção e calibração periódicas. A execução rigorosa destes procedimentos pode reduzir em mais de 90% os acidentes causados por erro humano.

Dados essenciais: Em 2025, 82% dos acidentes com guindastes no país estavam relacionados a operações irregulares, e 71% ocorreram devido à falta de inspeção antes da operação, falha nos fins de curso ou dispositivos de segurança não calibrados. A execução rigorosa de inspeções diárias e procedimentos operacionais pode reduzir em mais de 85% os acidentes com vítimas. De acordo com a TSG Q7015, a unidade usuária deve estabelecer procedimentos de operação segura e realizar treinamento e avaliação periódicos.

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Lista de Verificação de Segurança Pré-Operação

De acordo com os requisitos da TSG Q7015 — Regras de Inspeção Periódica para Equipamentos de Elevação —, devem ser concluídas as 15 verificações de segurança abaixo antes de cada turno de operação. A máquina só pode ser colocada em funcionamento após a aprovação em todos os itens de inspeção. Os registros de inspeção devem ser arquivados para referência.

1. Inspeção do Cabo de Aço e Acessórios de Içamento (5 itens)

① Inspeção visual do cabo de aço: verificar visualmente todo o cabo quanto a rupturas de fio, desgaste, corrosão, torções ou achatamentos. O Número de fios rompidos dentro de um passo de torção não deve exceder 10% do total.

② Medição do diâmetro do cabo de aço: medir o diâmetro com paquímetro. Se o desgaste ou a corrosão exceder 7% do diâmetro original, o cabo deve ser substituído imediatamente.

③ Inspeção do gancho: verificar visualmente se há trincas, deformações ou desgaste no gancho. Se a deformação da boca do gancho (aumento da abertura de garganta) exceder 15% da dimensão original, o gancho deve ser substituído. Verificar também se a Trava de gancho está em boas condições.

④ Inspeção das polias: verificar se as polias giram livremente. A profundidade de desgaste da garganta do cabo não deve exceder 25% da profundidade original.

⑤ Inspeção do tambor: o cabo de aço deve estar devidamente enrolado no tambor, com pelo menos 3 voltas de segurança. O defletor de cabo deve estar em boas condições.

2. Inspeção do Freio e Dispositivos de Segurança (5 itens)

⑥ Inspeção do freio do mecanismo de elevação: as sapatas de freio devem abrir e fechar normalmente, sem travamento. A Folga de freio deve ser de 0,5~1,0 mm para freios de tambor e de 1,0~2,0 mm para freios a disco.

⑦ Inspeção dos freios da Ponte e do Carro: a frenagem de cada mecanismo de translação deve ser sincronizada. A superfície da roda de freio não deve apresentar trincas, cavidades ou contaminação por óleo.

⑧ Teste de funcionamento dos fins de curso: acionar manualmente os Fim de Curso de Translação da ponte, do carro e o fim de curso de elevação. O funcionamento deve ser confiável, com a parada a uma distância ≥ 200 mm do limite.

⑨ Inspeção do Limitador de Sobrecarga: em vazio, o display do Limitador de Sobrecarga deve indicar zero e a Luz indicadora de funcionamento deve estar normal.

⑩ Dispositivo de alarme sonoro e visual: testar o alarme de translação da ponte e do carro antes da operação. Os sinais sonoros e visuais devem ser claros e eficazes.

3. Inspeção do Trilho e do Ambiente (5 itens)

⑪ Inspeção da superfície do trilho: os trilhos da ponte e do carro devem estar livres de óleo, obstáculos ou objetos estranhos. A Junta de Trilho deve estar nivelada.

⑫ Amortecedores e dispositivos anti-colisão: os amortecedores em cada extremidade devem estar intactos e sem danos. A superfície emissora dos sensores de anti-colisão a laser/infravermelho deve estar limpa.

⑬ Inspeção do Dispositivo Anti-Vento (equipamento externo): o grampo de trilho / dispositivo de ancoragem deve abrir e fechar livremente. O Anemômetro deve apresentar leitura normal.

⑭ Inspeção do ambiente de operação: a iluminação na área de operação deve ser suficiente. Não deve haver armazenamento irregular de materiais Inflamável e explosivo. A Passagem de segurança deve estar desobstruída.

⑮ Teste sem Carga: realizar um ciclo completo de Elevação / Içamento do mecanismo de elevação e um ciclo completo de Translação da Ponte e do Carro. Cada mecanismo deve operar suavemente, sem Ruído anormal e com frenagem adequada. A Kelude Indústrias Pesadas recomenda registrar cada Teste sem Carga no diário de trabalho como comprovante de arquivo da inspeção diária.

Fluxo Padrão para Operação Segura

A operação segura de um guindaste é dividida em quatro fases: preparação antes do içamento, operação de içamento, operação de translação e descida/descarga da carga. Cada fase deve cumprir rigorosamente os procedimentos abaixo.

1. Preparação Antes do Içamento

① Confirmar que o peso da carga não excede a Capacidade Nominal (por estimativa visual ou verificação da etiqueta da carga; em caso de dúvida, usar o limitador de carga para confirmar).

② Confirmar que a especificação do Spreader (espalhador de elevação) é compatível com a carga. O ângulo entre os cabos não deve exceder 90 graus (recomenda-se até 60 graus; se o ângulo for maior, a capacidade de içamento deve ser reduzida).

③ Confirmar a Posição do centro de gravidade da carga, selecionar corretamente os Ponto de içamento e garantir que a carga esteja firmemente amarrada, sem risco de soltura.

④ Confirmar que não há pessoas ou outros equipamentos interferindo nas proximidades da carga e que a rota de Içamento e transporte está claramente planejada.

⑤ Confirmar que o sistema de Sinais de Comando está normal (gestos, bandeirolas ou rádio comunicador) e que o operador e o sinaleiro / operador responsável estão usando os mesmos sinais.

2. Operação de Içamento

⑥ Antes de içar, acionar a campainha ou o Alarme Sonoro e Visual para alertar as pessoas ao redor a se afastarem para uma área segura.

⑦ Iniciar com Modo de Impulso para esticar o cabo de aço e, em seguida, parar para verificar se a amarração da carga e o centro de gravidade estão estáveis.

⑧ Parar novamente quando a carga estiver a aproximadamente 200 mm do chão para verificar se o freio está funcionando de forma confiável (a carga não deve descer sozinha). Somente após confirmar a estabilidade, continuar o içamento.

⑨ Durante o içamento, operar a velocidade constante. É estritamente proibido parar ou iniciar bruscamente. Manter uma distância de segurança de pelo menos 500 mm entre a parte inferior da carga e o ponto mais alto dos obstáculos no chão.

3. Operação e Movimentação

⑩ Altura de elevação da carga: a parte inferior da carga deve ficar pelo menos 500 mm acima do ponto mais alto dos obstáculos no solo, seguindo o percurso previamente definido.

⑪ Quando a ponte e o carro se movimentam simultaneamente, acionar primeiro a ponte e depois o carro. Na desaceleração, parar primeiro o carro e depois a ponte, para evitar oscilações excessivas da carga.

⑫ Controlo da velocidade de translação: com carga plena, utilizar a velocidade reduzida (50% a 70% da velocidade nominal); em vazio, pode utilizar-se a velocidade máxima. É proibido operar simultaneamente os mecanismos de elevação e de translação (operação cruzada).

⑬ Proibida Permanência Sob Carga: durante a movimentação, é proibida a permanência ou passagem de pessoas por baixo da carga ou na sua área de influência.

4. Descida e Posicionamento da Carga

⑭ Antes de descer o gancho, confirmar que a zona de destino está livre de obstáculos e pessoas. Descer suavemente e, a cerca de 300 mm do ponto de destino, reduzir a velocidade e depositar a carga com cuidado.

⑮ Após a carga assentar, remover o spreader (espalhador de elevação). Só depois de confirmar que a carga está estável e sem risco de tombamento se deve voltar a elevar o gancho.

⑯ Elevar o gancho até à posição mais alta (a uma distância ≥ 500 mm do fim de curso superior), recolocar todos os mecanismos na posição inicial e desligar a alimentação elétrica principal. No final da operação, preencher o registo de trabalho, anotando o funcionamento do turno e quaisquer ocorrências anómalas.

Dez Regras de Proibição de Içamento em Guindastes

As Dez Regras de Proibição de Içamento constituem a base fundamental da segurança operacional e são o conteúdo principal das inspeções TSG e das verificações de segurança a todos os níveis. É estritamente proibido realizar operações de içamento nas 10 situações seguintes:

① Sobrecarga — Proibido Içar

É proibido içar quando a capacidade de elevação nominal é excedida ou quando o limitador de momento de carga é ativado. A sobrecarga é a principal causa de danos estruturais e tombamento de guindastes.

② Sinais de Comando Ambíguos — Proibido Içar

É proibido operar quando os sinais de comando não são claros, quando há múltiplos comandantes ou quando não há ninguém a comandar. Antes de içar, é necessário confirmar que os gestos de comando ou os sinais são unívocos.

③ Carga Inclinada ou Puxada — Proibido Içar

É proibido puxar ou içar cargas que não estejam verticalmente alinhadas com o gancho. Esta prática pode causar a saída do cabo da ranhura, oscilações perigosas da carga ou sobrecarga.

④ Pessoas Sob a Carga — Proibido Içar

É proibido içar ou movimentar a carga quando há pessoas por baixo dela ou no seu percurso. Todas as pessoas devem ser retiradas para uma zona segura.

⑤ Dispositivos de Segurança Inoperantes — Proibido Içar

É proibido operar se qualquer dispositivo de segurança — fim de curso, limitador de sobrecarga ou freio — estiver inoperante. O equipamento só pode ser utilizado após reparação e verificação do seu funcionamento.

⑥ Acessórios de Içamento Inseguros — Proibido Içar

É proibido utilizar cabos de aço com rutura de fios acima do limite, ganchos com trincas ou deformações, ou cintas de elevação com desgaste acentuado. Os acessórios devem estar em boas condições e com a especificação adequada.

⑦ Cargas Enterradas ou Fixas — Proibido Içar

É proibido içar cargas enterradas, presas ou fixadas ao solo ou a outros objetos. A elevação forçada pode causar a ruptura de cabo de aço ou danos estruturais.

⑧ Amarração Incorreta — Proibido Içar

É proibido içar cargas com amarração insuficiente, com centro de gravidade deslocado ou com pontos de içamento inadequados que representem risco de tombamento. A carga deve ser reamarrada e a sua estabilidade confirmada.

⑨ Condições Meteorológicas Adversas — Proibido Içar

É proibida a operação de içamento ao ar livre com vento de força 6 ou superior (velocidade do vento ≥ 13,8 m/s), chuva forte, neve intensa ou nevoeiro denso.

⑩ Operador sem Certificação — Proibido Içar

É proibido operar o guindaste por pessoal não treinado ou sem certificado de operador de equipamento especial. O certificado de operador deve estar dentro do período de validade.

Comparação de Operações Irregulares Frequentes

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Operação irregularCenário comumRisco diretoConsequência do acidenteProcedimento correto
sobrecarga IçamentoEstimativa visual Peso, Içamento e transporte Carga sobressalenteestrutura Exceder Tensão, Frenagem FalhaViga Principal Fissura/Colapso/TombamentoUtilizar Limitador de Sobrecarga Verificar Peso
Içamento inclinadoCarga descentralizada, Operador apressadosaída do cabo da ranhura, Oscilação da cargaRuptura de cabo de aço/Impacto em pessoasReposicionarajuste Ponto de içamento Abaixo do ponto central
Permanecer sob a carga"Só um momento, passa rápido"Impacto direto por queda de cargaFerimentos ou fatalidades(Mais grave)Içamento e transporte Isolamento total da área, Instalar fita de isolamento
Fim de Curso By-pass (curto-circuito)/Desmontagemfim de curso Incomodado com operações frequentes, By-pass própriocurso Sobrecorrida, Cabo de Açolimite de elevaçãoChoque contra o limitador de fim de curso/Desalinhamento do trilho/Ruptura de cabo de açoFim de Curso Deve estar íntegro e funcional, Proibido by-pass
Sob carga Operação em alta velocidadeIçamento e transporte Longa distância, Pressa para economizar tempoOscilação descontrolada da cargaColisão com pessoas/Queda do equipamentoCarga plena Utilizar velocidade reduzida(50%~70%)
Antes da operação, nãoinspeçãoCom pressa, Considerar desnecessárioFalha não detectada, Operação com defeitoFalha súbita durante operaçãoConcluir item por item antes de cada turno15Iteminspeção

Ciclo de Manutenção dos Dispositivos de Segurança

Os dispositivos de segurança constituem a última barreira para a operação segura do guindaste. Cada dispositivo deve ser inspecionado e mantido periodicamente, garantindo que permaneça sempre em condições operacionais. Segue o ciclo de manutenção padrão para cada dispositivo:

Limitador de Altura

Intervalo de inspeção: semanal — verificação por acionamento manual

Critério de atuação: acionamento fiável a ≥200mm da posição limite

Intervalo de calibração: trimestral — calibração da precisão de atuação

Limitador de Sobrecarga

Intervalo de inspeção: diário — verificação do zero

Critério de atuação: alarme e corte ao exceder 105% da carga nominal

Intervalo de calibração: trimestral — calibração com peso padrão

Fim de Curso de Translação

Intervalo de inspeção: semanal — verificação tri-direcional da ponte/carro

Critério de atuação: paragem fiável a ≥200mm da extremidade do trilho

Requisitos de manutenção: proibido contornar ou remover o fim de curso

Amortecedores e Anticolisão

Intervalo de inspeção: mensal — verificação da integridade visual

Envelhecimento da borracha: substituir em caso de trincas ou deformação permanente

Sensor anticolisão: semanal — limpeza das superfícies emissora e recetora

Dispositivo Anti-Vento

Intervalo de inspeção: semanal — abertura/fecho flexível do grampo de trilho/ancoragem

Anemómetro: trimestral — calibração da precisão da velocidade do vento

Valor de alarme: vento de grau 6 — 13.8m/s — alarme e paragem da operação

Dispositivo de Parada de Emergência

Intervalo de inspeção: diário — teste de pressão antes da operação

Critério de atuação: corte imediato de toda a potência após acionamento

Requisito de reposição: após reposição rotativa, os mecanismos não podem reiniciar automaticamente

Perguntas Frequentes (FAQ)

P: Quanto tempo demora a inspeção antes da operação do guindaste?

R: Uma inspeção completa antes da operação demora cerca de 15 a 20 minutos, incluindo a verificação visual e do diâmetro do cabo de aço (5 minutos), teste do freio e do fim de curso (5 minutos), inspeção do trilho e do ambiente (3 minutos) e teste sem carga (2 a 3 minutos). De acordo com o requisito da secção 9.3 da norma ISO 4301, o registo da inspeção diária deve ser assinado e arquivado para referência. A Kelude recomenda a utilização de uma lista de verificação padrão para marcar item a item e assinar, garantindo que nada é omitido.

P: Quais são as Dez Regras de Proibição de Içamento para guindastes?

R: As Dez Regras de Proibição de Içamento são as 10 proibições para a operação segura de guindastes: ① não içar em sobrecarga; ② não içar com sinalização pouco clara; ③ não içar com carga inclinada ou puxada; ④ não içar com pessoas sob a carga; ⑤ não içar com dispositivo de segurança com falha; ⑥ não içar com spreader (espalhador de elevação) inseguro; ⑦ não içar cargas enterradas; ⑧ não içar cargas mal amarradas; ⑨ não içar em condições meteorológicas adversas; ⑩ não içar sem certificação de operador. Estas 10 regras são itens obrigatórios em todas as inspeções de segurança e as violações estão sujeitas a sanções administrativas.

P: Com que frequência deve ser verificado o fim de curso do guindaste?

R: Os fins de curso tri-direcionais (elevação/ponte/carro) devem ser acionados manualmente todas as semanas para verificar se atuam de forma fiável e param a uma distância ≥200mm da posição limite. Trimestralmente, a precisão de atuação deve ser calibrada com instrumentos padrão (desvio não superior a ±5% do valor definido). É estritamente proibido fazer bypass, desmontar ou ajustar o fim de curso além do curso nominal. Se for detetada uma falha no fim de curso, o equipamento deve ser imediatamente parado para reparação e, após a reparação, deve ser validado em vazio antes de retomar a operação.

P: Qual é o departamento responsável pela elaboração dos Procedimentos de Operação Segura do guindaste?

R: De acordo com a Lei de Segurança de Equipamentos Especiais e o TSG Q7015, o departamento de gestão de segurança da unidade usuária do guindaste é responsável por elaborar os Procedimentos de Operação Segura, que devem abranger a lista de verificação, o fluxo de operação, as Dez Regras de Proibição de Içamento e a manutenção dos dispositivos de segurança. Os procedimentos devem ser revistos a cada dois anos e, após cada revisão, todos os operadores devem receber formação e avaliação. Os procedimentos de operação devem ser afixados na cabine de comando ou num local visível junto ao equipamento.

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