Norma GB/T 25120-2010 para talhas elétricas
A norma GB/T 25120-2010 «Equipamentos de elevação — Talhas elétricas» é a norma de produto geral para talhas elétricas de cabo. A norma define a classificação, os parâmetros técnicos, os requisitos de segurança e o método de ensaio das talhas elétricas, sendo aplicável a talhas elétricas de cabo com capacidade de elevação de 0,5t a 100t. Constitui a base de projeto e fabricação para talhas elétricas dos modelos CD1, MD1 e similares.
A norma GB/T 25120-2010 é a norma específica para talhas elétricas utilizadas em equipamentos de elevação, estabelecendo a classificação, os requisitos técnicos, o método de ensaio e as regras de inspeção. A talha elétrica é o componente principal dos equipamentos de elevação leves e pequenos, sendo amplamente utilizada no içamento e transporte de materiais em oficinas, armazéns e locais de manutenção.
Classificação e parâmetros da talha elétrica
A norma GB/T 25120-2010 classifica as talhas elétricas quanto ao tipo estrutural em: talha fixa — montada numa estrutura de suporte fixa, capaz apenas de elevação sem deslocamento horizontal, adequada para operações em ponto de içamento fixo. Talha móvel — montada em trilho em viga I, pode deslocar-se horizontalmente ao longo do trilho, sendo o tipo mais comum. Quanto à velocidade de elevação, classifica-se em: talha de velocidade normal (modelo CD1) — elevação de velocidade única, geralmente 7~8m/min. Talha de velocidade normal/lenta (modelo MD1) — elevação de duas velocidades, velocidade normal de 7~8m/min e velocidade lenta de 0,7~0,8m/min, destinada a aplicações que exigem posicionamento preciso. A série de parâmetros principais definida pela norma: capacidade de elevação de 0,5t, 1t, 2t, 3t, 5t, 10t, 16t, 20t, 32t, 50t e 100t, num total de 11 especificações. Altura de elevação de 6m, 9m, 12m, 18m, 24m e 30m, num total de 6 especificações padrão (alturas superiores podem ser fornecidas mediante solicitação do cliente). A classe de funcionamento, de acordo com a norma ISO 4301 / FEM 1.001, é dividida em M3~M6 (M3 corresponde a serviço leve e M6 a serviço pesado).
Requisitos técnicos dos componentes principais
A norma especifica os seguintes requisitos para os componentes principais da talha elétrica: Motor de elevação — utiliza motor de rotor cônico (com freio integrado), regime de trabalho S3 (funcionamento intermitente periódico), fator de duração do ciclo FC=25%~40%. O motor deve possuir torque de arranque suficiente (relação torque de arranque/torque nominal ≥2,0) para garantir o arranque com carga plena sem escorregamento da carga. Redutor — engrenagem helicoidal de três estágios, material da engrenagem em 20CrMnTi (cementação e têmpera HRC58~62), precisão de engrenagem não inferior ao grau 7. O redutor deve apresentar boa vedação, funcionamento estável e sem ruído anormal. Tambor — relação entre o diâmetro do tambor e o diâmetro do cabo de aço D/d≥20. A capacidade de enrolamento do cabo no tambor deve satisfazer os requisitos da altura de elevação nominal, devendo o tambor possuir flange na extremidade para evitar a saída do cabo de aço. Cabo de aço — cabo de aço de contacto linear (tipo 6×19W ou 6×36WS), fator de segurança do cabo de aço ≥5. Gancho — gancho forjado selecionado conforme a norma FEM 1.001. Mecanismo de translação — motor de translação com rotor cônico ou motor com freio de ação magnética lateral, velocidade de translação geralmente de 20~30m/min. Dureza da banda de rolamento das rodas de translação HB≥300. A norma exige ainda que a talha elétrica seja equipada com fim de curso (limite superior de elevação e limite inferior de descida) e limitador de sobrecarga.
Freio e dispositivos de segurança
Requisitos da norma para o freio e dispositivos de segurança: Freio de rotor cônico — o anel de freio cónico na extremidade traseira do motor de elevação coopera com a superfície cónica do rotor do motor. Quando energizado, a força eletromagnética atrai o rotor para dentro do estator, abrindo automaticamente o freio; quando desenergizado, a força de mola empurra o rotor para fora, fechando o freio. O material de fricção do anel de freio deve satisfazer a vida útil — número de ciclos de frenagem ≥300.000 (correspondente a aproximadamente 2 anos de vida útil, considerando 120 acionamentos por hora). Distância de deslizamento do freio após desgaste do anel de freio — a distância de descida da carga sob carga plena deve ser ≤100mm (para altura de elevação ≤12m) ou ≤200mm (para altura de elevação >12m). Quando a distância de deslizamento exceder o valor especificado, deve ser ajustada a compressão da mola de freio ou substituído o anel de freio. Limitador de sobrecarga — quando a carga exceder 110% do valor nominal, o limitador de sobrecarga deve interromper o movimento de elevação (mantendo apenas a descida), emitindo simultaneamente alarme sonoro e visual. Fim de curso — o fim de curso de posição limite superior deve provocar a parada automática do movimento de elevação quando o gancho atingir a posição mais alta; o fim de curso de posição limite inferior deve interromper a descida quando restarem apenas 2 voltas de cabo no tambor. As talhas elétricas fornecidas pela Kelude Indústrias Pesadas são fabricadas em conformidade com a norma GB/T 25120.
Ensaios e inspeção
Ensaios especificados pela norma: Teste sem carga — funcionamento em vazio de todos os mecanismos da talha elétrica, verificando a estabilidade de funcionamento, o ruído (≤85dB) e a correta atuação dos fins de curso. Ensaio de carga estática — aplicação de 1,5 vezes a carga nominal à talha elétrica, mantendo durante 10 minutos; após a remoção da carga, verificar se há deformação permanente ou danos nos componentes (o coeficiente de 1,5 no ensaio de carga estática é superior ao coeficiente de 1,25 exigido para guindastes de uso geral, uma vez que a estrutura de suporte da talha elétrica é mais compacta e exige maior margem de segurança). Ensaio de carga dinâmica — aplicação de 1,25 vezes a carga nominal, realizando 3 ciclos completos de elevação e descida, verificando a confiabilidade da frenagem e a estabilidade de funcionamento do sistema elétrico. Ensaio de tipo — inclui ensaio de vida útil à fadiga (ciclos contínuos de elevação e descida sob carga nominal ≥100.000), ensaio de ruído, ensaio de aquecimento e ensaio de durabilidade. Cada talha elétrica é submetida individualmente ao teste sem carga e ao ensaio de carga estática na saída de fábrica; o ensaio de carga dinâmica é realizado por amostragem por lote (10% de cada lote).
| Parâmetro | CD1Velocidade Normal Padrão | MD1 Tipo Dupla velocidade |
|---|---|---|
| Velocidade de Elevação | 7~8m/min | Velocidade Normal Padrão7~8+Velocidade Lenta0.7~0.8 |
| Classe de Funcionamento | M3~M5 | M3~M6 |
| distância de deslizamento do freio | ≤100mm | ≤100mm |
| Ensaio de Carga Estática | 1.5x | 1.5x |
| Cenário de Aplicação | Padrão Içamento e transporte | Posicionamento precisoinstalação |
Perguntas Frequentes
P: Como é determinada a Classe de Funcionamento de uma talha elétrica?
R: A Classe de Funcionamento da talha elétrica é dividida em 8 níveis, de M1 a M8, de acordo com a norma ISO 4301 / FEM 1.001, sendo determinada pela frequência de utilização e pelo fator de espectro de carga. Os níveis M1 a M3 são aplicáveis a operações intermitentes com carga leve (como talhas de manutenção); os níveis M4 a M5 destinam-se ao içamento e transporte de materiais em oficinas gerais; os níveis M6 a M7 aplicam-se a linhas de produção com regime de trabalho intenso; e o nível M8 é indicado para condições de serviço contínuas com carga pesada. Na seleção, a Classe de Funcionamento deve corresponder às condições reais de serviço — uma classe subdimensionada provoca sobreaquecimento do motor e desgaste prematuro dos componentes, enquanto uma classe sobredimensionada representa um custo desnecessário.
P: Como escolher a Velocidade de Elevação de uma talha elétrica?
R: A Velocidade de Elevação da talha elétrica é definida de acordo com os requisitos de uso: as talhas standard de velocidade única operam normalmente a 4~8 m/min (adequadas para operações de içamento em geral); as talhas de duas velocidades apresentam uma relação de transmissão entre velocidade rápida e lenta de 4:1 a 6:1 (a velocidade lenta é indicada para posicionamento de precisão); as talhas com inversor permitem regulação contínua de velocidade na gama de 0,5 a 10 m/min (recomendadas para montagens de precisão e regimes de arranques e paragens frequentes). Quanto maior a Velocidade de Elevação, maior a potência do motor e maior o calor gerado no freio. A Kelude Indústrias Pesadas disponibiliza talhas elétricas com três soluções de Velocidade de Elevação — velocidade única standard, dupla velocidade e com inversor — para escolha do cliente.
P: Quais são os requisitos de torque de frenagem de uma talha elétrica?
R: A norma estabelece que o torque de frenagem do freio do mecanismo de elevação de uma talha elétrica deve ser, no mínimo, 1,5 vezes o torque de elevação nominal. O freio deve ser do tipo normalmente fechado — fechado por força de mola e aberto por ação eletromagnética — garantindo a frenagem automática em caso de falha de energia. O coeficiente de atrito da lona de freio deve ser ≥ 0,30 (em estado seco) e a dureza superficial da roda de freio deve ser ≥ HB280. A vida útil do freio, em número de ciclos de frenagem, deve ser ≥ 500 000 ciclos (nível M4) ou ≥ 1 000 000 ciclos (níveis M6 e superiores). Os freios de talha elétrica da Kelude Indústrias Pesadas são projetados com um fator de segurança de 1,8 e utilizam lonas de freio em material ecológico sem amianto.
P: Quais são as falhas comuns numa talha elétrica e os respetivos métodos de solução?
R: Falhas comuns e métodos de solução: 1) O motor não arranca — verificar a Alimentação Elétrica, se o Botão de Parada de Emergência foi reposto e se a fiação do motor não está solta; 2) Elevação fraca ou escorregamento da carga — a folga do freio está excessiva ou a lona de freio apresenta desgaste acima do limite; ajustar a folga ou substituir a lona; 3) Desvio de translação — desgaste irregular das rodas do carro ou falta de retilineidade do trilho; inspecionar e ajustar; 4) Ruído anormal — falta de lubrificação no redutor ou desgaste nas engrenagens; verificar o nível de óleo e o estado das engrenagens; 5) Fim de Curso não atua — o batente do Fim de Curso deslocou-se ou há aderência nos contatos; reajustar a posição do fim de curso. Recomenda-se um exame minucioso a cada 500 horas de trabalho.