ISO 23810:2019 Segurança para Guindastes
A ISO 23810:2019 «Guindastes — Sistema de gestão de segurança — Requisitos» é a norma de referência para a gestão da segurança em guindastes. A norma define os requisitos de enquadramento para o sistema de gestão de segurança que a unidade usuária deve implementar — incluindo política de segurança, responsabilidades organizacionais, controlo de riscos, treinamento e avaliação, inspeção e manutenção, e gestão de emergências.
Estrutura do sistema de gestão de segurança
A ISO 23810:2019 estrutura o sistema de gestão de segurança com base no ciclo PDCA (Planear-Executar-Verificar-Agir) — política de segurança (a unidade usuária deve definir uma declaração de política de segurança, estabelecendo o compromisso e os objetivos gerais para a segurança de guindastes), organização e responsabilidades (definindo as responsabilidades de segurança do responsável máximo pela segurança, do departamento de gestão de segurança, do operador e do pessoal de manutenção), identificação e controlo de riscos (identificação, avaliação e medidas de controlo para os riscos operacionais de cada guindaste), gestão de treinamento e competências (garantindo que o pessoal relevante possua os conhecimentos de segurança e as competências operacionais adequadas), gestão de inspeção e manutenção (estabelecendo e implementando um regime de inspeção e manutenção) e gestão de emergências (elaborando planos de emergência para acidentes em operações de içamento e realizando exercícios periódicos).
A norma exige que a unidade usuária mantenha um arquivo de gestão de segurança — compilação dos documentos do sistema de gestão de segurança, arquivo do equipamento de cada guindaste (documentação de fábrica, registos de Aceitação da Instalação, relatórios de inspeção anteriores), arquivo do pessoal de operação e manutenção (registos de treinamento e avaliação, validade das licenças de operador) e registos de acidentes e ocorrências anómalas. O sistema de gestão de segurança deve ser submetido a auditorias internas periódicas (pelo menos uma vez por ano) e a revisões pela gestão de topo (pelo menos de dois em dois anos), com vista à melhoria contínua do desempenho da gestão de segurança.
Medidas de controlo de riscos
Identificação de riscos — identificar as fontes de perigo em cada fase da operação do guindaste (riscos mecânicos, riscos elétricos, quedas em altura, impacto de cargas suspensas, risco de tombamento, entre outros), classificar cada tipo de risco (gravidade × probabilidade, em Grau Ⅰ~Ⅳ) e definir as medidas de controlo correspondentes. O controlo de riscos deve seguir o princípio hierárquico — eliminação da fonte de perigo (por exemplo, substituição por equipamento mais seguro), controlo de engenharia (por exemplo, instalação de dispositivo de proteção e intertravamento de segurança), controlo administrativo (por exemplo, estabelecimento de Procedimentos de Operação Segura e sistema de permissão de trabalho) e proteção individual (fornecimento de capacete de segurança, Cinto de segurança, calçado de proteção e outros equipamentos de proteção individual).
Controlo de riscos em condições de operação específicas — operações com múltiplos guindastes no mesmo local (elaboração de plano de anticolisão e procedimentos de comunicação), operações em condições meteorológicas adversas (limitações de operação e condições de paragem para vento, temperatura, chuva e neve) e operações de içamento especiais (planos específicos e procedimentos de aprovação para içamento de cargas de grandes dimensões, içamento de precisão e içamento de mercadorias perigosas). A norma exige ainda a implementação de um sistema de permissão de trabalho para operações de içamento críticas — antes da operação, o pessoal de gestão de segurança deve avaliar o risco e emitir a licença de trabalho.
| Elementos de Segurança | requisitos | Responsável pela Execução | Método de Verificação |
|---|---|---|---|
| Política de Segurança | Elaboração e Comunicação | Alta Direção | Análise de Documentos |
| Risco Identificação | Abrangente Identificação Avaliação | Departamento de Segurança | Registro de Riscos |
| Gestão de Treinamento | Inicial+Periódicotreinamento de reciclagem | Recursos Humanos/Técnico | Registro de Avaliação |
| Sistema de Inspeção | inspeção diária/inspeção mensal/Inspeção Anual | Operação/manutenção | registros de inspeção |
| Gestão de Emergência | Plano de Contingência+Simulado | Departamento de Segurança | Relatório de Simulado |
| Mecanismo de Melhoria | Auditoria Interna+Análise Crítica pela Direção | Gerência | Relatório de Auditoria |
Gestão de Competências e Formação
A unidade usuária deve estabelecer um sistema de treinamento para o seu pessoal — formação de operadores (de acordo com a norma ISO 23813, incluindo treinamento teórico e prático com carga horária mínima de 120 horas e taxa de aprovação mínima de 80%), formação para o pessoal de manutenção (conhecimentos de segurança, métodos de inspeção, diagnóstico de falhas e técnicas de manutenção) e formação para gestores (regulamentação de segurança, gestão de riscos e resposta a emergências). O plano de formação deve ser ajustado em função de fatores como a rotatividade de pessoal e a atualização das normas.
Gestão de competências — os operadores devem possuir certificação válida para operar os equipamentos, com treinamento de reciclagem obrigatório a cada 2 anos. O pessoal de manutenção (inspetores dedicados) deve possuir certificação de gestor de segurança ou de inspetor de equipamentos de elevação. A norma exige que a unidade usuária mantenha um dossiê individual de cada profissional — dados básicos, registos de formação, resultados de avaliação e cópia da certificação. A Kelude Indústrias Pesadas disponibiliza aos seus clientes serviços de consultoria e treinamento para a implementação de um sistema de gestão de segurança em conformidade com a norma ISO 23810:2019.
Gestão de Emergências
A norma estabelece requisitos para a gestão de emergências — elaboração de planos de contingência (definição de procedimentos de resposta e planos de ação para cenários como tombamento, ruptura de cabo, queda de carga suspensa e ferimentos de pessoal), equipamentos de emergência (kit de primeiros socorros, extintor de incêndio, equipamentos de comunicação, iluminação de emergência, entre outros) e realização de simulados (pelo menos um exercício anual de resposta a emergências em operações de elevação, seguido de avaliação e melhorias). Comunicação e investigação de acidentes — em caso de acidente durante operações de elevação, o plano de emergência deve ser acionado imediatamente e o órgão superior deve ser notificado. A investigação deve seguir o princípio dos "quatro não deixar passar": não encerrar enquanto a causa não for apurada, não encerrar enquanto os responsáveis não forem responsabilizados, não encerrar enquanto as medidas de retificação não forem implementadas, e não encerrar enquanto os envolvidos não receberem a devida orientação.
| Elementos de Emergência | requisitos | Responsável pela Execução | Ciclo |
|---|---|---|---|
| Plano de Resposta a Emergências | Elaboração+Aprovação | Departamento de Segurança | Na Criação |
| Instalações de Emergência | Equipamentos Completos e em Bom Estado | pessoal de manutenção | Inspeção Trimestral |
| Simulado de Emergência | Incluindo Simulado Prático | Departamento de Segurança | Anualmente |
| Relatório de Acidente | 24hComunicação Interna | Departamento de Segurança | Na Ocorrência |
| Investigação de Acidente | Princípio dos Quatro Não-Passar (causa não apurada, responsáveis não punidos, medidas não implementadas, lições não aprendidas) | Gerência | Pós-Acidente |
Perguntas Frequentes
P: Qual é a estrutura central da ISO 23810:2019?
R: Baseia-se no ciclo PDCA (Planear, Executar, Verificar, Agir) e estabelece um sistema de gestão com seis elementos: política de segurança, responsabilidades organizacionais, controlo de riscos, gestão de formação, inspeção e manutenção, e gestão de emergências. Auditoria interna anual e revisão pela gestão a cada dois anos.
P: Quais são os princípios hierárquicos do controlo de riscos?
R: Eliminação da fonte de perigo, controlos de engenharia (proteções/interbloqueios), controlos administrativos (procedimentos/autorizações) e equipamento de proteção individual (capacete, cinto de segurança, calçado de segurança). Deve-se dar prioridade a medidas de controlo de nível superior, reduzindo a dependência do comportamento humano.
P: Quais são os requisitos de treinamento para operadores?
R: De acordo com a norma ISO 23813 — treinamento teórico e prático com um mínimo de 120 horas e aproveitamento igual ou superior a 80% na avaliação. O certificado de operador está sujeito a treinamento de reciclagem a cada 2 anos. O pessoal de manutenção deve possuir certificação em gestão de segurança ou inspeção. Os registos do pessoal incluem o histórico de treinamento e avaliações.
P: O que inclui o plano de emergência?
R: Abrange cenários como tombamento, ruptura de cabo, queda de carga suspensa e ferimentos em pessoas. Inclui equipamentos como kit de primeiros socorros e extintor de incêndio. É realizado um exercício anual. Os acidentes são investigados segundo o princípio dos "quatro não deixar passar". A Kelude Indústrias Pesadas pode fornecer consultoria para a implementação de sistemas de gestão de segurança.